Tomara que seja mesmo
Um dom desses que se cultiva
Apenas por se estar vivo
Simplesmente por ser comum
Nada mais que habitualidade
Dizer que não se percebe seria falso
Sei que as palavras têm certa importância
Um quê de extravagância
E em momentos como o deste exato
Doses cavalares de ignorância
Motivos para uma explosão existem
Seria aproximar do ridículo
Usar comum justificativa
Prefiro o difícil exercício
De entender a posição alheia
Paciência é relacionada à ignorância
Quanto menos sei das razões alheias
Mais paciente permaneço
Quando consigo mostrar que entendo os motivos
Já não devo segurar
Bondade não significa submissão
É ser justo com erros próprios
Ser receptivo aos acertos dos outros
Manter-se inteligente para perceber sutilezas
Estar pronto para ser grosso
Quando pisarem no seu calo doído
Olhando na sua cara torcida
Com o hálito do propósito impregnando
Não tenha dúvidas
Parta para dentro
O abuso descarado e iminente
É convite ao revide
Trinque seus dentes com bastante raiva
Segure no pescoço do oponente
Parta-lhe a cara
Seja visceralmente incontrolável
Lute por seu território
Derrube aquele corpo inútil
Pise naquela garganta escrota
Exemplifique aquela velha e boa lei
Estes dois corpos não ocuparão o mesmo espaço
Nunca,
Jamais,
Nem fodendo
Pois não há amor
O ser humano precisa de amor
Ondas devastadoras de calor
Regado a bastante desejo
Vontade de consumir aos beijos
Destrua, então, este ser repugnante
Que teima em encher o saco
Falso, asqueroso, nojento e descartável
Ignóbil, tosco, podre, maldito
Infeliz, desgraçado, babaca
O verdadeiro merda
Quero que você vá
Para a puta que o pariu
Vai chamar sua mãe, aquela vaca
De amigão
Amigão é o caralho
Vem com esta voz mansa
Este jeito mole, falso
Ridículo e intragável feito um verme
Personificação do vazio mal intencionado
Um porra nenhuma ambulante
Com a nuvem carregada sobre a cabeça
Cheia de pensamentos e vontades tortas
Dispara sorrisos entre dentes amarelados
E olhares cinzentos, pesados, malvados
Louco por uma vaga na minha alegria
Que possa ser ocupada por sua dureza
Transmutada em sua aspereza rude
Na rouquidão desta garganta que pigarreia
Feliz ao perceber tristeza em outros corpos
Sinto pena de você, infeliz
Pois aquilo que é estado passageiro para mim
É condição inconteste para os da sua laia
Enquanto sou feliz por não estar triste
Ficas triste por estar feliz
Sorva a lama de sua construção desprezível
Seja o porco mor deste chiqueiro nauseabundo
Só não venha com seus braços e abraços
Pois sua sujeira é dos poucos entes que me desfaço
Mantenho meu interior limpo
Por mais que minhas vestes lhe digam quase nada
Dói notar
Que ao perceber-se em meu brilho simples
Sua alma rugosa chora invejosa
Deus perdoe você, amém!
28.10.05
13.10.05
Inflexivo
Sangra desgraçado
Arranca a face deste sorriso
Leva embora a verdade desta doce mentira
Naufraga nestes céus turbulentos
Inventa o caminho que lhe sobrevirá
Costura a pele com pontos grandiosos
Doloridos como a crença na vitória
Que esgota suas forças
Rebrotando vontades sequer tidas
Encare o inimaginável
Esmurre toda dúvida
Espere o vento que lhe fará combustão
Alimente este fogo com seu suspirar
Entregue aos profanos deuses sua carne pura
Morra outra vez
É o que faz a cada dia pois
Reinventar-se, renascer-se, retirar-se
De um mundo que não lhe regozija
Alijando-te da naturalidade do processo
Os pilares já não te sustentam
Houve alegria de certo
Mas ela finou-se, findou, cresceu
Transmutou-se e quase ninguém entendeu
Mostrou-se tão nova e simples que se perdeu
Pergunte ao si, se este é o eu
Resposta banal para um movimento crucificante
Que machuca, tortura, agonia; muda
Isto incomoda, irrita, destoa
Porém, de inevitável forma vem
Domando o ímpeto e criando realidades
Já não se lhe pertence mais
Decaiu seu próprio direito de ter-se
Perambula a esmo, esquálido, invalido: enfermo
Procurando um nada absurdo que inexiste
Pare de entregar sua vida
Admita que o você seja o eu
Esqueça o traste que um dia foi
Aceite o açoite deste que também morrerá
Foi exatamente pra isso que veio
Desapegue-se desta mania infame de encerrar-se imutável
És completamente transitório
Instável, inconstante; itinerante
Versátil, versado, versante
Indiscutivelmente mutante
Permita-se de derradeira vez
Note que sua história lhe pertence
Que sua vontade tem aliados
Inteligência e saúde proporcionam
A mudança que necessita existir
Acorde para o objetivo
Esqueça o medo, a dor, a crença
A força, o devaneio
O cansaço e a doença
Seja carrasco, sentenciado e sentença
Sem conseguir ser egoísta
Dome este bicho louco que ricocheteia em ti
Deixe-o explodir ao menos uma vez
Sinta a força que ferve em seu interior
Expila suas sementes ao sabor das tormentas
Veja-se nas ondas que arrebentam num lindo espetáculo
Forte, poderoso, barulhento e proposital
Insista em manter-se vivo afinal
Deseje, queira, ame
Aprenda que conseguir e vencer
São verbos de sua primeira pessoa
Continue aspirando aqueles inconhecidos horizontes
Ultrapasse os pontos antes inalcançáveis
Quando achar-se pensando que já é o suficiente
Lembre que isto já havia sido cogitado
Ensurdeça o mundo com seu silencio
Encha sua vida de brilho
Misture ao suar a lágrima da conquista
Argua-se se tem tudo que quer
Responda sempre que não
Pare de querer parar
Movimente-se,
Canse, descanse, dance
Ao som da sua própria música
Ritmada pelos solavancos de seu corpo
Pulsando desesperadamente
Jamais sossegue
Mesmo completamente estático
Dedique-se a criar o perfeito hábito
De criar vontades
Para mudar sua intima história
Que apesar de exclusivamente sua
Arrebanha personagens através do tempo
Sinta o prazer de ser o navegador destes mapas
Responsabilize-se pelo destino destes
Que confiam plenamente em ti
Dê-lhes carinho e os escute
Espalhe afeto e fale a todos
Seja sincero e escolha os mais necessitados
Seja amor e abrace o mundo
Seja você, mar que me inundo
Arranca a face deste sorriso
Leva embora a verdade desta doce mentira
Naufraga nestes céus turbulentos
Inventa o caminho que lhe sobrevirá
Costura a pele com pontos grandiosos
Doloridos como a crença na vitória
Que esgota suas forças
Rebrotando vontades sequer tidas
Encare o inimaginável
Esmurre toda dúvida
Espere o vento que lhe fará combustão
Alimente este fogo com seu suspirar
Entregue aos profanos deuses sua carne pura
Morra outra vez
É o que faz a cada dia pois
Reinventar-se, renascer-se, retirar-se
De um mundo que não lhe regozija
Alijando-te da naturalidade do processo
Os pilares já não te sustentam
Houve alegria de certo
Mas ela finou-se, findou, cresceu
Transmutou-se e quase ninguém entendeu
Mostrou-se tão nova e simples que se perdeu
Pergunte ao si, se este é o eu
Resposta banal para um movimento crucificante
Que machuca, tortura, agonia; muda
Isto incomoda, irrita, destoa
Porém, de inevitável forma vem
Domando o ímpeto e criando realidades
Já não se lhe pertence mais
Decaiu seu próprio direito de ter-se
Perambula a esmo, esquálido, invalido: enfermo
Procurando um nada absurdo que inexiste
Pare de entregar sua vida
Admita que o você seja o eu
Esqueça o traste que um dia foi
Aceite o açoite deste que também morrerá
Foi exatamente pra isso que veio
Desapegue-se desta mania infame de encerrar-se imutável
És completamente transitório
Instável, inconstante; itinerante
Versátil, versado, versante
Indiscutivelmente mutante
Permita-se de derradeira vez
Note que sua história lhe pertence
Que sua vontade tem aliados
Inteligência e saúde proporcionam
A mudança que necessita existir
Acorde para o objetivo
Esqueça o medo, a dor, a crença
A força, o devaneio
O cansaço e a doença
Seja carrasco, sentenciado e sentença
Sem conseguir ser egoísta
Dome este bicho louco que ricocheteia em ti
Deixe-o explodir ao menos uma vez
Sinta a força que ferve em seu interior
Expila suas sementes ao sabor das tormentas
Veja-se nas ondas que arrebentam num lindo espetáculo
Forte, poderoso, barulhento e proposital
Insista em manter-se vivo afinal
Deseje, queira, ame
Aprenda que conseguir e vencer
São verbos de sua primeira pessoa
