A prepotência, enlouquecida
Ousou supor que o amor tinha desaparecido
Sumido no mapa do descaso
Encrustado num tesouro que coroava o nada
Engano infindável
O amor sequer se encontra
Apenas se sente
Em todo lugar
Perto, distante, importante
Imponente e constante
Alheio a qualquer clamor desesperado
Surdo, inteiramente insensível
Aos grotescos graves entraves
Propostos por nossa pressa infame
Embaralhamos todos os sentires
Somos complexos quando a simplicidade é imperiosa
Desligados e desleixados quando efervescem detalhes
Velozes quando imprescindível a paciência
Crianças quando devemos ser amantes lascivos
Dissimulação afasta o sucesso
Sejamos sinceros
Verdadeiros e eternos
Aprendamos que a verdade muda de pessoa para pessoa
Que existe em todo lugar
Principalmente em nós
Crie o deus dentro de sua existência
assuma seus erros, suas desavenças
exponha suas vitórias, suas sentenças
descubra de maneira inquestionável
Todos somos amor
28.12.06
13.10.06
Devaneio
Perfeito o caminho
Que transcorre limpo, ímpio: límpido
Cristalino como a chuva que nos fecha os olhos
Fazendo enxergar mais do que se pode pela visão
Mergulhe na conveniência audaz de sentir completamente
No fluxo daquilo que sequer se compreende
Novamente amadureço a infância jamais perdida
Troque a ignorância amável da falta de experiência
Pela inteligência decisiva da maioridade
Debulhe sua humildade nos campos do orgulho
Abra mão apenas quando tiver tudo a perder
Seja caridoso justamente quando tudo lhe for abundante
Jejuar na ausência total das posses
É a única alternativa existente
Não há nada de obstinado nisso
Não peque pela maldade indecente
Que escorre pelas mãos
Feito luz que não se segura
Quando a impossibilidade lhe for insuperável
Sucumba. Sofrer e perder são grandes chances para melhorar e vencer
Tente com toda sua vontade
Perceber a oportunidade que se esconde
Em cada pequeno ou grande revés
Considere-se capaz para toda luta
Prove do mundo e o tenha a seus pés
Escolha não pisá-lo, porém
Quando tiver que ser guardião do exemplo
Seja o próprio em questão
Toda vez que parecer óbvio permitir-se o erro
Troque de lugar com o espelho e instrua o perdão.
Que transcorre limpo, ímpio: límpido
Cristalino como a chuva que nos fecha os olhos
Fazendo enxergar mais do que se pode pela visão
Mergulhe na conveniência audaz de sentir completamente
No fluxo daquilo que sequer se compreende
Novamente amadureço a infância jamais perdida
Troque a ignorância amável da falta de experiência
Pela inteligência decisiva da maioridade
Debulhe sua humildade nos campos do orgulho
Abra mão apenas quando tiver tudo a perder
Seja caridoso justamente quando tudo lhe for abundante
Jejuar na ausência total das posses
É a única alternativa existente
Não há nada de obstinado nisso
Não peque pela maldade indecente
Que escorre pelas mãos
Feito luz que não se segura
Quando a impossibilidade lhe for insuperável
Sucumba. Sofrer e perder são grandes chances para melhorar e vencer
Tente com toda sua vontade
Perceber a oportunidade que se esconde
Em cada pequeno ou grande revés
Considere-se capaz para toda luta
Prove do mundo e o tenha a seus pés
Escolha não pisá-lo, porém
Quando tiver que ser guardião do exemplo
Seja o próprio em questão
Toda vez que parecer óbvio permitir-se o erro
Troque de lugar com o espelho e instrua o perdão.
4.10.06
Te Beijo
Dai a mão como se fosse perdê-la
Encontre-se, justo assim, na próxima
Que com certeza absurda
Se lhe estenderá
Entrega escancarada
Siga sua alma
Chore toda vez que lhe ocorrer vontade
Viva infinitamente
Presenteie-se com a dádiva maior
Abra-se
Desconsideráveis oceanos bravios
Mares, vales, terremotos
Desdenhe de qualquer ente da natureza
Estranhe a força descomunal
Desde que seja possível reconhecer-se
Desvincule sua essência do que o mundo o supõe estar
Acredite, levemente, naquilo que é
Seja, lhe suplico
E não serás nada mais do que já o é
Tudo, simplesmente
Por muitas vezes, na sua jornada
Parecerá que o que tens
Transcende o que merece
Que abunda o que aos desprovidos rareia
Inverta sua posição
Merecimento deriva dum binômio
Tão dolorido quanto gratificante
Jamais abra mão de ser
Capaz e confiante
A sorte só é aliada daqueles que têm azar
Faça tudo para desmerecê-la
Escute, olhe, sinta, toque
Erre, acerte, tente, aprenda
Ajude, ensine, compartilhe, compreenda
Aos capacitados é impossível falhar
Trabalhe a injustiça do mundo de forma justa
Quando lhe pedirem para ser um pouco pior
Repreenda-se, impermita-se
Repouse a compaixão aos olhos
Renda-se : seja, simbolicamente, menos melhor
Tradição é algo que ocupa muito espaço
Inconvenientemente
Desfaçamos-nos como um todo destes ranços
Precisaremos estar vazios, pois
Paremos de confundir caridade com mediocridade
Desconsidere qualquer pedido de retorno
Quando a anterioridade obrigatoriamente
Remeter a patamares retrógrados, arcaicos
Quando alguém lhe estender a mão, de baixo
Curve-se quando estiver forte o bastante para puxá-lo
Melhore o universo que lhe cerca
Mesmo que este compreenda ínfima geografia
Entenda que tudo que fazemos
Se expande sem harmonia
Vivendo entre os outros, harmonicamente
Continue crescendo
Mais, muito, indefinidamente
Ao duvidar ser possível
Reponde tranqüilo:
Sou aquele que merece, perfeitamente
Encontre-se, justo assim, na próxima
Que com certeza absurda
Se lhe estenderá
Entrega escancarada
Siga sua alma
Chore toda vez que lhe ocorrer vontade
Viva infinitamente
Presenteie-se com a dádiva maior
Abra-se
Desconsideráveis oceanos bravios
Mares, vales, terremotos
Desdenhe de qualquer ente da natureza
Estranhe a força descomunal
Desde que seja possível reconhecer-se
Desvincule sua essência do que o mundo o supõe estar
Acredite, levemente, naquilo que é
Seja, lhe suplico
E não serás nada mais do que já o é
Tudo, simplesmente
Por muitas vezes, na sua jornada
Parecerá que o que tens
Transcende o que merece
Que abunda o que aos desprovidos rareia
Inverta sua posição
Merecimento deriva dum binômio
Tão dolorido quanto gratificante
Jamais abra mão de ser
Capaz e confiante
A sorte só é aliada daqueles que têm azar
Faça tudo para desmerecê-la
Escute, olhe, sinta, toque
Erre, acerte, tente, aprenda
Ajude, ensine, compartilhe, compreenda
Aos capacitados é impossível falhar
Trabalhe a injustiça do mundo de forma justa
Quando lhe pedirem para ser um pouco pior
Repreenda-se, impermita-se
Repouse a compaixão aos olhos
Renda-se : seja, simbolicamente, menos melhor
Tradição é algo que ocupa muito espaço
Inconvenientemente
Desfaçamos-nos como um todo destes ranços
Precisaremos estar vazios, pois
Paremos de confundir caridade com mediocridade
Desconsidere qualquer pedido de retorno
Quando a anterioridade obrigatoriamente
Remeter a patamares retrógrados, arcaicos
Quando alguém lhe estender a mão, de baixo
Curve-se quando estiver forte o bastante para puxá-lo
Melhore o universo que lhe cerca
Mesmo que este compreenda ínfima geografia
Entenda que tudo que fazemos
Se expande sem harmonia
Vivendo entre os outros, harmonicamente
Continue crescendo
Mais, muito, indefinidamente
Ao duvidar ser possível
Reponde tranqüilo:
Sou aquele que merece, perfeitamente
27.9.06
Atitulorium
Descansa enfim em minha boca
Como a saliva quase gota
Dependente e insustentável
Perfumada ao hálito de minha necessidade
Sinta meu prezo por ser-te indispensável
Cola em meu colo onde te coloco afável
Desbanca meu banco de carne e osso
Enlaça meu peito com seu dorso
Dobra seu desejo em meu pescoço
Abraça minha vontade com a firmeza de suas pernas
Suspira em minha vida esta morte breve
Seu prazer insano de imortalidade leve
O peso ínfimo que quer que releve
Seu interior que meu exterior revele
Ser dentro de seu ser tudo que pode o querer
Acorrente minha solidão hipócrita lá fora
Arremesse as chaves despenhadeiro abaixo
Prove ser fêmea onde me acho
Fenda sem arestas rústicas onde me encaixo
A rima desta frase é desnecessária
Preciso é o que preciso de você
Seu cheiro, seu gosto, seu rosto
Repousado em minhas mãos carinho
Coração ao teu lado, alado: passarinho
Que não passa de um filhote no ninho
A espera de seu calor proteção
De seu compromisso caução
Sua mentira; ilusão
A verdade: paixão
Vida entregue em sua mão
Ao se por às minhas em gratidão
Fechamos o ciclo de uma só vez
Sem esperar retorno, tudo tivemos
Sem o menor esforço tudo se fez
Repetiria tudo, sem a menor desfaçatez
Como a saliva quase gota
Dependente e insustentável
Perfumada ao hálito de minha necessidade
Sinta meu prezo por ser-te indispensável
Cola em meu colo onde te coloco afável
Desbanca meu banco de carne e osso
Enlaça meu peito com seu dorso
Dobra seu desejo em meu pescoço
Abraça minha vontade com a firmeza de suas pernas
Suspira em minha vida esta morte breve
Seu prazer insano de imortalidade leve
O peso ínfimo que quer que releve
Seu interior que meu exterior revele
Ser dentro de seu ser tudo que pode o querer
Acorrente minha solidão hipócrita lá fora
Arremesse as chaves despenhadeiro abaixo
Prove ser fêmea onde me acho
Fenda sem arestas rústicas onde me encaixo
A rima desta frase é desnecessária
Preciso é o que preciso de você
Seu cheiro, seu gosto, seu rosto
Repousado em minhas mãos carinho
Coração ao teu lado, alado: passarinho
Que não passa de um filhote no ninho
A espera de seu calor proteção
De seu compromisso caução
Sua mentira; ilusão
A verdade: paixão
Vida entregue em sua mão
Ao se por às minhas em gratidão
Fechamos o ciclo de uma só vez
Sem esperar retorno, tudo tivemos
Sem o menor esforço tudo se fez
Repetiria tudo, sem a menor desfaçatez
20.9.06
Primavera
Atrelamos tanto o passado ao indesejado
Que por vezes, preconceituosamente
Abandonamos consultá-lo
Preterimos o pretérito aprendizado
Continuamos num futuro errado
Partimos da premissa que precisamos o novo
Esquecemos da instrução básica
Anterior a todo almejado destino
Fundamental e precedente a tudo
Há sempre um lugar de onde partimos
Um antes que prevê o depois
O aceno que será adeus
O breve que perdurará
Amanhã que sempre foi e será hoje
Futuro é ser filho do passado
O tempo longe do papel
Provou-me o significado da saudade
Pulverizou qualquer noção de idade
Apanhei-me escrevendo as linhas do costume
Retas-atalhos das minhas voltas tortas
Que entortam, rodilham, envolvem
Que cansam, insistem, comovem
Trazem de volta o velho hábito
Ressuscitam este antigo jovem
Que renasce a cada escolha nas palavras
A vida impôs-se ao meu viver
Ultimou minha rotina com propostas voláteis
