31.3.05

dt=ds/dv

Filhos do tempo.

Tempo é um conceito abstrato, originado de velocidade e espaço. Puramente intuitivo.

Esse é o lado lógico da coisa.

Sejamos racionais. Quem não sofre da “síndrome de Cronos” é quem vive à parte da sociedade. Quem não precisa estudar, trabalhar, ter uma família... para quem não tem noção da responsabilidade, só assim para não se sentir engolido por ele. Você não sente o hálito do tempo. Você já está sendo corroído pelos seus humores e nem sabe. Estamos embrenhados nele e nem sentimos mais. Só que não dá pra abrir a cabeça desse deus. Não temos mais domínio sobre nossas vidas.

Quer o lado divino do tempo? É a capacidade de estar em todos os lugares num instante. Uma das definições de Deus. Quer o lado humano? É de levar a eternidade para dar um passo. Ou pra se dispor a dar um. Essa é a melhor definição de ser humano que eu conheço.

Questão de velocidade...

Temporal

Quanto tempo da vida perdemos
Para o próprio tempo?
Quanto de nós mesmos doamos
Ou apenas entregamos?

O que você fez hoje para encontrar-se?

Ele é sempre atemporal
Incabido que é de sua imensa concepção
E simples por excelência, funcional
Ele apenas passa

E impassível aos maus tratos dos nossos contratempos

A diferença esta no uso que fazemos dele
Uns, procuram respostas, e ganham
Outros, desencontram-se das perguntas, e perdem
E ainda assim, ele é o mesmo

Quanto de você já se descobriste?

E por campos ou clausuras
Não há como deixá-lo solto ou aprisionado
O Tempo é sempre interno
Se seu, ponha a seu lado

A felicidade evapora o tempo e nos aproxima do fim?

Não é o passar que acaba conosco
Nós é que acabamos quando paramos
Não se gasta o que não se possui
E não se desperdiça o que não se tem

Seu tempo é seu quando lhe convém o tempo todo

Acordar na madrugada da descoberta
É difícil como levantar mais tarde
Para o caminhar que leva as conquistas
Porém tem mais efeito

Cedo é aquele que usa o tempo e não se consome por ele

E assim, sendo nele o que se tem
Quero além do que o que me vem
Urgente são momentos de quem espera
Urgência a vida de quem não tem

Quanto de seu tempo você se deu hoje?

Esclarecendo possíveis dúvidas: Canhoto e Destro são pessoas diferentes. O lado esquerdo é meu irmão mesmo, filho dos mesmos pais. Como o nome do blog diz, são duas posições distintas escrevendo no mesmo lugar. Eu Destro e ele Canhoto fazendo alusão ao nome do blog, que significa muito mais que isso. Quanto sua menor aparição, só ele pode explicar. Posso afirmar que ele tem liberdade para escrever o que quiser e sintam-se a vontade em relação aos comentários a respeito de seus textos. Beijo a todos

Dicotomia

Para quem gosta do lado poeta: é o direito. Respeito o seu séquito e seu estilo.

Só que o lado esquerdo, apesar de aparecer bem menos, também faz parte deste organismo.

Gol qualquer um faz, quero ver chutar com as duas...

Constatações derivadas de um sono integral:

Estou cansado de ser escravo do tempo.

Ter um senhor com grilhões invisíveis.

Ser servo de um conceito.

Vassalo de um ponteiro.

Minha algema é um relógio, posso tirar do meu pulso, mas não do meu organismo.

Quero a minha mãe...

PS: pra achar o tempo um deus lindo só sendo MUITO viado. Orixázinho filho da puta de segunda...

29.3.05

Seu teu, meu eu

E na penumbra de seu corpo sobre o meu
projeto o desejo que embora teu
arde em minha carne
campo vasto e uniforme
dum pronome que é todo seu
eu

26.3.05

Triologia

Postando de forma diferente
Três pequenos textos
Oriundos de um bate papo
Com uma pessoa maravilhosa.