Continue aspirando aqueles inconhecidos horizontes
Ultrapasse os pontos antes inalcançáveis
Quando achar-se pensando que já é o suficiente
Lembre que isto já havia sido cogitado
Ensurdeça o mundo com seu silencio
Encha sua vida de brilho
Misture ao suar a lágrima da conquista
Argua-se se tem tudo que quer
Responda sempre que não
Pare de querer parar
Movimente-se,
Canse, descanse, dance
Ao som da sua própria música
Ritmada pelos solavancos de seu corpo
Pulsando desesperadamente
Jamais sossegue
Mesmo completamente estático
Dedique-se a criar o perfeito hábito
De criar vontades
Para mudar sua intima história
Que apesar de exclusivamente sua
Arrebanha personagens através do tempo
Sinta o prazer de ser o navegador destes mapas
Responsabilize-se pelo destino destes
Que confiam plenamente em ti
Dê-lhes carinho e os escute
Espalhe afeto e fale a todos
Seja sincero e escolha os mais necessitados
Seja amor e abrace o mundo
Seja você, mar que me inundo
4.10.05
Sons
Não dificulte
Pare de errar propositalmente
Deixamos de ser felizes
Por pura teimosia
Escute uma música boa
Viaje
Pense em lugares maravilhosos
Visite cada boa lembrança
Recorde como você foi capaz
E exercite apenas
Lute, ame, grite
Vá em frente
Fé em si deposite
Traga deus para o seu devido lugar
Mantenha-o dentro
Alimente-o
Trate-o com eterno carinho
Cuide-se
Ame-se
Seja verbo das suas ações
Cultive as boas
Semeie o vento
Para que as brisas levem
Sua bondade pelos arredores
Perfume o céu com sua cor
Ensine o que é ser bom
Chore ao contar a história
Emocione-se
Deixe vazar tudo que lhe transborda
Jamais se segure
Abunde
Exacerbe
Extrapole
Exorbite
Transcenda
Perpasse todo o caminho
Todos eles
Seja um deles
Profundamente clame
Por mais uns dias para viver
Que sua passagem, mesmo breve
Dure eternamente
Consiga ser único
Importe-se apenas em ser
Desimporta lembrar dos feitos; imperioso lembrar do autor
Continue simples
Cada vez mais puro
Limpo, verdadeiro; seguro
Absorva a responsabilidade
De conseguir fazer alguém feliz
Chore novamente
Se entregue
E quando lhe perguntarem
O motivo das lágrimas
Responda serem de alegria, fruto de amor
Pare de errar propositalmente
Deixamos de ser felizes
Por pura teimosia
Escute uma música boa
Viaje
Pense em lugares maravilhosos
Visite cada boa lembrança
Recorde como você foi capaz
E exercite apenas
Lute, ame, grite
Vá em frente
Fé em si deposite
Traga deus para o seu devido lugar
Mantenha-o dentro
Alimente-o
Trate-o com eterno carinho
Cuide-se
Ame-se
Seja verbo das suas ações
Cultive as boas
Semeie o vento
Para que as brisas levem
Sua bondade pelos arredores
Perfume o céu com sua cor
Ensine o que é ser bom
Chore ao contar a história
Emocione-se
Deixe vazar tudo que lhe transborda
Jamais se segure
Abunde
Exacerbe
Extrapole
Exorbite
Transcenda
Perpasse todo o caminho
Todos eles
Seja um deles
Profundamente clame
Por mais uns dias para viver
Que sua passagem, mesmo breve
Dure eternamente
Consiga ser único
Importe-se apenas em ser
Desimporta lembrar dos feitos; imperioso lembrar do autor
Continue simples
Cada vez mais puro
Limpo, verdadeiro; seguro
Absorva a responsabilidade
De conseguir fazer alguém feliz
Chore novamente
Se entregue
E quando lhe perguntarem
O motivo das lágrimas
Responda serem de alegria, fruto de amor
26.9.05
Pequena Verdade
Nunca é cedo o bastante
Quando é tarde demais
Por mais pueril que seja a madrugada
É noite eterna quando já se foi
E a volta nunca volta
Há tempo para se fazer outra vez
Possível repetir mesmos erros
Tentar de diversificada forma
Mas acertar é sempre inédito
A eficácia elimina a mesmice
Desrotinifica atitudes simples
Torna cada gesto único
Potencializa qualquer atitude
Requerendo atenção imensa
Desastres nascem instantaneamente
Aquela palavra ríspida
O gesto não meditado
A falta de tato
O excesso de sensibilidade
Atrocidades são sempre banais aos que praticam
Reverter certos atos é impossível
Conseguimos apenas reduzir o impacto
A bofetada já foi dada, porém
Não será esquecida
Retirar a culpa não elimina o verbo
Engraçado pensar assim
Mas só sabemos o doer
No exato momento em que o sentimos
Não dói no físico quando recordamos
Lembrar sim, traz sentimentos
Transporta-nos a um estado vivido
Remonta certa particularização de nosso real
Emergindo angústias
Nó no peito que quem lembra sabe:
Dói só de lembrar
Quando for errar
Seja completamente ignorante
Faça-o por puro desconhecimento
Tenha o que aprender com sua atitude
Não espezinhe quem você gosta
Agir por pura picardia é idiotice
Não existe vitória
Na derrota daquele
Que devia ser resguardado
Da nossa cruel capacidade de fazer sofrer
Atinja com sua ira
Apenas seus reais inimigos
Que felizmente existem
Sinceros como nuvens carregadas
Que por vezes relampejam e trovejam
Exclua seu amor de sua mira
Afine sua pontaria
Preserve a incolumidade e a paz
De quem optou por estar ao seu lado
Sujeito às suas intempéries
Saber da disposição alheia
Não é sinônimo de usurpação
Acreditar que pode acontecer
Não é convite ao merecimento
Antes de urrar silencie
Olhe a sua volta
Perceba se os que te circundam entenderão
Meça se valerá a pena discursar aos surdos
Ao perceber que estão vocês sozinhos
Abrace-a, para não ferir-lhe os ouvidos
Conduza seu calor no prazer do aconchego
Respire quente no interior do corpo dela
Acaricie aquele rosto magnífico
E após respirar levemente
Agradeça sem ter um aparente por que
Lembre-se que é bom fazer bem
Que na vida escolhemos alguém
Por quem vale a pena receber e dar
Uma vida que nos ensina constante
Não ser preciso sofrer para amar
Quando é tarde demais
Por mais pueril que seja a madrugada
É noite eterna quando já se foi
E a volta nunca volta
Há tempo para se fazer outra vez
Possível repetir mesmos erros
Tentar de diversificada forma
Mas acertar é sempre inédito
A eficácia elimina a mesmice
Desrotinifica atitudes simples
Torna cada gesto único
Potencializa qualquer atitude
Requerendo atenção imensa
Desastres nascem instantaneamente
Aquela palavra ríspida
O gesto não meditado
A falta de tato
O excesso de sensibilidade
Atrocidades são sempre banais aos que praticam
Reverter certos atos é impossível
Conseguimos apenas reduzir o impacto
A bofetada já foi dada, porém
Não será esquecida
Retirar a culpa não elimina o verbo
Engraçado pensar assim
Mas só sabemos o doer
No exato momento em que o sentimos
Não dói no físico quando recordamos
Lembrar sim, traz sentimentos
Transporta-nos a um estado vivido
Remonta certa particularização de nosso real
Emergindo angústias
Nó no peito que quem lembra sabe:
Dói só de lembrar
Quando for errar
Seja completamente ignorante
Faça-o por puro desconhecimento
Tenha o que aprender com sua atitude
Não espezinhe quem você gosta
Agir por pura picardia é idiotice
Não existe vitória
Na derrota daquele
Que devia ser resguardado
Da nossa cruel capacidade de fazer sofrer
Atinja com sua ira
Apenas seus reais inimigos
Que felizmente existem
Sinceros como nuvens carregadas
Que por vezes relampejam e trovejam
Exclua seu amor de sua mira
Afine sua pontaria
Preserve a incolumidade e a paz
De quem optou por estar ao seu lado
Sujeito às suas intempéries
Saber da disposição alheia
Não é sinônimo de usurpação
Acreditar que pode acontecer
Não é convite ao merecimento
Antes de urrar silencie
Olhe a sua volta
Perceba se os que te circundam entenderão
Meça se valerá a pena discursar aos surdos
Ao perceber que estão vocês sozinhos
Abrace-a, para não ferir-lhe os ouvidos
Conduza seu calor no prazer do aconchego
Respire quente no interior do corpo dela
Acaricie aquele rosto magnífico
E após respirar levemente
Agradeça sem ter um aparente por que
Lembre-se que é bom fazer bem
Que na vida escolhemos alguém
Por quem vale a pena receber e dar
Uma vida que nos ensina constante
Não ser preciso sofrer para amar
19.9.05
Tecnologia
Hoje não caibo em mim
A saudade é maior que meus limites
Reside em cada canto do meu ser
Que é nada frente sua ausência
Suspiro insistentemente
Como se adiantar fosse
Como se o ar que ponho para fora
Abrisse espaço para você entrar
Mas você não vem
Aonde está você, assim tão transitória?