Mas passageiro á a única coisa que o tempo não é
Ele fica, agrura, perdura
Escolhi viver
Aprendi que decidir deriva de inoportunidades
Da total falta de escolha
De ausência de liberdade
D’uma imposição que permiti fazerem-me
Anecessária posição
Tal qual regras de escrita e das palavras
Que nem sempre abarcam meus significados
Outrossim, quase nunca os absorvem
Ouso criar algumas que me satisfaçam
Ousadia; fruto dos que colocam o desejo ao norte
Incuta razão em seus sonhos
Embuta coragem a seus atos
Imprima confiança a seus acompanhantes
Exprima-se somente por derradeiros fatos
Fatalmente irá vencer
Continuo buscando mais
Persisto em fazer melhor
Por mais que eu prospere e vença
Cobrar-me-ei em ser maior
Não se limita o imensurável, ninguém mede o desejo pois
Que por vezes, preconceituosamente
Abandonamos consultá-lo
Preterimos o pretérito aprendizado
Continuamos num futuro errado
Partimos da premissa que precisamos o novo
Esquecemos da instrução básica
Anterior a todo almejado destino
Fundamental e precedente a tudo
Há sempre um lugar de onde partimos
Um antes que prevê o depois
O aceno que será adeus
O breve que perdurará
Amanhã que sempre foi e será hoje
Futuro é ser filho do passado
O tempo longe do papel
Provou-me o significado da saudade
Pulverizou qualquer noção de idade
Apanhei-me escrevendo as linhas do costume
Retas-atalhos das minhas voltas tortas
Que entortam, rodilham, envolvem
Que cansam, insistem, comovem
Trazem de volta o velho hábito
Ressuscitam este antigo jovem
Que renasce a cada escolha nas palavras
A vida impôs-se ao meu viver
Ultimou minha rotina com propostas voláteis
Mas passageiro á a única coisa que o tempo não é
Ele fica, agrura, perdura
Escolhi viver
Aprendi que decidir deriva de inoportunidades
Da total falta de escolha
De ausência de liberdade
D’uma imposição que permiti fazerem-me
Anecessária posição
Tal qual regras de escrita e das palavras
Que nem sempre abarcam meus significados
Outrossim, quase nunca os absorvem
Ouso criar algumas que me satisfaçam
Ousadia; fruto dos que colocam o desejo ao norte
Incuta razão em seus sonhos
Embuta coragem a seus atos
Imprima confiança a seus acompanhantes
Exprima-se somente por derradeiros fatos
Fatalmente irá vencer
Continuo buscando mais
Persisto em fazer melhor
Por mais que eu prospere e vença
Cobrar-me-ei em ser maior
Não se limita o imensurável, ninguém mede o desejo pois
10.7.06
Sinceramente
O que fica da saudade é vento
Da vontade ausente; lamento
Cansado de tanto fazer nada eu calo e sento
Exausto de rimas pobres, simplesmente não me agüento
Arrebento em sons que não sei escutar
Choro cada alegria como se única fosse
Verdadeiramente são
Despeço-me do marasmo da falta de rotina
Entregando-me a insatisfação por estar sempre satisfeito
Refaço-me naquilo que não perdura
A simples falta remete àquilo que mais preciso
Mirando o esmo infinito da certeza
Acerto lugares que são ausentes
Na presença que monto fora do que existo
Desconexo, tendo a pender pelo sumiço
Na fumaça espessa da bruma que se arrima
Sinto perto a distancia que se apruma
Ferramentas pesam em minha bolsa vida
Nasço novo de forma desprovida
Onde cada passo é uma torre que se ergue
Fica quase intransponível meu passado
Lacrado num tempo que só pode ser dele
Dono dum poder que não se aliena
Próprio da índole que sempre o condena
Imutável e apaixonante como a piada do novo dia
Todo dia a cada dia e sempre
Tão belo quanto único
Tão singular quanto fugaz
Completamente efêmero se desfaz
Levando consigo a perfeição de ser incopiável
Se fossem eternos trariam torpor
A beleza imutável traz a certeza da indiferença
Quando acaba a possibilidade de novidade
Esvai-se a riqueza da surpresa
Fica a mesmice da ignorância
Pois a pretensão daquele que se antecipa
Mumifica o movimento dos que caminham
Ignorar as mudanças do intangível
É petrificar a mobilidade do sentimento
Não se aprisiona o que não se lhe pertence
Viva para estar pronto a perder-se
Encontrando-se em cada nova dação
Pratique a arte de dar o que precisa
Em troca de receber o que não se tem
Dói muito mais o fardo do tudo que a leveza do nada
Somos recipientes de nossos desejos
Dimensionados para experimentar, aprender e trocar
Percebamos enfim, mas não no fim
Que devemos compartilhar com o ambiente
Que os sentidos são um ecossistema vasto
Enxerga a ti mesmo no outro e serás em todos
Estenda seu ser aos que são em sua volta e eternize
Embrenhe-se nas almas boas e ruins a sua volta
Saiba deixar-se em umas e sair das outras
Puerilmente viva; auspiciosamente
Seja oportuno e não oportunista
Encare a sua possibilidade como algo que deve ser conquistado
Quando não puder ser completamente certo
Entenda-se justo
Faça com que seja entendido por todos
Estando assim em lugar comum
Lapide a mesmice com a diferença
Gere dúvida em cada vida que lhe toca
Soerga nelas a certeza de sua presença
Seja em tudo, sempre: uma crença
Da vontade ausente; lamento
Cansado de tanto fazer nada eu calo e sento
Exausto de rimas pobres, simplesmente não me agüento
Arrebento em sons que não sei escutar
Choro cada alegria como se única fosse
Verdadeiramente são
Despeço-me do marasmo da falta de rotina
Entregando-me a insatisfação por estar sempre satisfeito
Refaço-me naquilo que não perdura
A simples falta remete àquilo que mais preciso
Mirando o esmo infinito da certeza
Acerto lugares que são ausentes
Na presença que monto fora do que existo
Desconexo, tendo a pender pelo sumiço
Na fumaça espessa da bruma que se arrima
Sinto perto a distancia que se apruma
Ferramentas pesam em minha bolsa vida
Nasço novo de forma desprovida
Onde cada passo é uma torre que se ergue
Fica quase intransponível meu passado
Lacrado num tempo que só pode ser dele
Dono dum poder que não se aliena
Próprio da índole que sempre o condena
Imutável e apaixonante como a piada do novo dia
Todo dia a cada dia e sempre
Tão belo quanto único
Tão singular quanto fugaz
Completamente efêmero se desfaz
Levando consigo a perfeição de ser incopiável
Se fossem eternos trariam torpor
A beleza imutável traz a certeza da indiferença
Quando acaba a possibilidade de novidade
Esvai-se a riqueza da surpresa
Fica a mesmice da ignorância
Pois a pretensão daquele que se antecipa
Mumifica o movimento dos que caminham
Ignorar as mudanças do intangível
É petrificar a mobilidade do sentimento
Não se aprisiona o que não se lhe pertence
Viva para estar pronto a perder-se
Encontrando-se em cada nova dação
Pratique a arte de dar o que precisa
Em troca de receber o que não se tem
Dói muito mais o fardo do tudo que a leveza do nada
Somos recipientes de nossos desejos
Dimensionados para experimentar, aprender e trocar
Percebamos enfim, mas não no fim
Que devemos compartilhar com o ambiente
Que os sentidos são um ecossistema vasto
Enxerga a ti mesmo no outro e serás em todos
Estenda seu ser aos que são em sua volta e eternize
Embrenhe-se nas almas boas e ruins a sua volta
Saiba deixar-se em umas e sair das outras
Puerilmente viva; auspiciosamente
Seja oportuno e não oportunista
Encare a sua possibilidade como algo que deve ser conquistado
Quando não puder ser completamente certo
Entenda-se justo
Faça com que seja entendido por todos
Estando assim em lugar comum
Lapide a mesmice com a diferença
Gere dúvida em cada vida que lhe toca
Soerga nelas a certeza de sua presença
Seja em tudo, sempre: uma crença
14.6.06
Perceptivo
Porque as pessoas deveriam entender
Que as vontades não podem ser escutadas
Merecem ser sentidas
Sem ter que tomar emprestado o caráter físico do pedido
É maravilhoso adivinhar o outro
Antecipar de forma natural
Um ato proporcionador de felicidade
Atitudes simples que nos tornam especiais
Detalhes que nos fazem imprescindíveis
Segredos são as mais intimas publicidades
Palavras que trocamos em silencio
Olhares que miram à saudade
Suspiros que remontam seu corpo
Sons que tocam a pele e arrepiam
Sua presença onde quer que você esteja
Independente de marco ou comemoração
Quero festejar sempre
A grandiosidade inexplicável
Que é amar e ser amado
Por, para e com você
Que as vontades não podem ser escutadas
Merecem ser sentidas
Sem ter que tomar emprestado o caráter físico do pedido
É maravilhoso adivinhar o outro
Antecipar de forma natural
Um ato proporcionador de felicidade
Atitudes simples que nos tornam especiais
Detalhes que nos fazem imprescindíveis
Segredos são as mais intimas publicidades
Palavras que trocamos em silencio
Olhares que miram à saudade
Suspiros que remontam seu corpo
Sons que tocam a pele e arrepiam
Sua presença onde quer que você esteja
Independente de marco ou comemoração
Quero festejar sempre
A grandiosidade inexplicável
Que é amar e ser amado
Por, para e com você
12.5.06
Alternativa
As músicas parecem estar calando
Deve ser a esperança cedendo lugar à verdade
A certeza de perder começa a latejar mais constante
Já penso no jeito de tentar aceitar
Que eu te deixe partir pra sempre
Dolorido novamente
Só que desta vez não será apenas tentativa
Conseguirei definitivamente
Irá doer como nunca
Mas será de única vez
Conseguirei sofrer como poucos
Abrirei mão de muito
Como recompensa terei a mim novamente
Completo, solitário
Como nunca deixei de ser
Voltarei ao estado de hermetismo de que tanto gosto
Trancado, intocável, impenetrável
Sisudo para as alegrias breves
Ausente aos comburentes que se vão num mero sopro
Surdo às notas que noticiam nada
Passei por isto antes e fugi
Desta vez encararei
Sinto ser necessário mais este tempo
Ele novamente
Identicamente, sem minha culpa
Vista grossa para coisas demais
Fingi não enxergar o escancarado a minha frente
Agora já incomoda
Sentir o limite do próximo
Que não pulsa, expulsa: me repulsa
Só quis amar este tempo todo
Doei, entreguei, compartilhei
Desfiz de mim em prol do outro
Fiz tudo que devia fazer
Porém, ao amar, não se deve nada
Tudo é o espontâneo
Obrigação e ingratidão são incompatíveis com o nobre verbo
Ele não pede nada em troca
Apenas pessoas, duas
E não somos, pois
Infelizmente não seremos jamais
Certos passos nos tiram completamente da rota
Desvirtuam nossa jornada
Aniquilam certos destinos
As decisões mais devastadoras são sempre conscientes
Estou prestes a tomar uma delas
Gigantesca, atormentadora
Não tenho medo de colocar-me pedindo ajuda
Prezo a possibilidade de não recebê-la
Apenas proíbo-me ficar parado
Meu tempo de fazer findou-se
Qualquer apêndice é mero exaurimento
Precisamos de um passo seu
Daqueles devastadores
E então, sabe o que está fazendo?