Espero que gostem e uma páscoa com ovos galados, que saibamos chocar e cuidar. E que os primeiros pios de renovação e paz se espalhem por todo o mundo e que se enraíze no infinito universo único chamado nós.



É o que sou!
em meio a todos que não sabem o que são
eu sou mais um
que se busca naquilo
que acha que é


____________X X X___________X X X__________


Maravilhoso!
o gozo
e tudo que o antecede também é
o carinho,
o desejo,
o calor,
as invasões permitidas,
língua,
suor,
líquidos e carne
barulhos,
gemidos e silêncios,
olhares e suspiros
o arrepio que enrijece e prepara
e o descarrego do corpo naquela sensação de morte,
libertadora,
que nos traz para a vida
Respire,
Ainda nem começamos


____________X X X___________X X X__________


sou meu herói e meu algoz
sou manso e sou feroz
e meus eus
chamo por nós

que clamam a ti, pois morrem se sós.

24.3.05

Alfabeto

Para que luz se não usaremos olhos
Quero apenas seu corpo
Querendo o meu
Como sua resposta

Quando perguntas: sacia meu desejo?

Combinação imediata de eu e você
Então nós, e se sós
Pra que voz
Se só vamos gemer?

Esta é a língua do nosso prazer

Longe do analfabetismo da carne
somos cegos
queremos nos ler
e tocamo-nos por inteiro, em braile

pois precisamos nos entender

a dormência dos dedos insinua
a sua, a minha
pele nua
e concordamos de imediato

próximo ato:invadir você

e me acolhe tão quente
e me envolve;serpente
com pernas e fendas
que me oferecem você

este liquido, veneno, que me enlouquece ter

me leva para dentro e brinca comigo
me morde, me beija, me escorrega no abrigo
irresistível de suas pernas
e me ama bem dentro

longe de todo perigo

e a cada poro sensível
nos mamilos, seios e anseios
a cada parte do corpo que leio
entendo o enredo do texto

o que queremos mesmo é escrever

e quando rasga minha pele a unha
sussurro um grito para lhe dizer:
entendi esta parte do texto
termino esta frase em você!

Neste corpo liso e sem pautas onde consigo ser.

21.3.05

A diferença

Chegou
Devorou-me com os olhos
e segurando pelo colarinho da minha blusa
explodiu todos os botões de minha veste

meu corpo tremia de vontade: exposta

fixou-se em mãos na minha cintura
segurou minha saia
e com toda força
arrebentou o pouco pano em metades

abriu minhas pernas e fiquei a vontade

escorreu as mãos por minhas costas
virou-me e penetrou meus olhos
cruzou os braços
suspirou profundo

eu era só o desejo; ele todo amor do mundo

e partiu.

18.3.05

Introspecção

Deixaste de ser e passou a ficar
Entregou-se a quem não poderia guardá-lo
Depositou toda esperança numa chance torpe e remota
E está aí, convalescendo, bêbado, por seu próprio barril

De ressentimento

Pois que você remói, rumina, vomita e digere
Todo o tempo o tempo todo
E viciado em sofrer encontra novo paladar
A cada antiga e decorada degustada amarga

É o paladar a que te remete a solidão

E consegue ser ignorante, vil e moribundo
Passeia por vielas feitas de sarjetas de tão estreitas
Úmidas pelo suor do desejo alheio que ali, junto se derrama
E esquece da duplicidade de quem não ama

Baixaste a guarda ao levantar a cabeça

Não existe nada além do horizonte
Que você não tenha objetivado antes
E teimoso, quis o impossível
E agora sofre feito uma mula

Carregando sozinho o peso de uma decisão

Ficou surdo para seus olhos
Com um corpo dormente não sentiu uma só palavra
E demente como os que ignoram a realidade
Excluiu-se de tocar a verdade

Bem feito idiota!

É seu próprio demônio, infernizando seu dia a dia
E sabe disso, gosta e quase adora
E o deus que cabe em seu peito é razoável
Detém razão e quer libertá-lo

Vai ser burro assim na casa do caralho

Pare de entregar seus dias, sua vida, seu prazer
Venda seu corpo mais caro, cobre por você
De valor aquilo que tem única e completamente
Controle sobre ser decente, dono de corpo e mente

Deixe de ser doente!