Por que não pára em um lugar conhecido
Por que não se mostra de um modo batido
Por que não me gritas sussurrando aos ouvidos
Por que esta falta neste eterno domingo
?
Sei todas as respostas
Perguntas que não são minhas
Vontades que são só nossas
Teimosas em não se acharem
Acho tudo e não me certifico de nada
O que quer que eu faça é sempre sem graça
Falta você, seu cheiro, seu jeito
Minha alegria que enternece
Sua vida que me aquece
Faltam verbos na primeira pessoa do nosso plural
Chuva fina a piorar tudo
Faz as pessoas se esconderem
Desfazendo minhas diminutas chances
De encontra-te por uma rua qualquer
Ninguém passeia nestes dias molhados
Exceto eu
Que choro por dentro diariamente
Encharcado de amor por todo instante
Vejo-me multiplicado quando, torrencialmente chove
Estado da natureza cuja beleza comove
Escuto nossas músicas e choro
Pois não tenho vergonha de amar
Tampouco pena de sofrer
Sinto cada instante, intenso, constante; amante
Quero ser mais que aquilo que presumo poder ser
Se perguntam o motivo de minha estranheza
É por que não me conhecem
Se percebem que não sorrio
É por que levei minha alegria pra junto de ti
Estou aqui o contrário do que sou em você
Sei da impossibilidade de estarmos juntos agora
Por isso troco a ansiedade da espera
Pela paciência da esperança
Suspiro outra vez
Para que eu me torne mais fácil de carregar
Nada me tira a vontade enfim
Necessito inspirar seu expirar
Aquecer no vapor de seu suor
Estar perto a ponto de mesclar
Dentro de ti é onde adoro permanecer
Me acolhe com calor
Incendeia com amor
Olha com fervor
Me inunda por favor!
Deixe-me ser o seu furor
Ainda é hoje, entretanto
Seu sentimento, expresso em linhas, é que me anima
Espero angustiado ele sinalizar
Esquisito e insano este inusitado ato
De ser mensagem em celular
A saudade é maior que meus limites
Reside em cada canto do meu ser
Que é nada frente sua ausência
Suspiro insistentemente
Como se adiantar fosse
Como se o ar que ponho para fora
Abrisse espaço para você entrar
Mas você não vem
Aonde está você, assim tão transitória?
Por que não pára em um lugar conhecido
Por que não se mostra de um modo batido
Por que não me gritas sussurrando aos ouvidos
Por que esta falta neste eterno domingo
?
Sei todas as respostas
Perguntas que não são minhas
Vontades que são só nossas
Teimosas em não se acharem
Acho tudo e não me certifico de nada
O que quer que eu faça é sempre sem graça
Falta você, seu cheiro, seu jeito
Minha alegria que enternece
Sua vida que me aquece
Faltam verbos na primeira pessoa do nosso plural
Chuva fina a piorar tudo
Faz as pessoas se esconderem
Desfazendo minhas diminutas chances
De encontra-te por uma rua qualquer
Ninguém passeia nestes dias molhados
Exceto eu
Que choro por dentro diariamente
Encharcado de amor por todo instante
Vejo-me multiplicado quando, torrencialmente chove
Estado da natureza cuja beleza comove
Escuto nossas músicas e choro
Pois não tenho vergonha de amar
Tampouco pena de sofrer
Sinto cada instante, intenso, constante; amante
Quero ser mais que aquilo que presumo poder ser
Se perguntam o motivo de minha estranheza
É por que não me conhecem
Se percebem que não sorrio
É por que levei minha alegria pra junto de ti
Estou aqui o contrário do que sou em você
Sei da impossibilidade de estarmos juntos agora
Por isso troco a ansiedade da espera
Pela paciência da esperança
Suspiro outra vez
Para que eu me torne mais fácil de carregar
Nada me tira a vontade enfim
Necessito inspirar seu expirar
Aquecer no vapor de seu suor
Estar perto a ponto de mesclar
Dentro de ti é onde adoro permanecer
Me acolhe com calor
Incendeia com amor
Olha com fervor
Me inunda por favor!
Deixe-me ser o seu furor
Ainda é hoje, entretanto
Seu sentimento, expresso em linhas, é que me anima
Espero angustiado ele sinalizar
Esquisito e insano este inusitado ato
De ser mensagem em celular
14.9.05
Carta
Queria poder te mandar esta carta. Mas não sei seu endereço. Seria impossível que ela chegasse, enfim. Não será por isso que não irei fazê-la. Pelo contrário. Irei até o final. Para que eu possa reler finitas vezes, pois sei que volta. Recitá-la-ei, portanto, de tanto que lhe sei, quando retornares.
Tolice minha ater-me diante da falta de sua localização. Estás tão perto que sequer preciso escrever. Basta que eu pense, mudo e estático, para que te alcance. Não necessito mover um músculo para sentir-te por completo. Deixarei que minha saudade envolva você. Na eternidade de meus momentos, estarei tão perto que será difícil separarmo-nos.
Condição que já ocorre. Mesmo desunidos pela lacuna física que nos distancia, o sentimento que nos permeia, preenche qualquer distância. E te sinto em cada passo, em cada ato que pratico, em cada medo que desfaço, em cada lembrança que relança a esperança de ver seu rosto de criança na próxima esquina. A pureza de seu semblante simples que carrega meu juízo para além destas ruas. Deixando minhas vontades todas nuas, minhas verdades todas cruas e os dias com sóis e luas de tão completa a minha felicidade ao percebê-la.
Queria que se apagassem as estrelas nesta hora. Para que os incautos percebessem que elas apenas refletem o rutilo que vem de sua direção. Apropriando-se da propriedade intrínseca da sua personalidade brilhante e reluzente. Que você nem sente, quase que dormente. Os astros noturnos então te seguem e perseguem sua posição. Querem ser expectadores de sua linda passagem. Tentando aprender aquilo que não se ensina por não haver meio. O que não se da por não se possuir. Este seu jeito, seu acerto, seu defeito, sou eu quem nota. Talvez, quem sabe uma vez, ou outra, seja possível a ti, sentir o quanto te percebo; o como te concebo.
Por mais que pareça exagerado, desmedido e sem propósito é normal, sincero e real. Duvido que aquele verbo agregue todo o valor que lhe meço. Que caiba em quatro letras a imensidão de sentires que afloram ao som de seu corpo intenso. Desconheço a palavra, ou conjunto delas, que revele a descrição de sua nudez desfeita pelo meu toque, na mais completa escuridão, ausentes de visão. Quando seu contorno vem à mente pelos caminhos trilhados por meus dedos que te enxergam mudos, sem dizer sequer uma sílaba.
É para estas horas de estar sozinho que me preparo quando fico a te admirar. Por saber que estes momentos ainda são necessários é que lhe interiorizo. Percebo cada gesto. Sua voz, seu andar, seu perfume. Teu gosto fresco que me inunda o paladar e sempre desconcerta minha noção de certeza. Sua imparidade de beleza, sutil, ardil, febril, desarma qualquer defesa que eu nunca tive. Se te abrigo no meu abraço é por que preciso sabê-la por inteiro nestas temporadas de singular morada. Vives em minha existência e serei seu pelo tempo que a vida permitir.
Volte logo, amor da minha vida. Pense em mim, para que minha nuca esquente. Para que eu tenha as orelhas vermelhas de tanto você lembrar. E que não demore para que eu sinta seu cheiro pela escada. Para que eu me veja nos teus olhos marcados, esverdeados. Que eu possa em breve estar, mais uma vez, fluindo amor em sua boca.
Como já disse antes, ao seu lado não é lugar; é o único momento, em que existo feliz. Amo você, criatura!