Afirmativas sucessivas seriam bem vindas
Para que a duvida fosse apenas salva guarda
Ferramenta da heresia
Luxo de quem quer apenas ratificar
Vitória da perseverança sobre a teimosia
Deve ser a esperança cedendo lugar à verdade
A certeza de perder começa a latejar mais constante
Já penso no jeito de tentar aceitar
Que eu te deixe partir pra sempre
Dolorido novamente
Só que desta vez não será apenas tentativa
Conseguirei definitivamente
Irá doer como nunca
Mas será de única vez
Conseguirei sofrer como poucos
Abrirei mão de muito
Como recompensa terei a mim novamente
Completo, solitário
Como nunca deixei de ser
Voltarei ao estado de hermetismo de que tanto gosto
Trancado, intocável, impenetrável
Sisudo para as alegrias breves
Ausente aos comburentes que se vão num mero sopro
Surdo às notas que noticiam nada
Passei por isto antes e fugi
Desta vez encararei
Sinto ser necessário mais este tempo
Ele novamente
Identicamente, sem minha culpa
Vista grossa para coisas demais
Fingi não enxergar o escancarado a minha frente
Agora já incomoda
Sentir o limite do próximo
Que não pulsa, expulsa: me repulsa
Só quis amar este tempo todo
Doei, entreguei, compartilhei
Desfiz de mim em prol do outro
Fiz tudo que devia fazer
Porém, ao amar, não se deve nada
Tudo é o espontâneo
Obrigação e ingratidão são incompatíveis com o nobre verbo
Ele não pede nada em troca
Apenas pessoas, duas
E não somos, pois
Infelizmente não seremos jamais
Certos passos nos tiram completamente da rota
Desvirtuam nossa jornada
Aniquilam certos destinos
As decisões mais devastadoras são sempre conscientes
Estou prestes a tomar uma delas
Gigantesca, atormentadora
Não tenho medo de colocar-me pedindo ajuda
Prezo a possibilidade de não recebê-la
Apenas proíbo-me ficar parado
Meu tempo de fazer findou-se
Qualquer apêndice é mero exaurimento
Precisamos de um passo seu
Daqueles devastadores
E então, sabe o que está fazendo?
Afirmativas sucessivas seriam bem vindas
Para que a duvida fosse apenas salva guarda
Ferramenta da heresia
Luxo de quem quer apenas ratificar
Vitória da perseverança sobre a teimosia
13.4.06
Meio assim ...
Luto por um tempo
Onde as noites não serão longas por sua ausência,
Mas curtas, pois a eternidade é pouca quando ao seu lado
Procuro um mastro para amarrar meus ponteiros
Norte de meus delírios perdidos
Que ao mesmo tempo me aponte você
Perco o rumo num escuro raso
Em que náufrago, afogo minhas dores profundas
Sutis pesares de uma angústia suave
Brandindo abrupta na profundeza de minha face exposta
Encarnada nas entranhas de um parto que não resolve
Saída de um retorno que não devolve
Sequer fragmento do meu lamento derramado
Vem suspiro como se vento fosse
Venha vento que com suspirar levasse
Qualquer lembrança que me sustentasse
Em ruína breve a essência da saudade
Compõe-se em arrimos basilares
Soerguendo arremedos de desfaçatez
Na vontade unânime e uníssona de conquista e domínio
Aquela pelo respeito e admiração
Este pela liberdade eterna que planifica e iguala
Mantendo a única diferença aceita por aqueles que comungam
O dom de conviver no estado pleno e denso; intenso
Pois amar, além de arder e doer é mutante e tenro
Faz o mestre retroceder e aprender
Transforma soberba em humildade
Doa à maldade a mais profunda nulidade
As palavras dizem exatamente o que o silêncio promete
Descumprem-se todos os destinos
Desatinos passam a ser dogmas inalienáveis
Tudo ao fim, enfim, não passa de mero instante
Novo que é exatamente como era antes
Estático que cisma em seguir adiante
Defunto que não se impede que levante
Idéia viva, fixa, sem centro: mirabolante
Errante em qualquer ser que se mostre vivo
Leve demais para ser constante
Muito denso para ser bastante
Sentimento de valor físico irrelevante
Filtro de vida purificante
E antes que desavisado algum se encante
Pequeno aviso intrigante:
Amar é sem conceito
Sem preconceito:
Edificante.
Onde as noites não serão longas por sua ausência,
Mas curtas, pois a eternidade é pouca quando ao seu lado
Procuro um mastro para amarrar meus ponteiros
Norte de meus delírios perdidos
Que ao mesmo tempo me aponte você
Perco o rumo num escuro raso
Em que náufrago, afogo minhas dores profundas
Sutis pesares de uma angústia suave
Brandindo abrupta na profundeza de minha face exposta
Encarnada nas entranhas de um parto que não resolve
Saída de um retorno que não devolve
Sequer fragmento do meu lamento derramado
Vem suspiro como se vento fosse
Venha vento que com suspirar levasse
Qualquer lembrança que me sustentasse
Em ruína breve a essência da saudade
Compõe-se em arrimos basilares
Soerguendo arremedos de desfaçatez
Na vontade unânime e uníssona de conquista e domínio
Aquela pelo respeito e admiração
Este pela liberdade eterna que planifica e iguala
Mantendo a única diferença aceita por aqueles que comungam
O dom de conviver no estado pleno e denso; intenso
Pois amar, além de arder e doer é mutante e tenro
Faz o mestre retroceder e aprender
Transforma soberba em humildade
Doa à maldade a mais profunda nulidade
As palavras dizem exatamente o que o silêncio promete
Descumprem-se todos os destinos
Desatinos passam a ser dogmas inalienáveis
Tudo ao fim, enfim, não passa de mero instante
Novo que é exatamente como era antes
Estático que cisma em seguir adiante
Defunto que não se impede que levante
Idéia viva, fixa, sem centro: mirabolante
Errante em qualquer ser que se mostre vivo
Leve demais para ser constante
Muito denso para ser bastante
Sentimento de valor físico irrelevante
Filtro de vida purificante
E antes que desavisado algum se encante
Pequeno aviso intrigante:
Amar é sem conceito
Sem preconceito:
Edificante.
22.3.06
Concordo
Justamente por que
Há horas em que urge
Fazer a volta, contornar o local
Bordar o destino com os jardins que ele merece
Embora na maioria das vezes ele o peça
Seguir em frente pode ser fatal
Orgulho em retroceder
Pode levar à inércia
Ficar parado, matará a vida
Volte atrás
Não para fazer o mesmo
Repetir acertos também é errar
Pois perdemos tempo
Divindade que nos consome e sempre escapa
Torne o caminho de volta uma nova ida
Que lhe desvie o abismo intransponível
Sem desvirtuar-lhe o ponto de chegada
Fazer da maior distancia um atalho
É arte conhecida por poucos
Depende de quanto se dispõe a perder para ganhar
Preferências são rumos sem dor
Escolhas pela facilidade circunscrita
Apaixonante e fácil
Isenta de pecados e proibições
Porem, tende à certeza do marasmo
Toda vez que for muito fácil
Queira mais, anseie maior: ambicione
Ou simplesmente perceba
Que o algo já lhe pertence ou não é o que se quer
Fuja do imediatismo que despersonifica a conquista
Diante do abismo passado que antes o paralisava
Remonte o trajeto que percorreu até aqui
Lembre-se que poderia estar lá em cima
Inerte, ileso: sonhando simplesmente
Fossilizado por um tolo medo
De pensar-se retrógrado e menor
Por ser incapaz de transpor o impossível
Quando o oponente consumar-se invencível
Seja inteligente
Decida não enfrentá-lo
Pois a vida pode até ser construída com sonhos não vividos
Desvirtuada e triste devido a escolhas infelizes
A lembrança entretanto
Nunca é composta por passagens mortas
Ela pulsa, arde e vibra; involuntariamente
Aguarde o momento certo
Torne-se colossal, intransponível
E se mesmo com fenomenal esforço
Derrotar aquele inimigo continuar impossível
Volte, pois só nós mesmos estamos em todos os nossos caminhos
Há horas em que urge
Fazer a volta, contornar o local
Bordar o destino com os jardins que ele merece
Embora na maioria das vezes ele o peça
Seguir em frente pode ser fatal
Orgulho em retroceder
Pode levar à inércia
Ficar parado, matará a vida
Volte atrás
Não para fazer o mesmo
Repetir acertos também é errar
Pois perdemos tempo
Divindade que nos consome e sempre escapa
Torne o caminho de volta uma nova ida
Que lhe desvie o abismo intransponível
Sem desvirtuar-lhe o ponto de chegada
Fazer da maior distancia um atalho
É arte conhecida por poucos
Depende de quanto se dispõe a perder para ganhar
Preferências são rumos sem dor
Escolhas pela facilidade circunscrita
Apaixonante e fácil
Isenta de pecados e proibições
Porem, tende à certeza do marasmo
Toda vez que for muito fácil
Queira mais, anseie maior: ambicione
Ou simplesmente perceba
Que o algo já lhe pertence ou não é o que se quer
Fuja do imediatismo que despersonifica a conquista
Diante do abismo passado que antes o paralisava
Remonte o trajeto que percorreu até aqui
Lembre-se que poderia estar lá em cima
Inerte, ileso: sonhando simplesmente
Fossilizado por um tolo medo
De pensar-se retrógrado e menor
Por ser incapaz de transpor o impossível
Quando o oponente consumar-se invencível
Seja inteligente
Decida não enfrentá-lo
Pois a vida pode até ser construída com sonhos não vividos
Desvirtuada e triste devido a escolhas infelizes
A lembrança entretanto
Nunca é composta por passagens mortas
Ela pulsa, arde e vibra; involuntariamente
Aguarde o momento certo
Torne-se colossal, intransponível
E se mesmo com fenomenal esforço
Derrotar aquele inimigo continuar impossível
Volte, pois só nós mesmos estamos em todos os nossos caminhos
7.3.06
Datas
Obrigado por este dia ter acontecido
Pela vida que impôs a minha vida
Transformando mero caminhar
Numa marcha firme rumo ao destino
Feito com minhas próprias vontades
O que antes parecia atemporal e infindável
Contornou-se de efêmera velocidade
Bordando meus desejos recém nascidos
Vejo um homem que aprendeu há pouco o caminhar
O incentivo é que faz viver
Foi-se o tempo de passar por ele
A convivência branda e gratificante
Agora é brusca e lancinante
Cada momento que se esvai é como sangue
Doído e querido ao ser derramado
Felicidade por estar impregnado de felicidade
Grávido de um sentimento maravilhoso
Que não se basta nos adjetivos que conheço
Transcendendo minhas antigas certezas
Transformando tudo em simples nada
Gestação de um futuro cada vez mais próximo
Sensível aos sentidos do tato, olfato, paladar e audição
Estranhamente não o vejo
Entretanto isto se faz desimportante
O sentir não precisa de luz aos olhos para existir
Basta o querer; o reconhecimento do outro
O mínimo que se propõe é vontade
O máximo que se busca é liberdade
Todo o resto é mera composição
Deste sonho que me assola
Ainda busco o dia
Em que neste mesmo dia
Poderei acordá-la com um beijo
Dizendo baixo em seu pé de ouvido:
Parabéns, criatura! Eu amo você
Pela vida que impôs a minha vida
Transformando mero caminhar
Numa marcha firme rumo ao destino
Feito com minhas próprias vontades
O que antes parecia atemporal e infindável
Contornou-se de efêmera velocidade
Bordando meus desejos recém nascidos
Vejo um homem que aprendeu há pouco o caminhar
O incentivo é que faz viver
Foi-se o tempo de passar por ele
A convivência branda e gratificante
Agora é brusca e lancinante
Cada momento que se esvai é como sangue
Doído e querido ao ser derramado
Felicidade por estar impregnado de felicidade
Grávido de um sentimento maravilhoso
Que não se basta nos adjetivos que conheço
Transcendendo minhas antigas certezas
Transformando tudo em simples nada
Gestação de um futuro cada vez mais próximo
Sensível aos sentidos do tato, olfato, paladar e audição
Estranhamente não o vejo
Entretanto isto se faz desimportante
O sentir não precisa de luz aos olhos para existir
Basta o querer; o reconhecimento do outro
O mínimo que se propõe é vontade
O máximo que se busca é liberdade
Todo o resto é mera composição
Deste sonho que me assola
Ainda busco o dia
Em que neste mesmo dia
Poderei acordá-la com um beijo
Dizendo baixo em seu pé de ouvido:
Parabéns, criatura! Eu amo você
27.2.06
Demora não
A saudade me perturba.