Um mundo novo de prazeres e felicidades lhe sorri
E como um morto vivo espera uma salvação por pecado incometido
Fostes sempre justo, menos consigo próprio
Perdoe-se e permita-se merecer

Já que babaquice tem limite

Agrida seu corpo beneficamente
Extirpe as unhas encravadas que doem e
Atrapalham o caminhar
Expurgue este lodo sagrado de suas veias carregadas

Doe seu sangue para renovar-se: renasça!

E que seja parido aquele mesmo homem
Obstinado, perseverante e feliz
Mas que saiba errar no primeiro erro
E que tenha menos resistência à dor

Pois ninguém mais agüenta esta aberração que já não anda

Que se arrasta pela vida carregando o mundo alheio nas costas
Que enxerga soluções para todos e se afunda em erros crassos
Um oráculo as avessas que advinha o presente e esquece do futuro
Fazendo deste um glorioso nada obscuro

Pára de fazer merda, idiota

Olha a seu redor, a sua frente
Sua filha, seus amigos sua gente
A pessoa que te ama e as pessoas por quem sente
Sacuda esta idéia tão ausente.

Este fim já chegou

E você perde tempo
Perdeu pro Tempo
Apostou com o único ente invencível
E como não era pra ser diferente

Se fudeu

Bata palmas pro vencedor
Estenda a palma da mão ao derrotado
E os apresente
Prazer, eu, por ter vencido
Merecido, eu, eu ter perdido

E aceite que esta luta acabou.

Fim!

17.3.05

Mapa de Silencios

ele é tão indecifrável
mas é uma das maiores certezas
como se fosse estranho a nossa natureza

entretanto,

não há aquele que viva sem ele
e por mais que se busque alternativa
por mais triste que se lhe encontre
a saída que deixaste na entrada
terá resposta nele

e no momento mágico deste encontro
em qualquer instante
ou em qualquer língua
saberá seu nome

e olhando atento
no mais profundo; dentro
sussurrará seu nome
com total deslumbramento

me entrego: amor


Existem pessoas realmente diferentes e importantes. Eliane Alcântara é uma delas para mim. Obrigado e não sei se percebeu, mas não usei a palavra especial. Brincos, perfumes e coisas são especiais. Pessoas são indispensáveis

14.3.05

Pois é

Mais uma daquelas tardes perfeitas
Sol brilhando, nada de nuvens
Brisa acariciando o corpo
E a tormenta, atormentando

Uma mente atormentada

Em busca eterna pela eterna paz
Estado de graça que só vislumbra você
Tranqüilidade de alma que mora em seu corpo
Querendo você me contorço, paralisado

Por nada poder fazer

Já não depende de mim
Fiz o que era impossível fazer
Fui além de limites
Por nunca acreditar na existência deles

E no meio desta estrada, onde está você?

Você, que por dentro chora e por fora demora
Que me bem diz frente a frente
E que por traz me devora
Que verdadeira me ama e pra si mente

Por favor
Se encare
Se enfrente
Imperativo: tente!

E de todos os pedidos que nunca fiz
Por não poder influir nem mais um triz
Queria pedir-lhe o ingrato que sempre faço
Sofra!

E nos faça feliz

E nesta incontável e idêntica tarde já ida
Desejo realmente por esta paixão incontida
Que me esqueças talvez e de repente
Mas não me largue, perdido, em sua vida

Não faça de mim seu vampiro
Fiel, imortal e sem luz
Não me deixe amarrado a um desejo
Que direto ao meu nada conduz

Pois sabes o quanto te quero.

E que sou o capaz de sofrer
Que consigo de eu próprio esquecer
Que não me custa à morte viver
Se um dia seu, eu, puder ser

Só você, sabe o quanto te amo

E se for para não te-la, faça agora
E se for pra ser seu; qualquer hora
E se realmente lhe for impossível
Beijo na sua boca, vou embora

Eu sei, já me vistes de costas outras vezes!