Tolice minha ater-me diante da falta de sua localização. Estás tão perto que sequer preciso escrever. Basta que eu pense, mudo e estático, para que te alcance. Não necessito mover um músculo para sentir-te por completo. Deixarei que minha saudade envolva você. Na eternidade de meus momentos, estarei tão perto que será difícil separarmo-nos.
Condição que já ocorre. Mesmo desunidos pela lacuna física que nos distancia, o sentimento que nos permeia, preenche qualquer distância. E te sinto em cada passo, em cada ato que pratico, em cada medo que desfaço, em cada lembrança que relança a esperança de ver seu rosto de criança na próxima esquina. A pureza de seu semblante simples que carrega meu juízo para além destas ruas. Deixando minhas vontades todas nuas, minhas verdades todas cruas e os dias com sóis e luas de tão completa a minha felicidade ao percebê-la.
Queria que se apagassem as estrelas nesta hora. Para que os incautos percebessem que elas apenas refletem o rutilo que vem de sua direção. Apropriando-se da propriedade intrínseca da sua personalidade brilhante e reluzente. Que você nem sente, quase que dormente. Os astros noturnos então te seguem e perseguem sua posição. Querem ser expectadores de sua linda passagem. Tentando aprender aquilo que não se ensina por não haver meio. O que não se da por não se possuir. Este seu jeito, seu acerto, seu defeito, sou eu quem nota. Talvez, quem sabe uma vez, ou outra, seja possível a ti, sentir o quanto te percebo; o como te concebo.
Por mais que pareça exagerado, desmedido e sem propósito é normal, sincero e real. Duvido que aquele verbo agregue todo o valor que lhe meço. Que caiba em quatro letras a imensidão de sentires que afloram ao som de seu corpo intenso. Desconheço a palavra, ou conjunto delas, que revele a descrição de sua nudez desfeita pelo meu toque, na mais completa escuridão, ausentes de visão. Quando seu contorno vem à mente pelos caminhos trilhados por meus dedos que te enxergam mudos, sem dizer sequer uma sílaba.
É para estas horas de estar sozinho que me preparo quando fico a te admirar. Por saber que estes momentos ainda são necessários é que lhe interiorizo. Percebo cada gesto. Sua voz, seu andar, seu perfume. Teu gosto fresco que me inunda o paladar e sempre desconcerta minha noção de certeza. Sua imparidade de beleza, sutil, ardil, febril, desarma qualquer defesa que eu nunca tive. Se te abrigo no meu abraço é por que preciso sabê-la por inteiro nestas temporadas de singular morada. Vives em minha existência e serei seu pelo tempo que a vida permitir.
Volte logo, amor da minha vida. Pense em mim, para que minha nuca esquente. Para que eu tenha as orelhas vermelhas de tanto você lembrar. E que não demore para que eu sinta seu cheiro pela escada. Para que eu me veja nos teus olhos marcados, esverdeados. Que eu possa em breve estar, mais uma vez, fluindo amor em sua boca.
Como já disse antes, ao seu lado não é lugar; é o único momento, em que existo feliz. Amo você, criatura!
12.9.05
5.9.05
Desvio
Por vezes preciso de a música triste
Que revele meu estado de espírito
Que traga a tona aquela dor que faz tanta falta
Depurando a vontade que se esconde
Sob as vestes da comodidade incômoda
Que incomoda pela mesmice
Que deturpa pela babaquice
De se achar que ter pena de nós próprios
É atalho para sermos salvos de nós mesmos
Grandiosa putaria que fazemos
Prostituindo nossa imaculada felicidade
Em troca de momentos vis e toscos
Personificados em corpos sujos
Que nos invadem com aqueles toques assépticos
Prefiro mãos impregnadas de desejo, de verdade
Quero o suor do esforço
Daquele que lutou para me conquistar
Quero o cheiro de corpo cansado
O gosto do gozo alcançado
A exaustão maravilhosa dos que se apaixonam
Meretriz de alto nível a auto piedade
Chega travestida em mansidão
Cheirando a paraíso
Quente e úmida como o inferno
Assando a pele e queimando o juízo
Envolve como o exímio dançarino
Que ao levantar seu peso do solo
Carrega você para nuvens
Deixando-nos a mercê de exterior desejo
Trocando obscenamente nossa liberdade
Por vontades podres
Usa um corpo que não é dele como quer
Posicionado como dono da situação, pois
Sinalizando para um fim antecipado
Que nós mesmos procuramos
Quando desistimos de tomar a vida sob controle
Achando que o mundo seria bom e gentil
Esquecendo que ele compete conosco
Que quer se sobrepor a nossa existência
Imperioso ser forte pra caralho
Foda-se se não te acompanharam
Se a velocidade do seu cruzeiro é demais para os demais
Se o espaço que você ocupa é imensidão
Se seu jeito não é tão dócil
Se de suposições vivem os que te rodeiam
Só não pare de continuar por causa disso
Lute com toda força e inteligência
Detone cada fraco pensamento que lhe sobrevier
Aniquile qualquer pedido de piedade interior
Algoz é aquele que nos dá chance
Ficamos preguiçosos, ridículos: odiosos
Tornamo-nos lesmas que rastejam
Quando sabemos voar e caçar
Deixamos o rastro inocente das presas
Quando deveríamos terminantemente predar
Sejamos justos quando derrotados
Que choremos, que odiemos
Mas com total franqueza
Pois fraqueza é esconder-se do inevitável
Passividade é medo em forma bruta, inerte, ilesa
Lapide este sentimento esfuziante
Que prepara o corpo para a fuga
Prevendo o perigo onde não se enxerga
Pondo fim ao que nem começa
Use-se a seu favor
Encare a morte com sua sorte
Esbraveje, lute, sofra
Mire seu inimigo e corra
Diretamente de encontro a ele
Faça desta encruzilhada uma enorme trombada
Ruidosa, enorme, ruinosa
Alguém ira perder neste embate
Se for você melhor: aprenda
Se for alguém, sem dó: ensine
Nunca tome atitudes desmotivadas
Pare de desperdiçar tempo
Com coisas que você nem sabe se quer
Ele não se mede pelo que se usou
Mas justamente pelo que não mais se tem
Seu faltar é medida de seu desperdício
Seja urgente, direto e preciso
Forte, inteligente e conciso
Mire a alma das coisas
Pois ao alcançá-la
O corpo já terá sucumbido
Trace sua meta com calma
Pense em seus movimentos
Sossegado, tranqüilo
Siga sua rota firmemente
Só permita a você ser seu desvio
Que revele meu estado de espírito
Que traga a tona aquela dor que faz tanta falta
Depurando a vontade que se esconde
Sob as vestes da comodidade incômoda
Que incomoda pela mesmice
Que deturpa pela babaquice
De se achar que ter pena de nós próprios
É atalho para sermos salvos de nós mesmos
Grandiosa putaria que fazemos
Prostituindo nossa imaculada felicidade
Em troca de momentos vis e toscos
Personificados em corpos sujos
Que nos invadem com aqueles toques assépticos
Prefiro mãos impregnadas de desejo, de verdade
Quero o suor do esforço
Daquele que lutou para me conquistar
Quero o cheiro de corpo cansado
O gosto do gozo alcançado
A exaustão maravilhosa dos que se apaixonam
Meretriz de alto nível a auto piedade
Chega travestida em mansidão
Cheirando a paraíso
Quente e úmida como o inferno
Assando a pele e queimando o juízo
Envolve como o exímio dançarino
Que ao levantar seu peso do solo
Carrega você para nuvens
Deixando-nos a mercê de exterior desejo
Trocando obscenamente nossa liberdade
Por vontades podres
Usa um corpo que não é dele como quer
Posicionado como dono da situação, pois
Sinalizando para um fim antecipado
Que nós mesmos procuramos
Quando desistimos de tomar a vida sob controle
Achando que o mundo seria bom e gentil
Esquecendo que ele compete conosco
Que quer se sobrepor a nossa existência
Imperioso ser forte pra caralho
Foda-se se não te acompanharam
Se a velocidade do seu cruzeiro é demais para os demais
Se o espaço que você ocupa é imensidão
Se seu jeito não é tão dócil
Se de suposições vivem os que te rodeiam
Só não pare de continuar por causa disso
Lute com toda força e inteligência
Detone cada fraco pensamento que lhe sobrevier
Aniquile qualquer pedido de piedade interior
Algoz é aquele que nos dá chance
Ficamos preguiçosos, ridículos: odiosos
Tornamo-nos lesmas que rastejam
Quando sabemos voar e caçar