Sua falta quase me derrota.
Mas a possibilidade de vencer e a certeza de te ver
Fazem querer-te ainda mais.
Amo você
Sua falta quase me derrota.
Mas a possibilidade de vencer e a certeza de te ver
Fazem querer-te ainda mais.
Amo você
30.1.06
Coisa
Não há, realmente, nada como amar você
Esse tudo que parece sempre incompleto
Este longe que se sente mesmo perto
Plausível erro de quem vislumbra o certo
Por mais certeza que se tenha em não saber o que se faz
E lho sinto assim
Uma coisa que chega e parece que sempre se vai
Vazio que preenche
Concretude que com o brandir da saudade se esvai
Eterna percepção daquilo que não se define
São inúmeras as definições
Porém geralmente indefinidas
Pois que não postulam menor regra
De tão desregrado que se apresenta
Estranha esta intimidade com este total desconhecido
Escorrega pelos braços
Por vezes pesa, quase insuportável
Por outras escapa de tão volátil; maleável
Ainda assim, extremamente nosso, cismamos em dá-lo
Como se disponível fosse; um simples regalo
Abençoado como o mais maldito dos regenerados
Cultuado, venerado, adorado
Outrossim submisso, renegado, acossado
Indistintamente perseguido, objetivado
Estado de perfeição uníssono almejado
Um pulsar desesperado que te busca em cada canto
Motivado por paixões e desencantos
Regado ao suor do esforço
Ao desalento, ou alegrar dos prantos
Coisa que te quero e de ti espero em tanto
Descobri não ser tão auto-suficiente
Tampouco onipresente e uni subsistente
É coisa dada ao bom vício da concorrência
Da necessidade do corpo presente
Atitude de querer constantemente
Por isso não demore
Não faça com que por tristeza eu chore
Venha com sua peculiar e plural fome
Conserve-me e me devore
Esqueça os olhos e me olhe
Com o sentir da lembrança
Com o querer da esperança
Com a dúvida da segurança
Com a mão de quem alcança
Agitação incontinenti que amansa
Sai de ti e vem
Dê-se a si e me tem
Seja meu eterno alguém
Saiba-se não viver sem
Pense ser impossível e iremos além
Das estrelas que nos adornam
Da lua que remete ao que foi
Da infinitude do céu que escorre límpido
Do brilho do sol que ofusca quando vem
Sejamos mais do que o mundo que se oferece
E ao construir nossa morada
Sem trincheiras ou brigadas
Quero apenas o frescor das madrugadas
Nosso reflexo nas águas iluminadas
Nossa calma nas tardes descansadas
Tenhamos teto no sossego
Posse no desapego
Prisão na eterna e indisponível liberdade
Pois apenas aquele capaz de nos fazer livre
Naturalmente ama de verdade
Esse tudo que parece sempre incompleto
Este longe que se sente mesmo perto
Plausível erro de quem vislumbra o certo
Por mais certeza que se tenha em não saber o que se faz
E lho sinto assim
Uma coisa que chega e parece que sempre se vai
Vazio que preenche
Concretude que com o brandir da saudade se esvai
Eterna percepção daquilo que não se define
São inúmeras as definições
Porém geralmente indefinidas
Pois que não postulam menor regra
De tão desregrado que se apresenta
Estranha esta intimidade com este total desconhecido
Escorrega pelos braços
Por vezes pesa, quase insuportável
Por outras escapa de tão volátil; maleável
Ainda assim, extremamente nosso, cismamos em dá-lo
Como se disponível fosse; um simples regalo
Abençoado como o mais maldito dos regenerados
Cultuado, venerado, adorado
Outrossim submisso, renegado, acossado
Indistintamente perseguido, objetivado
Estado de perfeição uníssono almejado
Um pulsar desesperado que te busca em cada canto
Motivado por paixões e desencantos
Regado ao suor do esforço
Ao desalento, ou alegrar dos prantos
Coisa que te quero e de ti espero em tanto
Descobri não ser tão auto-suficiente
Tampouco onipresente e uni subsistente
É coisa dada ao bom vício da concorrência
Da necessidade do corpo presente
Atitude de querer constantemente
Por isso não demore
Não faça com que por tristeza eu chore
Venha com sua peculiar e plural fome
Conserve-me e me devore
Esqueça os olhos e me olhe
Com o sentir da lembrança
Com o querer da esperança
Com a dúvida da segurança
Com a mão de quem alcança
Agitação incontinenti que amansa
Sai de ti e vem
Dê-se a si e me tem
Seja meu eterno alguém
Saiba-se não viver sem
Pense ser impossível e iremos além
Das estrelas que nos adornam
Da lua que remete ao que foi
Da infinitude do céu que escorre límpido
Do brilho do sol que ofusca quando vem
Sejamos mais do que o mundo que se oferece
E ao construir nossa morada
Sem trincheiras ou brigadas
Quero apenas o frescor das madrugadas
Nosso reflexo nas águas iluminadas
Nossa calma nas tardes descansadas
Tenhamos teto no sossego
Posse no desapego
Prisão na eterna e indisponível liberdade
Pois apenas aquele capaz de nos fazer livre
Naturalmente ama de verdade
16.1.06
Físico
Não há noção ainda do percorrido
E desinteressa este que não se pode mudar
Tem-se, de fato, a impressão sincera e real
Da proximidade com a chegada tão esperada
Engana-se por completo quem almeja o mero fim
Este será apenas meio
Ferramenta de um desejo maior
Um patamar seguro
De onde se pode avistar mais ao longe e respirar
É infinito o céu que se contempla
Ele chama como se urgente fosse
Conquistar seu azul e seu cinza peculiar
Agrada às vistas com o deslumbre do horizonte
Enche o peito de lágrimas quando torrencial chove
Inundando o querer de esperança
Mas há mudança neste combustível
O que antes era como uma entidade intocável, quase santo
Hoje é devasso e escravo das minhas atitudes
Uma prostituta virgem movida ao prazer das minhas conquistas
Agora acredito na concretude de meus sonhos
As tentativas estão mais consistentes
Os erros cada vez mais previsíveis, evitáveis: consumíveis
A distância, embora insabida é perceptível
Quase um objeto a se colocar no bolso
Falta realmente muito pouco
O esforço é proporcional
Assim como a velocidade dos tempos idos
Pois tempo é uma sensação e não uma coisa
Quando ocupamo-nos prazerosamente ele some
Insistir na contrariedade só traz angústia
E tudo se paralisa
O mundo pára
O peso pesa
E o pesar do mundo ampara
Todas as suas desculpas
O que se tem afinal
É um somatório de dúvidas e curvas
A cada volta enterramo-nos mais e mais
Inexiste a sensação de chão
Apenas um vôo livre e desgovernado
Anarquia nunca resultou em nada
Desde os primórdios
Existe um conceito
Que ajusta a vida em comum
Potencial é realmente nada sem controle
O mais importante deles
O exercido sobre nós mesmos
Deve ser administrado, treinado: dominado
Precisa, necessita e deve ser corriqueiro
Saber-se por inteiro é condição para dar-se e doar-se
Desprendimento não equivale a dação
Extrema agudeza de saber
Tem aquele que consegue desfazer de si
Para encontrar-se no outro
Religião do bem comum
Comungue a um lugar chamado nós
Peça a um deus chamado eu
Descubra um caminho chamado tempo
Seja uma vitória chamada resultado
Se esforce, vença e vá,
Pois sucesso é um mérito seu
Aceite quando conseguir êxito
Viva intenso este momento soberano
Só você sabe o quanto de sua paz está condensada ali
Expanda todas as suas virtudes
Só não reclame daquilo que não pode ter
Das coisas que não fez por onde conseguir
Tenhamos consciência que tentar é permitido
Mas que fazer tudo ao mesmo tempo é proibitivo
Escolhe, define, luta e consegue
E desinteressa este que não se pode mudar
Tem-se, de fato, a impressão sincera e real
Da proximidade com a chegada tão esperada
Engana-se por completo quem almeja o mero fim
Este será apenas meio
Ferramenta de um desejo maior
Um patamar seguro
De onde se pode avistar mais ao longe e respirar
É infinito o céu que se contempla
Ele chama como se urgente fosse
Conquistar seu azul e seu cinza peculiar
Agrada às vistas com o deslumbre do horizonte
Enche o peito de lágrimas quando torrencial chove
Inundando o querer de esperança
Mas há mudança neste combustível
O que antes era como uma entidade intocável, quase santo
Hoje é devasso e escravo das minhas atitudes
Uma prostituta virgem movida ao prazer das minhas conquistas
Agora acredito na concretude de meus sonhos
As tentativas estão mais consistentes
Os erros cada vez mais previsíveis, evitáveis: consumíveis
A distância, embora insabida é perceptível
Quase um objeto a se colocar no bolso
Falta realmente muito pouco
O esforço é proporcional
Assim como a velocidade dos tempos idos
Pois tempo é uma sensação e não uma coisa
Quando ocupamo-nos prazerosamente ele some
Insistir na contrariedade só traz angústia
E tudo se paralisa
O mundo pára
O peso pesa
E o pesar do mundo ampara
Todas as suas desculpas
O que se tem afinal
É um somatório de dúvidas e curvas
A cada volta enterramo-nos mais e mais
Inexiste a sensação de chão
Apenas um vôo livre e desgovernado
Anarquia nunca resultou em nada
Desde os primórdios
Existe um conceito
Que ajusta a vida em comum
Potencial é realmente nada sem controle
O mais importante deles
O exercido sobre nós mesmos
Deve ser administrado, treinado: dominado
Precisa, necessita e deve ser corriqueiro
Saber-se por inteiro é condição para dar-se e doar-se
Desprendimento não equivale a dação
Extrema agudeza de saber
Tem aquele que consegue desfazer de si
Para encontrar-se no outro
Religião do bem comum
Comungue a um lugar chamado nós
Peça a um deus chamado eu
Descubra um caminho chamado tempo
Seja uma vitória chamada resultado
Se esforce, vença e vá,
Pois sucesso é um mérito seu
Aceite quando conseguir êxito
Viva intenso este momento soberano
Só você sabe o quanto de sua paz está condensada ali
Expanda todas as suas virtudes
Só não reclame daquilo que não pode ter
Das coisas que não fez por onde conseguir
Tenhamos consciência que tentar é permitido
Mas que fazer tudo ao mesmo tempo é proibitivo
Escolhe, define, luta e consegue
2.1.06
Feliz dia novo
_Bom dia moço. Tudo em ordem?