Sabes que não irei
Percebe que já tentei
Só falta que sua coragem permita
Ter-me, ser seu e sermos um

Eu amo você
E
Sem você
Não irei a lugar algum.


Desculpem o tamanho do texto, mas carrego uma história no peito que não caberia nas páginas brancas que encontro pela frente.

10.3.05

Busca, em si, perfeição

Não é dúvida
Seria fácil se só fosse isso
É sempre mais, como olhar o céu sob meio dia
Quanto mais perto, mais doído e não dolorido

Querida é a brisa noturna e suas penumbras
Vez que sombras são ausência de luz
Mas como se formam?
De onde irradia a força poderosa que as produz?

Ouse perguntar mais simples
Olhe para si num próximo e questione
Ao desconhecido que vive em você:
Quem sou eu? E dá, a si, um nome

Não responda o que faz
Não diga como você é
Ao menos cite o que possui
Tente apenas responder quem você é, o que o constitui.

E como tudo que parece simples
Levará vida e não responderá
Não existe resposta para perguntas
Onde a resposta na pergunta está

O caminho é apaixonante
E a dor será presente
Pois ela sempre é oposto
Da alegria que se sente

Dizem ser sentimento
Mas no fim é o que todo mundo quer
O amor não está em pessoa ou coisa
O amor simplesmente é

E na viagem que não termina
De porta em portos do que se quer
A pergunta se faz resposta
E me respondo quem você é?

8.3.05

Deus é mulher

E por mais que se busquem palavras para definir
Só uma pergunta me vem à cabeça
Como?

Num soneto as avessas como é possível ser tão forte e tão sensível
Que poder é este de se poupar e ser visível
Na beira do que se nega, como podes ser tão impossível?

E junto a este ente da natureza
Todas as respostas se perdem
Há perguntas que não devem ser feitas
E respostas, por si só, perfeitas

Querendo se-las, sonhando em te-las
Nenhum de nós será um dia capaz
Infeliz o homem que não sabe ama-las
Mulheres, união de amor e paz

Os amores são sempre distintos. Amamos filhas e filhos, mães e pais, familiares, amigos e amantes. Mas nada deve se comparar a uma mulher que ama a si própria. Vocês são fonte de vida, pela própria história, por acerto da natureza. Perpetuamo-nos por vocês e eu, particularmente, agradeço a todas que sabem deste dom mágico que só vive em vocês. Deus está em cada um de nós, é o que dizem, mas só em vocês ele realmente é.

Parabéns e gratíssimo pela existência de cada uma de vocês.

Beijos de um homem que, no mínimo, faz o impossível para amar fielmente algumas de vocês e que se pudesse pedir a deus um milagre pessoal, pediria para saber como é ser Deus e gerar uma vida a nossa imagem e semelhança.

Obrigada a todas vocês, filhas e mães, pelo amor, carinho e pela graça da vida.

6.3.05

Saudade

Um motivo era tudo que eu queria agora
Pra poder justificar sua ausência
Pra não sentir a dor tão densa
Que a saudade teima em transformar-te presença

Saudade tem o dom, a manha de fazer isso
Pega todo aquele vazio e solidifica, no meio do peito
E com esse peso no coração, na há quem resista
Me dobro em joelhos e olhos da chuva são espelhos,
dos meus sentimentos, visita

Me entrego em chorar

Copiosa e ardentemente
As águas que jorram dos olhos não tem tanta força
Se a razão dos meus sentidos não consegue
Quem dirá esta água, pura e calma que segue

Não encontrei ainda nada mais forte que ele

E por mais que este amor me doa
Por mais que se sofra sentir
Ínfimo instante de sua pessoa
Conseguem fazer que eu queira permitir

O ter você em cascalhos
Sutil e limitada ao tempo de orvalho
Corta a carne e inflama
Mas, e, sou, em doença, quem ama

Amo você, Criatura
Minha dor,
Meu amor
Minha cura

Mulher que em corpo me invade
Sou o homem do teu corpo em verdade
E a cada essência que ao outro evade
Fica um querer maior que corrói em saudade

Desdenho do tempo
Ignoro os sentidos
Desejo seus sonhos
Queria em todos ter sido

Seu.