Deixamos o rastro inocente das presas
Quando deveríamos terminantemente predar
Sejamos justos quando derrotados
Que choremos, que odiemos
Mas com total franqueza
Pois fraqueza é esconder-se do inevitável
Passividade é medo em forma bruta, inerte, ilesa
Lapide este sentimento esfuziante
Que prepara o corpo para a fuga
Prevendo o perigo onde não se enxerga
Pondo fim ao que nem começa
Use-se a seu favor
Encare a morte com sua sorte
Esbraveje, lute, sofra
Mire seu inimigo e corra
Diretamente de encontro a ele
Faça desta encruzilhada uma enorme trombada
Ruidosa, enorme, ruinosa
Alguém ira perder neste embate
Se for você melhor: aprenda
Se for alguém, sem dó: ensine
Nunca tome atitudes desmotivadas
Pare de desperdiçar tempo
Com coisas que você nem sabe se quer
Ele não se mede pelo que se usou
Mas justamente pelo que não mais se tem
Seu faltar é medida de seu desperdício
Seja urgente, direto e preciso
Forte, inteligente e conciso
Mire a alma das coisas
Pois ao alcançá-la
O corpo já terá sucumbido
Trace sua meta com calma
Pense em seus movimentos
Sossegado, tranqüilo
Siga sua rota firmemente
Só permita a você ser seu desvio
24.8.05
Fundamento
Em troca do benefício alheio
Dias passam
Ficam nossas faltas
Faltam nossas coisas
Deixamos de viver pequenas eternidades
Como se adivinhassemos valer a pena
Abrir mão de tanta vida indiscriminadamente
Por indivíduos indistintos
Risco grande tomar todos como iguais
Mas é indispensável
Senão perder-se-ia muito com tarefa desimportante
É preciso separar o realmente útil
Porem sejamos metodológicos
Usemos o instinto puro e salvador
Para que nos livremos do nosso próprio mal
A teimosia de não fazer
A facilidade em dar-se
A dificuldade de tentar
O medo fóbico de conseguir
Como se ser feliz fosse um pecado, um estigma
Ironicamente somos ultra capazes
Sabemos fazer coisas inimagináveis
Sem ter que sofrer por ou com isso
Simplesmente saber merecer
Querer é dom gratuito
Amoral por não ser punível
Atípico por não reter forma
Alucinante por suas virtudes
Amável por ser aquilo que buscamos
Atômico por sua indivisibilidade
Que difere completamente de ser egoísta
Queira ser feliz e compartilhe
Alce vôos longínquos
Alcance grande numero de pessoas
Leve em suas asas bondade e paz
Rancorise o rancor que arranca tristezas
Incruste jóias de atitudes boas
Ignore a falta de brilho que faz pesar
Seja luz de sua própria penumbra
Sorria por todo seu sempre
Dias passam
Ficam nossas faltas
Faltam nossas coisas
Deixamos de viver pequenas eternidades
Como se adivinhassemos valer a pena
Abrir mão de tanta vida indiscriminadamente
Por indivíduos indistintos
Risco grande tomar todos como iguais
Mas é indispensável
Senão perder-se-ia muito com tarefa desimportante
É preciso separar o realmente útil
Porem sejamos metodológicos
Usemos o instinto puro e salvador
Para que nos livremos do nosso próprio mal
A teimosia de não fazer
A facilidade em dar-se
A dificuldade de tentar
O medo fóbico de conseguir
Como se ser feliz fosse um pecado, um estigma
Ironicamente somos ultra capazes
Sabemos fazer coisas inimagináveis
Sem ter que sofrer por ou com isso
Simplesmente saber merecer
Querer é dom gratuito
Amoral por não ser punível
Atípico por não reter forma
Alucinante por suas virtudes
Amável por ser aquilo que buscamos
Atômico por sua indivisibilidade
Que difere completamente de ser egoísta
Queira ser feliz e compartilhe
Alce vôos longínquos
Alcance grande numero de pessoas
Leve em suas asas bondade e paz
Rancorise o rancor que arranca tristezas
Incruste jóias de atitudes boas
Ignore a falta de brilho que faz pesar
Seja luz de sua própria penumbra
Sorria por todo seu sempre
22.8.05
16.8.05
Instrumental
Não consigo enxergar a dificuldade
Em se fazer desta maneira
De se entregar de forma verdadeira
Com o entusiasmo de como se fosse a primeira
Com a liberdade de uma brincadeira
Experimentar cada novo movimento
Que baila ao sabor do vento
Que se move pelo firmamento
Amanhecendo noite adentro
Olhar sorridente de contentamento
Aquele arrepiar gostoso
Brisa fina, toque saboroso
Carinho iniciado no pescoço
Descendo costa abaixo em contorno sinuoso
Sensação de prazer vultoso
Grandes são estas pequenas coisas
Escondidas em enormes detalhes
Essas fendas, estes entalhes
Ferro quente em que se malhe
Criando formas que por si valem
O esforço, o suor, o gosto
A lágrima do corpo
Todo o seu sacro exposto
Beleza infinda sem sequer um rosto
Apenas a vontade incrível de se fazer
Precisamos de calor
De contato, toque, tato: imediato
Trocar, receber, doar: compartilhar
Fazermos sós, mirando a nós
Simplesmente desesperar
No sentido de não querer troco
De não retribuição
De ser senhor de todos os atos
Ser sozinho em comunhão
Abrir a porta ao coração
Sem exibir ou emitir convites
Fazer com que passem por nós
Como se portais fossemos
Levando nossos viajantes
Ao mundo mais bonito
Desinteressa se perfeito
Melhor ou insubstituível
Necessário que estes emigrantes
Percebam sua natureza
Que se saibam portadores da riqueza
De sermos enfim eternos construtores
Fazedores de construções imensas
Tão atateis quanto densas
Não queira ser cobiçado
Almeje ser dividido
Prepare-se para o bem intraduzível
Que é ser querido, preferido
Ser mais um entre os tantos bons
Conter e ser contido
Saibamos não ser preteridos
Grite a si mesmo que precisamos de amor
Que ele se espalhe por todas as esferas
Demos carinho indiscriminadamente
Independente do bem que tenham nos feito
Pandóricos de coisas boas
Tenhamos em mente sempre que as ruins existem
Enfurnam-se em nosso ócio e persistem
Encontrando lugar em maus vícios
Na mistura de maldade e cobiça: malícia
Convivamos com ela então
Mas sejamos inteligentes
Informemo-nos sobre as atrocidades morais
O suficiente para reconhecê-las
Troquemos contato com elas o necessário para não exerce-las
Mergulhemos na lama pútrida e respiremos pureza
Acreditemos que mesmo sob escombros
Seguros como água em represa
Há força para romper barreiras
Dúvidas para se alcançar certezas
Existe amor, invasor de qualquer fortaleza
Em se fazer desta maneira
De se entregar de forma verdadeira
Com o entusiasmo de como se fosse a primeira
Com a liberdade de uma brincadeira
Experimentar cada novo movimento
Que baila ao sabor do vento
Que se move pelo firmamento
Amanhecendo noite adentro
Olhar sorridente de contentamento
Aquele arrepiar gostoso
Brisa fina, toque saboroso
Carinho iniciado no pescoço
Descendo costa abaixo em contorno sinuoso
Sensação de prazer vultoso
Grandes são estas pequenas coisas
Escondidas em enormes detalhes
Essas fendas, estes entalhes
Ferro quente em que se malhe
Criando formas que por si valem
O esforço, o suor, o gosto
A lágrima do corpo
Todo o seu sacro exposto
Beleza infinda sem sequer um rosto
Apenas a vontade incrível de se fazer
Precisamos de calor
De contato, toque, tato: imediato
Trocar, receber, doar: compartilhar
Fazermos sós, mirando a nós
Simplesmente desesperar
No sentido de não querer troco
De não retribuição
De ser senhor de todos os atos
Ser sozinho em comunhão
Abrir a porta ao coração
Sem exibir ou emitir convites
Fazer com que passem por nós
Como se portais fossemos
Levando nossos viajantes
Ao mundo mais bonito
Desinteressa se perfeito
Melhor ou insubstituível
Necessário que estes emigrantes
Percebam sua natureza
Que se saibam portadores da riqueza
De sermos enfim eternos construtores
Fazedores de construções imensas
Tão atateis quanto densas
Não queira ser cobiçado
Almeje ser dividido
Prepare-se para o bem intraduzível
Que é ser querido, preferido
Ser mais um entre os tantos bons
Conter e ser contido
Saibamos não ser preteridos
Grite a si mesmo que precisamos de amor
Que ele se espalhe por todas as esferas
Demos carinho indiscriminadamente
Independente do bem que tenham nos feito
Pandóricos de coisas boas
Tenhamos em mente sempre que as ruins existem
Enfurnam-se em nosso ócio e persistem
Encontrando lugar em maus vícios
Na mistura de maldade e cobiça: malícia