_Bom dia. Tudo normal. Haveria motivo para desordem?
_Nenhum. A não ser pelo fato da certeza de que nem tudo que está em paz é pacífico.
_Como assim?
_Perceba como existe um burburinho crescente que vem com o silêncio. Sinta na aparente calmaria do oceano a profusão de ondas prestes a arrebentar sua força na areia. Se apenas fitarmos o superficial e palpável, pouco perceberemos do real valor das imagens que nos são ofertadas.
_Mas não tenho tempo para tanto esforço, o tempo não deixa de correr enquanto filosofo sobre o mundo.
_E quanto tempo tem além deste momento que agora consome? Quanto excesso ainda existe para desperdiçar com esta correria despropositada e sem motivo? O que lhe faz pensar que sua sobra é maior que aquilo que agora já lhe falta?
_Justo por não saber quanto disponho é que devo acelerar-me. Quem sabe quando não mais estarei aqui?
_Já se perguntou se está mesmo aqui? Se aqui é onde quer estar? E se positiva for sua resposta se lhe apraz o bastante o que és? E se de negativa forma responder, por que ainda não parou para se mover? Atinou para o quanto se ganha quando simplesmente não se perde?
_E por que esta sanha desesperada em conquistar e vencer se não preciso de mais batalhas. A vida já é muito dura para que eu tenha que enfrentar a todos. Na quietude de minha pouca ambição os dias passam e eu sobrevivo calmo, manso e imperceptível à mira alheia. Deveria expor-me pelo prazer de apenas vencer?
_Deveria vencer apenas por se expor. Ganhar de si próprio a cada pequena grande atitude. Deixar de imaginar que o mundo lhe admira como presa e descobrir pela definitiva vez que o domínio a ser exercido é aquele voltado para si. Acreditar na idéia simplória e grandiosa que poucos entendem. Espalhar pelo mundo a consciência que libertar é o caminho mais correto. Embora seja doloroso e nebuloso muitas vezes. Aprender pelo amor e não pela dor, pois a capacidade de fazer feliz é incontavelmente maior que a facilidade de errar. Segurar o ímpeto destrutivo e grosseiro que se esvai com a mobilidade dos ventos em tempestade. Exercitar um ato chamado perdão, mas na sua forma mais pura; que é ser capaz de ensinar antes que seu próximo erre e esteja sempre apto a aceitar que um melhor e maior que nós pode estar esperando na soleira de nossa porta esperando a resposta de um simples bom dia.
_É você aquele homem que esteve aqui muitos dias deste ano?
_Não, sou aquele que esteve aqui todo santo dia do ano que se passou. Que podia ter perdido a esperança de uma resposta. Que por vezes esteve aqui para dar um boa noite. Que não queria nada além de ser percebido, notado, tratado como igual. E nunca estive aqui travestido nas formas que nos causam comoção. Sempre trajei a roupa da igualdade e nem assim fui correspondido. Cometi a sutileza de usar as mesmas cores do seu sapato, o feitio de sua blusa e, ainda assim, quase idêntico, lhe fui indiferente.
_E por que então não desistiu? Para que tanta insistência com alguém que sequer nota sinais tão gritantes? O que tenho eu de tão especial para compartilhar seu tempo comigo?
_É o meu futuro rapaz. Veja como uma simples palavra demonstra que já aprendeu. Exatamente isso, compartilhar o tempo. E enquanto estiveres nesta terra de dor e injustiça, compartilhe seu amor, seu calor, sua vida. Dê como se fosse impossível fazer outra coisa, troque com o mundo que lhe cerca como se fosse a ultima atitude de sua breve existência, respire o ânimo da natureza que pode ser rude e transforme tudo a sua volta com seu esforço. Pois de nada adiantaria berrar às aves sabendo que elas, mesmo cantando aos seus ouvidos, nada lhe diriam. Vim porque para eu perpetuar precisava compartilhar com você e, como você mesmo percebeu, não perdi um segundo sequer.
_E deixou de fazer tudo que precisava para cumprir com sua missão? Não trabalha, não tem família? Não leva as crianças para escola?
_Faço tudo isso. As crianças, a propósito, estão no carro esperando para ir à escola. Minha esposa já saiu para trabalhar e o dia será pesado, com muito trabalho e responsabilidades e feliz, justo por isso.
_Você saiu de longe, me vigiou durante um ano todo? Não estou entendendo tudo isso!
_Sou seu vizinho, moro aqui faz um ano e resolvi lhe dar um bom dia. Depois da minha família, que vive comigo, você é a pessoa mais próxima. Sei até qual é a pizza que mais gosta. Queria somente poder passar a idéia que é possível ser notado, fazer parte e conviver, sem ser um fardo, um adversário ou um mero desconhecido. E isso tudo começou com um singelo bom dia.
_O que me fez responder hoje?
_Foi a pergunta que lhe fiz. Se estava tudo em ordem. É estranho como temos medo de parecer imperfeitos e frágeis. Quando apenas toquei sua suposta perfeição com uma pergunta normal, foi o bastante para que reagisse e retrucasse em tom de defesa. Neste momento, sem que fosse manifestada qualquer intenção da minha parte, você postou-se defensivamente e cedeu muito do tempo que supôs não ter. Por falar nisso, não está atrasado pra seu trabalho.
¬Sim, mas hoje nada supera o que ganhei em tão pouco tempo.
¬Verdade, dez minutos ou menos, que você acreditava que não tinha. Um abraço forte, e boa e muita sorte. E lembre-se que ela é diretamente proporcional ao desuso que fazemos dela. Assim como o destino e o acaso são meras desculpas para nossa falta de coragem, escusas toscas para nossa completa inaptidão para o sucesso. Sejamos fortes, grandes, bons e poderosos. Magnânimos na arte de conseguir e nem por isso deixar de querer e valorizar o que se tem. Que saibamos sempre medir o peso de nossos cestos em relação as sementes que plantamos com suor e afinco e não ao pomar alheio. E que sejamos humildes ao perguntar ao próximo, como fazer para colher tantos e tão belos frutos, mesmo sem dizer uma só palavra. Parto agora, a família espera e o dia é grande. Felicidades
_Idem! Obrigado! E antes que eu me esqueça, qual o seu nome?
_Não rotule as pessoas pelo que elas dizem de si próprias. Reconheça-as e as chame por aquilo que sente delas. Adeus!
_Mas para onde vai?
_Eu não, você! Seja pleno 2006!
Um feliz Ano Novo a todas as pessoas que fazem parte da minha vida. Um 2006 repleto e pleno de realizações e um bom dia, todo dia. Para que sejamos, todos nós, sempre, melhores. Que o amor invada a humanidade e que sejamos arrebatados pela vontade que move a História. Façamos nossa história e saibamos receber ajuda sempre que ela for precisa e necessária. E que saibamos doá-la, pois sabê-la egoisticamente é sim o maior desperdício.
Beijo em todos. Vamos que vamos!!
Sandro Costa, o Ambidestro
_Bom dia. Tudo normal. Haveria motivo para desordem?
_Nenhum. A não ser pelo fato da certeza de que nem tudo que está em paz é pacífico.
_Como assim?
_Perceba como existe um burburinho crescente que vem com o silêncio. Sinta na aparente calmaria do oceano a profusão de ondas prestes a arrebentar sua força na areia. Se apenas fitarmos o superficial e palpável, pouco perceberemos do real valor das imagens que nos são ofertadas.
_Mas não tenho tempo para tanto esforço, o tempo não deixa de correr enquanto filosofo sobre o mundo.
_E quanto tempo tem além deste momento que agora consome? Quanto excesso ainda existe para desperdiçar com esta correria despropositada e sem motivo? O que lhe faz pensar que sua sobra é maior que aquilo que agora já lhe falta?
_Justo por não saber quanto disponho é que devo acelerar-me. Quem sabe quando não mais estarei aqui?
_Já se perguntou se está mesmo aqui? Se aqui é onde quer estar? E se positiva for sua resposta se lhe apraz o bastante o que és? E se de negativa forma responder, por que ainda não parou para se mover? Atinou para o quanto se ganha quando simplesmente não se perde?
_E por que esta sanha desesperada em conquistar e vencer se não preciso de mais batalhas. A vida já é muito dura para que eu tenha que enfrentar a todos. Na quietude de minha pouca ambição os dias passam e eu sobrevivo calmo, manso e imperceptível à mira alheia. Deveria expor-me pelo prazer de apenas vencer?
_Deveria vencer apenas por se expor. Ganhar de si próprio a cada pequena grande atitude. Deixar de imaginar que o mundo lhe admira como presa e descobrir pela definitiva vez que o domínio a ser exercido é aquele voltado para si. Acreditar na idéia simplória e grandiosa que poucos entendem. Espalhar pelo mundo a consciência que libertar é o caminho mais correto. Embora seja doloroso e nebuloso muitas vezes. Aprender pelo amor e não pela dor, pois a capacidade de fazer feliz é incontavelmente maior que a facilidade de errar. Segurar o ímpeto destrutivo e grosseiro que se esvai com a mobilidade dos ventos em tempestade. Exercitar um ato chamado perdão, mas na sua forma mais pura; que é ser capaz de ensinar antes que seu próximo erre e esteja sempre apto a aceitar que um melhor e maior que nós pode estar esperando na soleira de nossa porta esperando a resposta de um simples bom dia.
_É você aquele homem que esteve aqui muitos dias deste ano?
_Não, sou aquele que esteve aqui todo santo dia do ano que se passou. Que podia ter perdido a esperança de uma resposta. Que por vezes esteve aqui para dar um boa noite. Que não queria nada além de ser percebido, notado, tratado como igual. E nunca estive aqui travestido nas formas que nos causam comoção. Sempre trajei a roupa da igualdade e nem assim fui correspondido. Cometi a sutileza de usar as mesmas cores do seu sapato, o feitio de sua blusa e, ainda assim, quase idêntico, lhe fui indiferente.
_E por que então não desistiu? Para que tanta insistência com alguém que sequer nota sinais tão gritantes? O que tenho eu de tão especial para compartilhar seu tempo comigo?
_É o meu futuro rapaz. Veja como uma simples palavra demonstra que já aprendeu. Exatamente isso, compartilhar o tempo. E enquanto estiveres nesta terra de dor e injustiça, compartilhe seu amor, seu calor, sua vida. Dê como se fosse impossível fazer outra coisa, troque com o mundo que lhe cerca como se fosse a ultima atitude de sua breve existência, respire o ânimo da natureza que pode ser rude e transforme tudo a sua volta com seu esforço. Pois de nada adiantaria berrar às aves sabendo que elas, mesmo cantando aos seus ouvidos, nada lhe diriam. Vim porque para eu perpetuar precisava compartilhar com você e, como você mesmo percebeu, não perdi um segundo sequer.
_E deixou de fazer tudo que precisava para cumprir com sua missão? Não trabalha, não tem família? Não leva as crianças para escola?
_Faço tudo isso. As crianças, a propósito, estão no carro esperando para ir à escola. Minha esposa já saiu para trabalhar e o dia será pesado, com muito trabalho e responsabilidades e feliz, justo por isso.
_Você saiu de longe, me vigiou durante um ano todo? Não estou entendendo tudo isso!