5.3.05

Ainda bem

Mudou-se o rumo do mirar
Agora já não importa o alvo
Não quero atingir ninguém
Ouso apenas me encontrar

Tão difícil quanto não ser tão simples
E mesmo e tão somente por intrínseco motivo
Não meço vírgulas que expliquem sentimentos
Quero reticências que espichem meu caminho e é só o que peço

Pensei que o verde da natureza em abundancia me faria inspirar
Que traria mais idéias
Que faria viajar
Mas e justo, são pessoas que me fazem suspirar

E surge assim uma vontade
Aquele desejo imenso de parar, continuar e criar
Este é sim um agradecimento em verso
Daquele que se não fosse destro

Poria a esquerda a trabalhar

Descobri neste momento de férias que a fonte de toda e qualquer inspiração, pelo menos para mim, não está nas paisagens belas ou em um relance momentâneo que nos faça escrever. Cada visita que faço aos que como eu escrevem e se descrevem em textos, contos e poesias, são em definitivo, fonte de criação. E mesmo diante da vista linda de um pedaço de mata Atlântica que mora em meu quintal é maior o impacto das palavras que sinto em cada blog que espio. Se depender só de vocês, escreverei para sempre.

4.3.05

Recomeço

Amanha começa tudo outra vez. Mais gente, mais dependência, mais responsabilidades.

Mas o que incomoda é a dependência. Muita gente saudável que suga as suas forças.

Como diz Haroldo de Campos, eu meço, peço, recomeço, arremesso. Mas a vontade dá é de mandar 90% do pessoal tomar no cu. O pior é que vão gostar...

PS: Pedro, pode deixar que eu reassumo o meu posto...

Terras

Há plantações que são feitas de suor e luta
De pura labuta.
Escolhem-se sementes, se semeiam grãos
E por vezes as lagrimas os regam

E dali se faz seu pão

Acontece de vermos terras arder em vão
Sementes que nunca vingam
Águas que não penetram
Um chão que morre em chão

Infeliz é aquele que semeia o Não

Porém há pastos
De verdes vastos
que são muito além de matos
e estes a outros se dão

O acaso aqui se faz perdão

E voam pássaros
Que de bico em bico
Que de papa em papo
Levam a certos merecedores
Muito mais do que o esperado

E estes alguns sim,
Lavradores
Fazem do bem seu prato
E este sentimento escasso
Estende-se na colheita em abraço
Levando a um alguém exato
O que se plantou de fato

Semear o bem é sim, certeza de colher o que há de melhor. Não me preocupo com a qualidade da plantação, mas me pergunto se sou merecedor de recolher, não só para mim, tanta bonança, pois toda vez que admiro as terras férteis da minha vida, certifico-me que há culturas magníficas que me trouxeram e que jamais plantei. Retiro-as e devolvo suas sementes a terra em sinal de gratidão.

Obrigado Clara Isasknovit

3.3.05

Férias, repeteco e velox

Quero mandar beijo a todos e dizer que estou meio ausente por estar de férias. To postando um texto que já postei antes, mas que por ser de dezembro, acho que quase ninguém viu. O velox da minha casa sai amanhã e começarei a dar a atenção devida a todos que me retribuem em carinho. Saudades imensas de vocês. Obrigado por tudo

Transitivo, Direto


Amar é simples Ser
Complexa ciência
Junção de e Ser Ciência
Essência.

Ciúme é trair
Mania de induzir
Erro em conjunto de trair e induzir
Traduzir.

E tudo que traduz o ciúme
Simplifica amar
E surge enfim o Verbo
Imperativo o conjugar

Faça-se sujeito
Ponha o predicado a funcionar
E o pequeno verbo, transitivo
Por seu objeto, direto
Fará sempre certo
Ao cuidar de quem amar.