Convivamos com ela então
Mas sejamos inteligentes
Informemo-nos sobre as atrocidades morais
O suficiente para reconhecê-las
Troquemos contato com elas o necessário para não exerce-las
Mergulhemos na lama pútrida e respiremos pureza
Acreditemos que mesmo sob escombros
Seguros como água em represa
Há força para romper barreiras
Dúvidas para se alcançar certezas
Existe amor, invasor de qualquer fortaleza
10.8.05
Anseio
A vida se encarregou de fazer a arte
Escreveu tudo com tinta muito colorida
Trouxe a brisa
Levou o sossego
Ficou a saudade
Toda vez que ela bate em minha porta
Pergunto-me se devo mesmo abrir
Se preciso desta rotina tão incerta
Que é não saber o momento depois do agora
De viver por derradeiro instante
Sou feito de vida
Que reside em meu corpo útil
Um sentimento vital
Que quer você sempre e mais
Amor que me faz único, imortal
Quero mais e sempre
Alucinado, descontrolado
Suplicante de sua especificidade
Louco por sua poesia única
Cego diante de sua aparição
Ofuscando as estrelas
Neste momento, tão pequenas
Fazendo da lua enorme
Detalhe quase despercebido
Frente sua grandiosidade
Vindoura e edificante
Pilar de uma vontade que transcende
Arrimo de verdade incontestável
Impossível aquilo que nos fará parar
Continuarei indefinidamente
Mas quero todas as definições
Preciso daqueles pontos finais, afinal
Não quero ser mais reticente
Desdesejo ser o último ponto de suas reticências
Serei a interrogação mais concreta de sua vida
Para que se pergunte sempre
O que somos definitivamente
E que se responda todas as vezes
Que somos perfeitos
Feitos um para o outro
Escreveu tudo com tinta muito colorida
Trouxe a brisa
Levou o sossego
Ficou a saudade
Toda vez que ela bate em minha porta
Pergunto-me se devo mesmo abrir
Se preciso desta rotina tão incerta
Que é não saber o momento depois do agora
De viver por derradeiro instante
Sou feito de vida
Que reside em meu corpo útil
Um sentimento vital
Que quer você sempre e mais
Amor que me faz único, imortal
Quero mais e sempre
Alucinado, descontrolado
Suplicante de sua especificidade
Louco por sua poesia única
Cego diante de sua aparição
Ofuscando as estrelas
Neste momento, tão pequenas
Fazendo da lua enorme
Detalhe quase despercebido
Frente sua grandiosidade
Vindoura e edificante
Pilar de uma vontade que transcende
Arrimo de verdade incontestável
Impossível aquilo que nos fará parar
Continuarei indefinidamente
Mas quero todas as definições
Preciso daqueles pontos finais, afinal
Não quero ser mais reticente
Desdesejo ser o último ponto de suas reticências
Serei a interrogação mais concreta de sua vida
Para que se pergunte sempre
O que somos definitivamente
E que se responda todas as vezes
Que somos perfeitos
Feitos um para o outro
4.8.05
Amplidão
Concede a graça do início dos tempos
Planta em minha natureza pura sua pureza
Infinita e simples como este que respiro
Ar denso, intenso e precioso
Indispensável como minha vontade
Ser despretensioso é no mínimo hipócrita
Não há aquele que nada pretende
Pois até tentar não querer
Já é uma enorme tentativa
Negar o tudo é infame e grandioso ato
Das variáveis que se apresentam
Algumas são importantes
O caminho em si
Transmutado e revestido por coragens e medos
Deriva de quesitos ainda maiores
Mire o ímpeto e repare
Tudo que te move lhe comove
Faz seu olhar queimar
Seu corpo arde e a paralisia incomoda
Inexplicavelmente pulamos abismo acima
Deixar o corpo cair simplesmente é fácil
Qualquer um tem descontrole sobre o corpo
Basta abrir mão das dificuldades
Embrenhando-se no marasmo do destino
Sempre calado, falso: cadafalso
Onde a humanidade se esvai
Buraco iluminado, atrativo
Convite quase irrecusável
Sedução constante, beirando o paraíso
Cheiro cru e instigante dos anjos
Abra a mente para a clareza dos fatos
Quanto mais alto o despenhadeiro
Mais fundo estaremos ao chegar lá em baixo
Gradação de solidão, tristeza, frio
Quanto menor seu espaço, maior o vazio
Almeje deparar-se com infinitas montanhas
Contemple sua magnitude
Quão indevassa é aquela estrutura
Postada a sua frente, realmente imóvel
Porém, completamente transponível
Desnecessário mover um músculo
Verter uma gota sequer de suor
Mudez completa, ausência de grunhidos
Inamovibilidade delirante
Basta querer
O mundo transforma-se no tabuleiro perfeito
O mestre do jogo imbuiu-se da arte de jogar
Admitiu a possível derrota
Conseguindo o que faltava para a fatídica vitória
Agora é preciso e precioso vencer
Não somos mais deuses
Tampouco vermes demoníacos incapazes
Apenas e completamente humanos
Que sentem na carne cada lança, cada lance
Geradores das atitudes mais lindas e perfeitas
Os seres celestiais mais belos e complexos
São reflexo de nossas atitudes
Enumere uma só exclusiva destes seres
E torne-se o único a conhecê-la
Pois ninguém é capaz dos atos que proferimos
Abra mão das tradições, dos costumes, dos ditames
Destrua todos os dogmas, leis e superstições
Corrompa o medo mais profundo de sua alma
Prostitua sua certeza mais decente
Adolesça a velhice de ser criança
Afie o instinto que lateja em suas entranhas vermelhas
Aguce o tino de seu faro que pulsa em músculos fortes
Contraia ao máximo cada pensamento de desistência
Decante a dor na leveza de suas lágrimas
Torne-se filtro daquilo que realmente merece
Suba cada vez mais alto e livre
Use toda força de suas pernas
Infle estes pulmões de energia
Pra poder berrar a todos os ventos ao chegar:
Consegui, pois quis estar neste lugar
Repare as mãos doídas e cortadas
Fixe-se nesta imagem absurda e completa
Lembre para o resto de sua vida
Que elas são apenas extremidades
De um ser capaz, pleno em vontade
Aprenda que seu momento do agora
Este mesmo, crível e verossímil
É somente a tangibilidade da imensidão que carregamos
Da vastidão chamada experiência
Que de tão grande, só se mostra em partes
Pedaços indissociáveis e indissolúveis
Do conjunto grandioso e harmônico que somos
Presente único e inigualável
Continente de amor e fé
Acredite-se, pois no mínimo, somos aquilo que é
Planta em minha natureza pura sua pureza
Infinita e simples como este que respiro
Ar denso, intenso e precioso
Indispensável como minha vontade
Ser despretensioso é no mínimo hipócrita
Não há aquele que nada pretende
Pois até tentar não querer
Já é uma enorme tentativa
Negar o tudo é infame e grandioso ato
Das variáveis que se apresentam
Algumas são importantes
O caminho em si
Transmutado e revestido por coragens e medos
Deriva de quesitos ainda maiores
Mire o ímpeto e repare
Tudo que te move lhe comove
Faz seu olhar queimar
Seu corpo arde e a paralisia incomoda
Inexplicavelmente pulamos abismo acima
Deixar o corpo cair simplesmente é fácil
Qualquer um tem descontrole sobre o corpo
Basta abrir mão das dificuldades
Embrenhando-se no marasmo do destino
Sempre calado, falso: cadafalso
Onde a humanidade se esvai
Buraco iluminado, atrativo
Convite quase irrecusável
Sedução constante, beirando o paraíso
Cheiro cru e instigante dos anjos
Abra a mente para a clareza dos fatos
Quanto mais alto o despenhadeiro
Mais fundo estaremos ao chegar lá em baixo
Gradação de solidão, tristeza, frio
Quanto menor seu espaço, maior o vazio
Almeje deparar-se com infinitas montanhas
Contemple sua magnitude
Quão indevassa é aquela estrutura
Postada a sua frente, realmente imóvel
Porém, completamente transponível
Desnecessário mover um músculo
Verter uma gota sequer de suor
Mudez completa, ausência de grunhidos
Inamovibilidade delirante
Basta querer
O mundo transforma-se no tabuleiro perfeito
O mestre do jogo imbuiu-se da arte de jogar
Admitiu a possível derrota
Conseguindo o que faltava para a fatídica vitória
Agora é preciso e precioso vencer
Não somos mais deuses
Tampouco vermes demoníacos incapazes
Apenas e completamente humanos
Que sentem na carne cada lança, cada lance
Geradores das atitudes mais lindas e perfeitas
Os seres celestiais mais belos e complexos
São reflexo de nossas atitudes
Enumere uma só exclusiva destes seres