_Sou seu vizinho, moro aqui faz um ano e resolvi lhe dar um bom dia. Depois da minha família, que vive comigo, você é a pessoa mais próxima. Sei até qual é a pizza que mais gosta. Queria somente poder passar a idéia que é possível ser notado, fazer parte e conviver, sem ser um fardo, um adversário ou um mero desconhecido. E isso tudo começou com um singelo bom dia.
_O que me fez responder hoje?
_Foi a pergunta que lhe fiz. Se estava tudo em ordem. É estranho como temos medo de parecer imperfeitos e frágeis. Quando apenas toquei sua suposta perfeição com uma pergunta normal, foi o bastante para que reagisse e retrucasse em tom de defesa. Neste momento, sem que fosse manifestada qualquer intenção da minha parte, você postou-se defensivamente e cedeu muito do tempo que supôs não ter. Por falar nisso, não está atrasado pra seu trabalho.
¬Sim, mas hoje nada supera o que ganhei em tão pouco tempo.
¬Verdade, dez minutos ou menos, que você acreditava que não tinha. Um abraço forte, e boa e muita sorte. E lembre-se que ela é diretamente proporcional ao desuso que fazemos dela. Assim como o destino e o acaso são meras desculpas para nossa falta de coragem, escusas toscas para nossa completa inaptidão para o sucesso. Sejamos fortes, grandes, bons e poderosos. Magnânimos na arte de conseguir e nem por isso deixar de querer e valorizar o que se tem. Que saibamos sempre medir o peso de nossos cestos em relação as sementes que plantamos com suor e afinco e não ao pomar alheio. E que sejamos humildes ao perguntar ao próximo, como fazer para colher tantos e tão belos frutos, mesmo sem dizer uma só palavra. Parto agora, a família espera e o dia é grande. Felicidades
_Idem! Obrigado! E antes que eu me esqueça, qual o seu nome?
_Não rotule as pessoas pelo que elas dizem de si próprias. Reconheça-as e as chame por aquilo que sente delas. Adeus!
_Mas para onde vai?
_Eu não, você! Seja pleno 2006!
Um feliz Ano Novo a todas as pessoas que fazem parte da minha vida. Um 2006 repleto e pleno de realizações e um bom dia, todo dia. Para que sejamos, todos nós, sempre, melhores. Que o amor invada a humanidade e que sejamos arrebatados pela vontade que move a História. Façamos nossa história e saibamos receber ajuda sempre que ela for precisa e necessária. E que saibamos doá-la, pois sabê-la egoisticamente é sim o maior desperdício.
Beijo em todos. Vamos que vamos!!
Sandro Costa, o Ambidestro
9.12.05
Intenção
Quando tudo lhe for silêncio
Simplesmente escute
Sua voz interior
O chamado de sua vontade
Absorva sua própria alma
Lhe sobrevindo o calor
Transpire calmamente
Contemple cada esforço
Gotejando sobre solo fértil
Seja semente de sua criação
Ao sinal dos sinos de novos tempos
Ouça cada badalar atenciosamente
Oriente-se pela vibração de sua essência
Equilíbrio advém do domínio das ondas sonoras
Arrebentando nas areias de seu corpo
Pois quando lhe saltar aos olhos a maior das verdades
Aceite que sua visão é finita e simples
Desaprenda a não querer entender
Aquilo que é incontestável
Somos felicidade em potencial
Atravesse agora os campos fartos, vastos, castos
Macule de benfeitorias os frutos de seus esforços
Estenda mãos desejantes e quentes
Transforme cada dia num divino presente
Dê atenção aos mínimos detalhes
Também aos grandes
Que pelo porte são coisas
Mas não são objetos
Descartáveis, desprezíveis; previsíveis
Reconhecer valor é expor afeto
Abramo-nos para o mundo
Que vá embora esta mania torpe
De nos mantermos intocados
Deixemo-nos infectar pela pureza
Residente no amor que cerca a tudo
Então, neste momento, enverede pela sinestesia
Deixe arrepiar o imo
Esqueça nossas ridículas armas, trilhas; armadilhas
Que murcham nossa vivacidade
Não há vergonha em ser e permanecer feliz
E quando parecer não mais caber em si
Use-se a seu favor
Exacerbe, abunde, transborde
Seja maior que um dia supôs não poder ser
Viva completa e plenamente
Simplesmente escute
Sua voz interior
O chamado de sua vontade
Absorva sua própria alma
Lhe sobrevindo o calor
Transpire calmamente
Contemple cada esforço
Gotejando sobre solo fértil
Seja semente de sua criação
Ao sinal dos sinos de novos tempos
Ouça cada badalar atenciosamente
Oriente-se pela vibração de sua essência
Equilíbrio advém do domínio das ondas sonoras
Arrebentando nas areias de seu corpo
Pois quando lhe saltar aos olhos a maior das verdades
Aceite que sua visão é finita e simples
Desaprenda a não querer entender
Aquilo que é incontestável
Somos felicidade em potencial
Atravesse agora os campos fartos, vastos, castos
Macule de benfeitorias os frutos de seus esforços
Estenda mãos desejantes e quentes
Transforme cada dia num divino presente
Dê atenção aos mínimos detalhes
Também aos grandes
Que pelo porte são coisas
Mas não são objetos
Descartáveis, desprezíveis; previsíveis
Reconhecer valor é expor afeto
Abramo-nos para o mundo
Que vá embora esta mania torpe
De nos mantermos intocados
Deixemo-nos infectar pela pureza
Residente no amor que cerca a tudo
Então, neste momento, enverede pela sinestesia
Deixe arrepiar o imo
Esqueça nossas ridículas armas, trilhas; armadilhas
Que murcham nossa vivacidade
Não há vergonha em ser e permanecer feliz
E quando parecer não mais caber em si
Use-se a seu favor
Exacerbe, abunde, transborde
Seja maior que um dia supôs não poder ser
Viva completa e plenamente
28.11.05
Coisas minhas
Vai embora rapaz
Vai ver o dia morrer pra ver se você renasce
Aproveita a falta de compromisso e comprometa-se com você
Diga a si próprio que é impossível o possível não acontecer
Permita permitir-se viver.
Erga-se como quem irá dominar o mundo
Cheio de idéias
Repleto de vontades e novidades
Voraz na semeadura de bondade
Toma cada lacuna e as invade
Preenche este espaço sem dono
Com um bom punhado do seu ser
Fertiliza os corpos inócuos do caminho
Embrenhe de sagacidade a inamovibilidade do mundo
Faz da inércia combustível do movimento
Seja tempero dos ventos sem direção
Perceba-se em cada gota de chuva que tocar o solo
Responsabilize-se por cada nova semente que germinar
Sinta a maravilhosa força divina de ser pai
Faça-se mais que aquilo que supôs ser limite
Limite-se a não conhecer pontos finais
Portos seguros
Tormentas intransponíveis
Diga a todos a verdade maior:
Eu sou aquele que quer
Dê alma, ânimo, corpo a esta vontade
Tente de todas as formas conhecidas
Errando, lembre-se que nada finda
Use seu instinto
Pare e absorva o universo a sua volta
Reconheça que ele é seu residente
Está contido em você
É parte daquilo que desconhece de si
Um pouco do muito que pode ser
Exploda em todas as direções
Fundamente seus cacos perfurantes
Soerga pilares poderosos
Saboreie a deliciosa sensação
De escutar o mundo por dentro
Reverbere neste interior que lhe prepara
Espere apenas até o momento certo
Quando estiver tudo confortável e tranqüilo
Sob extremo e estrito controle
Desestabilize a harmonia monótona
Seja caos e traga a paz
Porque ser diferente e melhor a cada instante
Não é sinônimo de insatisfação
É busca contínua por algo que nunca chega
Almejar permanecer melhor
Beira o perfeito
Não queira, portanto
Bastar-se na completude do que parece divino
Transgrida, agrida, combata
Sempre sincero, justo e honesto
Como todo inimigo declarado: seja fiel
Diga todas as vezes
A que veio afinal
Que exteriorizar sua missão
Torne-se hábito comum
Grite: vim para conseguir e conseguirei
Esqueça as ajudas e facilidades
Por mais exposto e próximo que o objetivo esteja
Cabe a ti enxerga-lo
Querer tocá-lo
Transforme-se no gestor da sua vida
Proíba-se entregar seu destino a outrem
Compreenda de forma inescusável
Que seu caminho nunca esteve pronto
Que a rota nunca foi previamente traçada
Seja engenheiro e ocupante de sua estrada
Se por ventura lhe sobrevier bonança
Aceite-a de braços fortes e abertos
Pois que a rasura de sua capacidade também chega
E far-se-á hora de aproveitar-se da tolerância
Daqueles que se puseram em seu caminho
Não querer ajuda
Difere completamente de não pedi-la
Caso não lhe notem em apuros
Seja humilde e capaz:peça
A vergonha é ante-sala do fracasso
Doutrine-se a fazer suas regras
Justamente para não tê-las
Quem ocupa sua vida com próprias ordens
Vive pleno e satisfeito, não obedece ninguém
Só o que está ou é vazio pode ser ocupado: preencha-se!
Vai ver o dia morrer pra ver se você renasce
Aproveita a falta de compromisso e comprometa-se com você
Diga a si próprio que é impossível o possível não acontecer
Permita permitir-se viver.
Erga-se como quem irá dominar o mundo
Cheio de idéias
Repleto de vontades e novidades
Voraz na semeadura de bondade
Toma cada lacuna e as invade
Preenche este espaço sem dono
Com um bom punhado do seu ser
Fertiliza os corpos inócuos do caminho
Embrenhe de sagacidade a inamovibilidade do mundo
Faz da inércia combustível do movimento
Seja tempero dos ventos sem direção
Perceba-se em cada gota de chuva que tocar o solo
Responsabilize-se por cada nova semente que germinar
Sinta a maravilhosa força divina de ser pai
Faça-se mais que aquilo que supôs ser limite
Limite-se a não conhecer pontos finais
Portos seguros
Tormentas intransponíveis
Diga a todos a verdade maior:
Eu sou aquele que quer
Dê alma, ânimo, corpo a esta vontade
Tente de todas as formas conhecidas
Errando, lembre-se que nada finda
Use seu instinto
Pare e absorva o universo a sua volta
Reconheça que ele é seu residente
Está contido em você
É parte daquilo que desconhece de si
Um pouco do muito que pode ser
Exploda em todas as direções
Fundamente seus cacos perfurantes
Soerga pilares poderosos
Saboreie a deliciosa sensação
De escutar o mundo por dentro
Reverbere neste interior que lhe prepara
Espere apenas até o momento certo
Quando estiver tudo confortável e tranqüilo
Sob extremo e estrito controle
Desestabilize a harmonia monótona
Seja caos e traga a paz
Porque ser diferente e melhor a cada instante
Não é sinônimo de insatisfação
É busca contínua por algo que nunca chega
Almejar permanecer melhor
Beira o perfeito
Não queira, portanto
Bastar-se na completude do que parece divino
Transgrida, agrida, combata
Sempre sincero, justo e honesto
Como todo inimigo declarado: seja fiel
Diga todas as vezes
A que veio afinal
Que exteriorizar sua missão
Torne-se hábito comum
Grite: vim para conseguir e conseguirei
Esqueça as ajudas e facilidades
Por mais exposto e próximo que o objetivo esteja
Cabe a ti enxerga-lo
Querer tocá-lo
Transforme-se no gestor da sua vida
Proíba-se entregar seu destino a outrem
Compreenda de forma inescusável
Que seu caminho nunca esteve pronto
Que a rota nunca foi previamente traçada
Seja engenheiro e ocupante de sua estrada
Se por ventura lhe sobrevier bonança
Aceite-a de braços fortes e abertos
Pois que a rasura de sua capacidade também chega
E far-se-á hora de aproveitar-se da tolerância
Daqueles que se puseram em seu caminho
Não querer ajuda
Difere completamente de não pedi-la
Caso não lhe notem em apuros
Seja humilde e capaz:peça
A vergonha é ante-sala do fracasso
Doutrine-se a fazer suas regras
Justamente para não tê-las
Quem ocupa sua vida com próprias ordens
Vive pleno e satisfeito, não obedece ninguém
Só o que está ou é vazio pode ser ocupado: preencha-se!
17.11.05
Feita em verso
Não precisa permissão
Aquele que nasceu com a liberdade
Para que tanta confissão
Se portadora do convite da vontade
Deseje apenas e seja aquilo que sonha
Arrombe as portas que sequer existem
Penetre fundo como fio fino em carne tesa
Amole o desejo que lateja imenso
Inunde no mais profundo devaneio
Semeie sua existência em nossa ausência
Permita-se ser tudo que sonha
Plante cada dia do seu futuro
Neste presente que parece torto
Mas é o mais perfeito de seus dias
Seu agora é sua eternidade
Viva intensamente
Pois não o terá logo à frente
Nunca mais em sua frágil existência
Será tão indestrutível quanto agora
Nem no mais completo dos teus virtuosos pensamentos
Transpire cada gota de suor
Por algo que realmente possa fazer
Chore toda sua alegria em colos adorados
Pois a tristeza não foi feita para compartilhar
Aprenda que há coisas muito nossas
Que de tão tuas
Deixam-lhe nua
Tão minhas
Que em ti me inclua
Que sejamos aquilo que o porquê conclua
Sendo dúvida seremos sempre atraentes
Teremos em nosso seio o anseio do descobrimento
Em nosso leito o desalento atento dos que não param
Chegando enfim, num fim que nunca chega
Resta sermos contínuo movimento
Desenrolando histórias
Nem sempre narrativas
Juntando em palavras por vezes mortas
O calor intenso de brasas vivas
Colorindo de desejo a palidez da saudade
Invasora voraz e astuta
Consumidora de nossas horas
Causadora de tantas lutas
Senhora da maior das permutas
Doce o encontro do querer com poder
Verbos inocentemente separados ao nascerem
Aprendem e ensinam de forma natural
Que a bruteza da simplicidade humana
É estupenda e farta de intrínsecas qualidades
Impagável o esforço monumental de uma criança
Dando seu primeiro e radical passo
Decidindo seu destino tão prematuramente
Repare a violência deste gesto
Paradigmático ato insano de todos nós
Mesmo mergulhados em desconhecimento optamos abraça-lo
Para sermos cada vez mais fortes
Cada minuto mais poderosos
A cada passo mais senhores de nós mesmos
Sempre mais experientes
Ainda assim completamente perdidos
No infinito de possibilidades que nos tomam a reboque
Empurrando e sinalizando em qualquer direção
Fica difícil mudar o rumo
Quando postamo-nos indefesos em braços seguros
Força alheia nos contém, não traz segurança
Com pés ao chão e cabeça aos céus
Fica facílimo enxergar
Os rumos que minha visão permite
Os possíveis pontos onde devo parar
Reparar, respirar; continuar
Pois do interminável e constante desejo
Vem o ânimo que me enverga
Flexibilizando a não maleabilidade
Das certezas que se quebram
Diante do menor senão adiante
Insista em conseguir
Acredite que desistir é provável
Mas que ser derrotado é muito mais louvável
Que a fuga de si mesmo
Escreva seus próprios versos
E quando for verso de outro alguém
Acredite que não é por bondade
Foi você quem mereceu as palavras
Não havendo nenhuma caridade
Apenas dei forma ao adorar de verdade
Aquele que nasceu com a liberdade
Para que tanta confissão
Se portadora do convite da vontade
Deseje apenas e seja aquilo que sonha
Arrombe as portas que sequer existem
Penetre fundo como fio fino em carne tesa
Amole o desejo que lateja imenso
Inunde no mais profundo devaneio
Semeie sua existência em nossa ausência
Permita-se ser tudo que sonha
Plante cada dia do seu futuro
Neste presente que parece torto
Mas é o mais perfeito de seus dias
Seu agora é sua eternidade
Viva intensamente
Pois não o terá logo à frente
Nunca mais em sua frágil existência
Será tão indestrutível quanto agora
Nem no mais completo dos teus virtuosos pensamentos
Transpire cada gota de suor
Por algo que realmente possa fazer
Chore toda sua alegria em colos adorados
Pois a tristeza não foi feita para compartilhar
Aprenda que há coisas muito nossas
Que de tão tuas
Deixam-lhe nua
Tão minhas
Que em ti me inclua
Que sejamos aquilo que o porquê conclua
Sendo dúvida seremos sempre atraentes
Teremos em nosso seio o anseio do descobrimento
Em nosso leito o desalento atento dos que não param
Chegando enfim, num fim que nunca chega
Resta sermos contínuo movimento
Desenrolando histórias
Nem sempre narrativas
Juntando em palavras por vezes mortas
O calor intenso de brasas vivas
Colorindo de desejo a palidez da saudade
Invasora voraz e astuta
Consumidora de nossas horas
Causadora de tantas lutas
Senhora da maior das permutas
Doce o encontro do querer com poder
Verbos inocentemente separados ao nascerem
Aprendem e ensinam de forma natural
Que a bruteza da simplicidade humana
É estupenda e farta de intrínsecas qualidades
Impagável o esforço monumental de uma criança
Dando seu primeiro e radical passo
Decidindo seu destino tão prematuramente
Repare a violência deste gesto
Paradigmático ato insano de todos nós
Mesmo mergulhados em desconhecimento optamos abraça-lo
Para sermos cada vez mais fortes
Cada minuto mais poderosos
A cada passo mais senhores de nós mesmos
Sempre mais experientes
Ainda assim completamente perdidos
No infinito de possibilidades que nos tomam a reboque
Empurrando e sinalizando em qualquer direção
Fica difícil mudar o rumo
Quando postamo-nos indefesos em braços seguros
Força alheia nos contém, não traz segurança
Com pés ao chão e cabeça aos céus
Fica facílimo enxergar
Os rumos que minha visão permite
Os possíveis pontos onde devo parar
Reparar, respirar; continuar
Pois do interminável e constante desejo
Vem o ânimo que me enverga
Flexibilizando a não maleabilidade
Das certezas que se quebram
Diante do menor senão adiante
Insista em conseguir
Acredite que desistir é provável
Mas que ser derrotado é muito mais louvável
Que a fuga de si mesmo
Escreva seus próprios versos
E quando for verso de outro alguém
Acredite que não é por bondade
Foi você quem mereceu as palavras
Não havendo nenhuma caridade
Apenas dei forma ao adorar de verdade
11.11.05
Um ano
Queria poder dar a notícia neste texto, nestas linhas, neste dia. Mas ainda não chegou a hora. Há exato um ano eu escrevia por achar que o impossível havia me derrotado, ou simplesmente vencido. Felizmente a tristeza foi passageira, como todas são.
Precisava de uma saída para eu mesmo. Um caminho pelo qual eu trilhasse sozinho, sentindo minha dor sem ter que compartilha-la com mais ninguém. Mais ninguém que não merecesse ou fizesse parte daquilo que eu estava passando no momento.
Procurei um meio de expurgar sentimentos que atormentaram minha cabeça de forma muito construtiva. Doeu muito passar por tudo que eu não queria. Ver o amor de a minha vida entregar-se à formalidade da falta de saída, da ausência de coragem, da despresença de ousadia. Respeitei, cada um tem seu limite, este definidor de coisas impossíveis.
Descobri que eu era menos forte, menos direto: desmotivado. Encontrei milhões de significados novos para palavras e sentimentos que pareciam esgotados ou exaustivamente batidos e monótonos pela experiência alheia e até própria. Mergulhei num universo inédito de nomes carregados de novos significados, de significantes embrenhados em vida e cores jamais sonhadas.
Briguei comigo mesmo infinitas ocasiões e ainda o faço, pois que a dúvida é mãe da inteligência e ficar parado sem sequer pensar no próximo movimento é dar aos demônios a paz que não se tem. Encorajei a mim mesmo, toda vez que supunha estar na pior das situações e lembrava que toda vez que eu cogitava não suportar, eu já havia pensado isto antes e havia superado aquele obstáculo.
Aprendi da forma boa, que despenhadeiros, abismos e montanhas são feitas para serem escaladas, transpostas e vencidas. Desafios são coisas a serem superadas e lembradas com alegria, por mostrarem que as cicatrizes são marcas reais daquilo que se opôs a nossa vontade.
Tenho momentos felizes e faço questão de expô-los. Tenho lembranças boas e ineditismos maravilhosos. Fiz amizades sólidas e saudosas como só este meio sabe fazer. Aprendi que aprender é importante, mas que ensinar é uma arte fina e sutil, que demanda tempo, coragem e treino. Ficou claro que tentar é o verbo mais poderoso do mundo desde que atrelado, apaixonado e carnalmente ligado ao verbo querer.
Lancei-me esporros homéricos e xinguei todos os palavrões que queria e podia para agredir minha teimosia nos momentos de inércia total. Sacudi-me muitas vezes com umas porradas na cara, mas nunca quis meu próprio mal. Veio à tona uma grande faceta do ser humano: amamos sentir dor e pena de nós mesmos. Um vício que pode se tornar letal quando dominamos o prazer que o mínimo de felicidade pode trazer quando nos metemos em buracos muito fundos e de paredes lisas. Daqueles que são quase inescaláveis.
Criei muitas palavras novas. Neologismei muitas vezes, como agora, brincando com o substantivo e fazendo dele um verbo que não existia. É esta capacidade de construir coisas e sentimentos e sentidos que consegui tocar com este blog, que passou de terapia ou coisa parecida, a um imenso prazer, um lugar onde eu exponho minhas vivências e passagens, meus desejos e anseios, minhas tentativas, minhas derrotas e vitórias.
Felizmente, consigo me ver em cada palavra sussurrada ou vociferada nestes versos de métrica torta e ímpar que pessoas maravilhosas passaram a gostar e mostrar interesse. Queria mesmo ser tudo aquilo que alguns consideram e, quem sabe, talvez até seja, mas é melhor que eu não saiba, para continuar querendo melhorar sempre.
Não estou me despedindo, ou dando um tempo do blog. Estou apenas marcando uma data que é especial para mim também. Neste 11 de novembro de 2005 comemoro um ano de história, e como em poucas em minha vida, construí algo totalmente meu, prazeroso e independente.
Fica uma lição neste tempo e algumas considerações que julgo valiosas. Saibamos querer, pois quando decidimos que atitude tomar, resta ao mundo à opção de nos contrariar e não de ofertar um caminho. Tentemos sempre, sabendo que a tentativa é a única coisa perfeita do mundo; foi feita para se buscar um movimento e basta-se nesta vontade. A tentativa não influi na qualidade do resultado, apenas faz com que o resultado aconteça, ou não, como esperado. Sejamos inteligentes, para que além de estarmos alegres, permaneçamos felizes. Estar alegre é efêmero demais para a felicidade que uma vida consome. Sintamos dor o quanto for possível, mas apenas para ficarmos cada vez mais fortes, pois no mundo há injustiça e ingratidão demais para que contribuamos com nossa mesquinhez e egoísmo.