E torne-se o único a conhecê-la
Pois ninguém é capaz dos atos que proferimos
Abra mão das tradições, dos costumes, dos ditames
Destrua todos os dogmas, leis e superstições
Corrompa o medo mais profundo de sua alma
Prostitua sua certeza mais decente
Adolesça a velhice de ser criança
Afie o instinto que lateja em suas entranhas vermelhas
Aguce o tino de seu faro que pulsa em músculos fortes
Contraia ao máximo cada pensamento de desistência
Decante a dor na leveza de suas lágrimas
Torne-se filtro daquilo que realmente merece
Suba cada vez mais alto e livre
Use toda força de suas pernas
Infle estes pulmões de energia
Pra poder berrar a todos os ventos ao chegar:
Consegui, pois quis estar neste lugar
Repare as mãos doídas e cortadas
Fixe-se nesta imagem absurda e completa
Lembre para o resto de sua vida
Que elas são apenas extremidades
De um ser capaz, pleno em vontade
Aprenda que seu momento do agora
Este mesmo, crível e verossímil
É somente a tangibilidade da imensidão que carregamos
Da vastidão chamada experiência
Que de tão grande, só se mostra em partes
Pedaços indissociáveis e indissolúveis
Do conjunto grandioso e harmônico que somos
Presente único e inigualável
Continente de amor e fé
Acredite-se, pois no mínimo, somos aquilo que é
2.8.05
29.7.05
Ao Amigo
Há algum tempo
Resolvi que as letras fariam um bem
Arrancando das profundezas
Mágoas e tristezas enormes
Estava absolutamente errado
Fariam muito mais
Mostrariam realidade
Um ser que residiu sempre em mim
Que esperava a linguagem certa de pedir
A liberdade arrebatadora e simples
Encontrei a forma da minha matéria
Descobri que somos muitos
Que existem outros, ainda bem
Do mesmo teor e quilate
Sim, somos diferentes e melhores
Acredite na força que propagamos
Levamos sentimento em coisas mortas
Palavras não são nada sem nossas vidas
Deixam de ser simples através de nossos conteúdos
Signos de nosso significado
Afinidades são construídas neste nicho ao qual pertencemos
Atitudes de respeito, admiração, deslumbramento
Deparo-me por vezes com perfeições estruturais
Outras, derreto-me diante a desregrada entrega total
Transparente que são as palavras
Existe um lugar destes que mexeu comigo
O primeiro contato foi bem no início da minha jornada
Caminhava buscando silencio próprio
Para que não se assustassem comigo
Por muito fui mesmo solitário
Não tive coragem de expressar-me
A beleza do local arrebatou
As figuras, as letras, as idéias
Tomaram conta de minha calma
Condensaram meu querer em grandiosas nuvens
Constantemente retorno a este local
O fundo cinza chumbo remete a chuva que vem
As letras, em branco, gotas que nos molham
Nós, comentando, trovões, trovejando
As fotos, destino entre a imensidão das águas
Espero que tenha acertado outra vez
Pois gostaria de retribuir realmente
Por ser tempestade constante
De coisa tão sua
Fazer parte de seu Dias de Chuva
Resolvi que as letras fariam um bem
Arrancando das profundezas
Mágoas e tristezas enormes
Estava absolutamente errado
Fariam muito mais
Mostrariam realidade
Um ser que residiu sempre em mim
Que esperava a linguagem certa de pedir
A liberdade arrebatadora e simples
Encontrei a forma da minha matéria
Descobri que somos muitos
Que existem outros, ainda bem
Do mesmo teor e quilate
Sim, somos diferentes e melhores
Acredite na força que propagamos
Levamos sentimento em coisas mortas
Palavras não são nada sem nossas vidas
Deixam de ser simples através de nossos conteúdos
Signos de nosso significado
Afinidades são construídas neste nicho ao qual pertencemos
Atitudes de respeito, admiração, deslumbramento
Deparo-me por vezes com perfeições estruturais
Outras, derreto-me diante a desregrada entrega total
Transparente que são as palavras
Existe um lugar destes que mexeu comigo
O primeiro contato foi bem no início da minha jornada
Caminhava buscando silencio próprio
Para que não se assustassem comigo
Por muito fui mesmo solitário
Não tive coragem de expressar-me
A beleza do local arrebatou
As figuras, as letras, as idéias
Tomaram conta de minha calma
Condensaram meu querer em grandiosas nuvens
Constantemente retorno a este local
O fundo cinza chumbo remete a chuva que vem
As letras, em branco, gotas que nos molham
Nós, comentando, trovões, trovejando
As fotos, destino entre a imensidão das águas
Espero que tenha acertado outra vez
Pois gostaria de retribuir realmente
Por ser tempestade constante
De coisa tão sua
Fazer parte de seu Dias de Chuva
27.7.05
21.7.05
Convívio
Há horas em que a vontade é arrebentar tudo
Destruir todas as fragilidades próprias
Fazer sucumbirem as defesas mais imponentes
Subjugar a prepotência alheia esmagadoramente
Esmigalhar qualquer atitude de resistência
A facilidade de agir inconsequentemente é deliciosa
Devastar, humilhar, espezinhar é fácil e natural
Tornar a paz um bem inalcançável, distante; errante
Exercício de ignorância plena, intensa, bestial
Tempo onde nem o mais celestial dos anjos reza
Por não ter sossego
Preocupado com a manutenção de sua vida
Retira as asas que agora pesam
Levanta os joelhos da calmaria segura e firme do solo
Exercitando o equilíbrio sobre pés frágeis, finos: franzinos
Como é densa a carne que levamos
O prazer proporcionado equivale à dor que ela suporta
Cada golpe, cada bofetada, cada espinho
O sorriso, o carinho, nosso vinho
Sentimos na vida o que passamos
Exacerba a concretude imediata e física
Infernalmente, nascemos sabendo
Invertidamente, uma analogia errada
Pois nem sempre o que dói é ruim ou mau
Afastamo-nos do instinto primário e salvador
Deixamos de ser animais e nos animalizamos
Absorvemos a sutileza da vida em comum
Tornando-nos sarcásticos, cáusticos, ácidos
Enchemo-nos de preconceitos
Convertendo-nos em enormes vazios
Cheios de nada até as grimpas
Envaidecidos por sermos apenas diferentes
Quando deveríamos ter nojo do que nos tornamos
Meros repetidores, receptores
Temos a obrigação de ser condutores
Convertendo a inimizade em entendimento
Levando a diante desejo de vida
Contrariando ensejos de alheia morte
Espalhar pensamentos de puro querer
Mas isso é diferente, incomum: perigoso
Imperceptível este desapegado
O quase santo que ama e peca
Com nome comum e simples
Perambulando entre os normais mortais
Sejamos nós, este pilar exemplificante
Traga para o seio de suas responsabilidades
Ser autor de lindos atos
Tão importantes quanto vulgares
Intente sua repetição aleatória e constante
Ensine como reproduzi-lo em série
Continue querendo destruir tudo de podre
Nefasto, vil, obtuso, abjeto
Mesquinho, pequeno, incorreto
Prime pela perfeição da eterna tentativa
Podemos ser melhores a cada instante
Irá sangrar e doer certamente
Perderemos carne e ganharemos alma
Trocaremos a ansiedade pela inexorável calma
Porém, sentiremos menos pavor
Deflagraremos um antes perdido mistério
Destilando amor do ódio
No aprendizado pelo bem frente à dor
Pois existe o retalho do frio
Mesmo sob intenso calor
Levemos a felicidade mais a sério
Pois somos muito a fazer
Por nos próprios, por quem merecer
Pelas mãos estendidas pelo caminho
Através de punhos cerrados a combater
Pelo prazer da arte que é conviver
Destruir todas as fragilidades próprias
Fazer sucumbirem as defesas mais imponentes
Subjugar a prepotência alheia esmagadoramente
Esmigalhar qualquer atitude de resistência
A facilidade de agir inconsequentemente é deliciosa
Devastar, humilhar, espezinhar é fácil e natural
Tornar a paz um bem inalcançável, distante; errante
Exercício de ignorância plena, intensa, bestial
Tempo onde nem o mais celestial dos anjos reza
Por não ter sossego
Preocupado com a manutenção de sua vida
Retira as asas que agora pesam
Levanta os joelhos da calmaria segura e firme do solo
Exercitando o equilíbrio sobre pés frágeis, finos: franzinos
Como é densa a carne que levamos
O prazer proporcionado equivale à dor que ela suporta
Cada golpe, cada bofetada, cada espinho
O sorriso, o carinho, nosso vinho
Sentimos na vida o que passamos