E, por fim, amemos sempre. Como eu costumo dizer: o ser humano precisa de amor! Amem de graça. Sejamos ultra sinceros. Entreguemos a vida por momentos de amor sem ter que morrer por causa disso. Choremos e liquefaçamos em corpo e alma, em desejo e lágrimas, mas que tenhamos saudade e lembranças para que suspiremos vida a fora. A todos que fazem parte da minha vida, que me lêem e que vivem comigo, um beijo e um abraço verdadeiro, grato e completamente feliz.
Para você Criatura, tudo aquilo que quiser de mim. Amo você!
Precisava de uma saída para eu mesmo. Um caminho pelo qual eu trilhasse sozinho, sentindo minha dor sem ter que compartilha-la com mais ninguém. Mais ninguém que não merecesse ou fizesse parte daquilo que eu estava passando no momento.
Procurei um meio de expurgar sentimentos que atormentaram minha cabeça de forma muito construtiva. Doeu muito passar por tudo que eu não queria. Ver o amor de a minha vida entregar-se à formalidade da falta de saída, da ausência de coragem, da despresença de ousadia. Respeitei, cada um tem seu limite, este definidor de coisas impossíveis.
Descobri que eu era menos forte, menos direto: desmotivado. Encontrei milhões de significados novos para palavras e sentimentos que pareciam esgotados ou exaustivamente batidos e monótonos pela experiência alheia e até própria. Mergulhei num universo inédito de nomes carregados de novos significados, de significantes embrenhados em vida e cores jamais sonhadas.
Briguei comigo mesmo infinitas ocasiões e ainda o faço, pois que a dúvida é mãe da inteligência e ficar parado sem sequer pensar no próximo movimento é dar aos demônios a paz que não se tem. Encorajei a mim mesmo, toda vez que supunha estar na pior das situações e lembrava que toda vez que eu cogitava não suportar, eu já havia pensado isto antes e havia superado aquele obstáculo.
Aprendi da forma boa, que despenhadeiros, abismos e montanhas são feitas para serem escaladas, transpostas e vencidas. Desafios são coisas a serem superadas e lembradas com alegria, por mostrarem que as cicatrizes são marcas reais daquilo que se opôs a nossa vontade.
Tenho momentos felizes e faço questão de expô-los. Tenho lembranças boas e ineditismos maravilhosos. Fiz amizades sólidas e saudosas como só este meio sabe fazer. Aprendi que aprender é importante, mas que ensinar é uma arte fina e sutil, que demanda tempo, coragem e treino. Ficou claro que tentar é o verbo mais poderoso do mundo desde que atrelado, apaixonado e carnalmente ligado ao verbo querer.
Lancei-me esporros homéricos e xinguei todos os palavrões que queria e podia para agredir minha teimosia nos momentos de inércia total. Sacudi-me muitas vezes com umas porradas na cara, mas nunca quis meu próprio mal. Veio à tona uma grande faceta do ser humano: amamos sentir dor e pena de nós mesmos. Um vício que pode se tornar letal quando dominamos o prazer que o mínimo de felicidade pode trazer quando nos metemos em buracos muito fundos e de paredes lisas. Daqueles que são quase inescaláveis.
Criei muitas palavras novas. Neologismei muitas vezes, como agora, brincando com o substantivo e fazendo dele um verbo que não existia. É esta capacidade de construir coisas e sentimentos e sentidos que consegui tocar com este blog, que passou de terapia ou coisa parecida, a um imenso prazer, um lugar onde eu exponho minhas vivências e passagens, meus desejos e anseios, minhas tentativas, minhas derrotas e vitórias.
Felizmente, consigo me ver em cada palavra sussurrada ou vociferada nestes versos de métrica torta e ímpar que pessoas maravilhosas passaram a gostar e mostrar interesse. Queria mesmo ser tudo aquilo que alguns consideram e, quem sabe, talvez até seja, mas é melhor que eu não saiba, para continuar querendo melhorar sempre.
Não estou me despedindo, ou dando um tempo do blog. Estou apenas marcando uma data que é especial para mim também. Neste 11 de novembro de 2005 comemoro um ano de história, e como em poucas em minha vida, construí algo totalmente meu, prazeroso e independente.
Fica uma lição neste tempo e algumas considerações que julgo valiosas. Saibamos querer, pois quando decidimos que atitude tomar, resta ao mundo à opção de nos contrariar e não de ofertar um caminho. Tentemos sempre, sabendo que a tentativa é a única coisa perfeita do mundo; foi feita para se buscar um movimento e basta-se nesta vontade. A tentativa não influi na qualidade do resultado, apenas faz com que o resultado aconteça, ou não, como esperado. Sejamos inteligentes, para que além de estarmos alegres, permaneçamos felizes. Estar alegre é efêmero demais para a felicidade que uma vida consome. Sintamos dor o quanto for possível, mas apenas para ficarmos cada vez mais fortes, pois no mundo há injustiça e ingratidão demais para que contribuamos com nossa mesquinhez e egoísmo.
E, por fim, amemos sempre. Como eu costumo dizer: o ser humano precisa de amor! Amem de graça. Sejamos ultra sinceros. Entreguemos a vida por momentos de amor sem ter que morrer por causa disso. Choremos e liquefaçamos em corpo e alma, em desejo e lágrimas, mas que tenhamos saudade e lembranças para que suspiremos vida a fora. A todos que fazem parte da minha vida, que me lêem e que vivem comigo, um beijo e um abraço verdadeiro, grato e completamente feliz.
Para você Criatura, tudo aquilo que quiser de mim. Amo você!
28.10.05
Inevitável
Tomara que seja mesmo
Um dom desses que se cultiva
Apenas por se estar vivo
Simplesmente por ser comum
Nada mais que habitualidade
Dizer que não se percebe seria falso
Sei que as palavras têm certa importância
Um quê de extravagância
E em momentos como o deste exato
Doses cavalares de ignorância
Motivos para uma explosão existem
Seria aproximar do ridículo
Usar comum justificativa
Prefiro o difícil exercício
De entender a posição alheia
Paciência é relacionada à ignorância
Quanto menos sei das razões alheias
Mais paciente permaneço
Quando consigo mostrar que entendo os motivos
Já não devo segurar
Bondade não significa submissão
É ser justo com erros próprios
Ser receptivo aos acertos dos outros
Manter-se inteligente para perceber sutilezas
Estar pronto para ser grosso
Quando pisarem no seu calo doído
Olhando na sua cara torcida
Com o hálito do propósito impregnando
Não tenha dúvidas
Parta para dentro
O abuso descarado e iminente
É convite ao revide
Trinque seus dentes com bastante raiva
Segure no pescoço do oponente
Parta-lhe a cara
Seja visceralmente incontrolável
Lute por seu território
Derrube aquele corpo inútil
Pise naquela garganta escrota
Exemplifique aquela velha e boa lei
Estes dois corpos não ocuparão o mesmo espaço
Nunca,
Jamais,
Nem fodendo
Pois não há amor
O ser humano precisa de amor
Ondas devastadoras de calor
Regado a bastante desejo
Vontade de consumir aos beijos
Destrua, então, este ser repugnante
Que teima em encher o saco
Falso, asqueroso, nojento e descartável
Ignóbil, tosco, podre, maldito
Infeliz, desgraçado, babaca
O verdadeiro merda
Quero que você vá
Para a puta que o pariu
Vai chamar sua mãe, aquela vaca
De amigão
Amigão é o caralho
Vem com esta voz mansa
Este jeito mole, falso
Ridículo e intragável feito um verme
Personificação do vazio mal intencionado
Um porra nenhuma ambulante
Com a nuvem carregada sobre a cabeça
Cheia de pensamentos e vontades tortas
Dispara sorrisos entre dentes amarelados
E olhares cinzentos, pesados, malvados
Louco por uma vaga na minha alegria
Que possa ser ocupada por sua dureza
Transmutada em sua aspereza rude
Na rouquidão desta garganta que pigarreia
Feliz ao perceber tristeza em outros corpos
Sinto pena de você, infeliz
Pois aquilo que é estado passageiro para mim
É condição inconteste para os da sua laia
Enquanto sou feliz por não estar triste
Ficas triste por estar feliz
Sorva a lama de sua construção desprezível
Seja o porco mor deste chiqueiro nauseabundo
Só não venha com seus braços e abraços
Pois sua sujeira é dos poucos entes que me desfaço
Mantenho meu interior limpo
Por mais que minhas vestes lhe digam quase nada
Dói notar
Que ao perceber-se em meu brilho simples
Sua alma rugosa chora invejosa
Deus perdoe você, amém!
Um dom desses que se cultiva
Apenas por se estar vivo
Simplesmente por ser comum
Nada mais que habitualidade
Dizer que não se percebe seria falso
Sei que as palavras têm certa importância
Um quê de extravagância
E em momentos como o deste exato
Doses cavalares de ignorância
Motivos para uma explosão existem
Seria aproximar do ridículo
Usar comum justificativa
Prefiro o difícil exercício
De entender a posição alheia
Paciência é relacionada à ignorância
Quanto menos sei das razões alheias
Mais paciente permaneço
Quando consigo mostrar que entendo os motivos
Já não devo segurar
Bondade não significa submissão
É ser justo com erros próprios
Ser receptivo aos acertos dos outros
Manter-se inteligente para perceber sutilezas
Estar pronto para ser grosso
Quando pisarem no seu calo doído
Olhando na sua cara torcida
Com o hálito do propósito impregnando
Não tenha dúvidas
Parta para dentro
O abuso descarado e iminente
É convite ao revide
Trinque seus dentes com bastante raiva
Segure no pescoço do oponente
Parta-lhe a cara
Seja visceralmente incontrolável
Lute por seu território
Derrube aquele corpo inútil
Pise naquela garganta escrota
Exemplifique aquela velha e boa lei
Estes dois corpos não ocuparão o mesmo espaço
Nunca,
Jamais,
Nem fodendo
Pois não há amor
O ser humano precisa de amor
Ondas devastadoras de calor
Regado a bastante desejo
Vontade de consumir aos beijos
Destrua, então, este ser repugnante
Que teima em encher o saco
Falso, asqueroso, nojento e descartável
Ignóbil, tosco, podre, maldito
Infeliz, desgraçado, babaca
O verdadeiro merda
Quero que você vá
Para a puta que o pariu
Vai chamar sua mãe, aquela vaca
De amigão
Amigão é o caralho
Vem com esta voz mansa
Este jeito mole, falso
Ridículo e intragável feito um verme
Personificação do vazio mal intencionado
Um porra nenhuma ambulante
Com a nuvem carregada sobre a cabeça
Cheia de pensamentos e vontades tortas
Dispara sorrisos entre dentes amarelados
E olhares cinzentos, pesados, malvados
Louco por uma vaga na minha alegria
Que possa ser ocupada por sua dureza
Transmutada em sua aspereza rude
Na rouquidão desta garganta que pigarreia
Feliz ao perceber tristeza em outros corpos
Sinto pena de você, infeliz
Pois aquilo que é estado passageiro para mim
É condição inconteste para os da sua laia
Enquanto sou feliz por não estar triste
Ficas triste por estar feliz
Sorva a lama de sua construção desprezível
Seja o porco mor deste chiqueiro nauseabundo
Só não venha com seus braços e abraços
Pois sua sujeira é dos poucos entes que me desfaço
Mantenho meu interior limpo
Por mais que minhas vestes lhe digam quase nada
Dói notar
Que ao perceber-se em meu brilho simples
Sua alma rugosa chora invejosa
Deus perdoe você, amém!
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