Exacerba a concretude imediata e física
Infernalmente, nascemos sabendo
Invertidamente, uma analogia errada
Pois nem sempre o que dói é ruim ou mau
Afastamo-nos do instinto primário e salvador
Deixamos de ser animais e nos animalizamos
Absorvemos a sutileza da vida em comum
Tornando-nos sarcásticos, cáusticos, ácidos
Enchemo-nos de preconceitos
Convertendo-nos em enormes vazios
Cheios de nada até as grimpas
Envaidecidos por sermos apenas diferentes
Quando deveríamos ter nojo do que nos tornamos
Meros repetidores, receptores
Temos a obrigação de ser condutores
Convertendo a inimizade em entendimento
Levando a diante desejo de vida
Contrariando ensejos de alheia morte
Espalhar pensamentos de puro querer
Mas isso é diferente, incomum: perigoso
Imperceptível este desapegado
O quase santo que ama e peca
Com nome comum e simples
Perambulando entre os normais mortais
Sejamos nós, este pilar exemplificante
Traga para o seio de suas responsabilidades
Ser autor de lindos atos
Tão importantes quanto vulgares
Intente sua repetição aleatória e constante
Ensine como reproduzi-lo em série
Continue querendo destruir tudo de podre
Nefasto, vil, obtuso, abjeto
Mesquinho, pequeno, incorreto
Prime pela perfeição da eterna tentativa
Podemos ser melhores a cada instante
Irá sangrar e doer certamente
Perderemos carne e ganharemos alma
Trocaremos a ansiedade pela inexorável calma
Porém, sentiremos menos pavor
Deflagraremos um antes perdido mistério
Destilando amor do ódio
No aprendizado pelo bem frente à dor
Pois existe o retalho do frio
Mesmo sob intenso calor
Levemos a felicidade mais a sério
Pois somos muito a fazer
Por nos próprios, por quem merecer
Pelas mãos estendidas pelo caminho
Através de punhos cerrados a combater
Pelo prazer da arte que é conviver
15.7.05
Exposto
Espero alguém que finalmente chegue
Atravesso horas que gostaria que terminassem
Queria dias que em noite acabassem
Sem se arrastar pela madrugada replicante
Que nasce, floresce e renasce a cada dia
Gostaria de poder ligar para certo telefone
Escutar um alo despreocupado e sossegado
Com tempo livre e liberado
Sem espios ou olhares preocupados
Poder dizer: estou indo te buscar
Passear pela calçada de uma orla qualquer
De mãos dadas, dedos entrelaçados e calmos
Corpos que se mostram a quem quiser ver
Sem o tremular nervoso de quem não deve ser visto
Escancarar o que se sente livremente
Poder tomar um banho demorado
Para matar o tempo gostoso da espera
Manter-me sempre lindo e limpo
Por dentro, internamente; eternamente
Pois não sei quando irá chegar
Escolher aquela roupa que me deu
O perfume que seu olfato adora
Temperar a pele com o suor que sua língua aprecia
Esquentar o corpo para deixar a pele macia
Acariciar-te nua com o peso de meu corpo
Que não cansa de querer seu desejo
Cego à sua beleza
Justo por isso incansável
Em percorrer seus detalhes com meus dedos
Na proeza de saber cada seu detalhe
Configurando sua visão celestial e plena
Invasora sutil e permitida de minha esperança
Contraditória coma a derrota da vitória
Triste como a alegria fútil da volátil glória
De sermos juntos e sem constancia
Aspiro por sua permanência
Que não implica ser ininterrupta
Mas que carece em ser perene
Resistente ao mero até amanhã
Impávida aos domingos de lua que me atormentam a alma
Levando meu sossego num simples sopro
No brandir das folhas ao sabor do vento
Caindo ao menor esforço
Como se meus esforços fossem brotos
Tortos, rotos; incapazes perante seu outono
Que acinzenta minhas primaveras inférteis
Carente das águas neste verão seco
Desembocando num rio de inverno congelado
Atrofiado pelo gelo pirotécnico de meus alardes
Mudos, surdos, cegos, mas não covardes
Ainda ando por passos firmes
Joelhos justos e pernas fortes
Toco ao chão com aqueles por muitas vezes
A cabeça mira nuvens, condensando sorte
Esperando a bonança graciosa que me pertence
Corpo molhado, tempo ilhado
A terra faz-se lama e procura meus poros
Entra por fendas e feridas de pés descalços
Encontrando o calor na carne exposta das minhas frieiras
Portais sinalizadores do tempo de estrada
Tenho resistência para muito mais
Na mochila chamada paciência
Há uma carga indispensável
Aquilo que separa teimosia da perseverança
Toneladas essenciais de entendimento
Estive um dia do outro lado
Fui açoitado como escravo vadio
Minhas costas, largas e fortes
Devoradas pela sanha de um senhor impiedoso
O medo neutraliza a capacidade de sonhar
Escurece o brilho das pequenas e importantes coisas
Leva as asas que nos fazem voltar ao chão
E como balões vagamos sem destino, sem tino; desatino
Entregamos a vida ao reles contento do destino
Variável e desagradável em sua inutilidade
Fiz valer meu livre arbítrio
Decidi que suportaria errar
Compreendi que gostaria e seria humilde ao acertar
Polindo o orgulho com a delicadeza dos restauradores
Trazendo cor e forma a arte de ser meu próprio dono
Ser obra de minha matéria
Insumo de meu básico
História de minha lembrança
Saudade do sentir amor
Ser palavra de sua rima
Atravesso horas que gostaria que terminassem
Queria dias que em noite acabassem
Sem se arrastar pela madrugada replicante
Que nasce, floresce e renasce a cada dia
Gostaria de poder ligar para certo telefone
Escutar um alo despreocupado e sossegado
Com tempo livre e liberado
Sem espios ou olhares preocupados
Poder dizer: estou indo te buscar
Passear pela calçada de uma orla qualquer
De mãos dadas, dedos entrelaçados e calmos
Corpos que se mostram a quem quiser ver
Sem o tremular nervoso de quem não deve ser visto
Escancarar o que se sente livremente
Poder tomar um banho demorado
Para matar o tempo gostoso da espera
Manter-me sempre lindo e limpo
Por dentro, internamente; eternamente
Pois não sei quando irá chegar
Escolher aquela roupa que me deu
O perfume que seu olfato adora
Temperar a pele com o suor que sua língua aprecia
Esquentar o corpo para deixar a pele macia
Acariciar-te nua com o peso de meu corpo
Que não cansa de querer seu desejo
Cego à sua beleza
Justo por isso incansável
Em percorrer seus detalhes com meus dedos
Na proeza de saber cada seu detalhe
Configurando sua visão celestial e plena
Invasora sutil e permitida de minha esperança
Contraditória coma a derrota da vitória
Triste como a alegria fútil da volátil glória
De sermos juntos e sem constancia
Aspiro por sua permanência
Que não implica ser ininterrupta
Mas que carece em ser perene
Resistente ao mero até amanhã
Impávida aos domingos de lua que me atormentam a alma
Levando meu sossego num simples sopro
No brandir das folhas ao sabor do vento
Caindo ao menor esforço
Como se meus esforços fossem brotos
Tortos, rotos; incapazes perante seu outono
Que acinzenta minhas primaveras inférteis
Carente das águas neste verão seco
Desembocando num rio de inverno congelado
Atrofiado pelo gelo pirotécnico de meus alardes
Mudos, surdos, cegos, mas não covardes
Ainda ando por passos firmes
Joelhos justos e pernas fortes
Toco ao chão com aqueles por muitas vezes
A cabeça mira nuvens, condensando sorte
Esperando a bonança graciosa que me pertence
Corpo molhado, tempo ilhado
A terra faz-se lama e procura meus poros
Entra por fendas e feridas de pés descalços
Encontrando o calor na carne exposta das minhas frieiras
Portais sinalizadores do tempo de estrada
Tenho resistência para muito mais
Na mochila chamada paciência
Há uma carga indispensável
Aquilo que separa teimosia da perseverança
Toneladas essenciais de entendimento
Estive um dia do outro lado
Fui açoitado como escravo vadio
Minhas costas, largas e fortes
Devoradas pela sanha de um senhor impiedoso
O medo neutraliza a capacidade de sonhar
Escurece o brilho das pequenas e importantes coisas
Leva as asas que nos fazem voltar ao chão
E como balões vagamos sem destino, sem tino; desatino
Entregamos a vida ao reles contento do destino
Variável e desagradável em sua inutilidade
Fiz valer meu livre arbítrio
Decidi que suportaria errar
Compreendi que gostaria e seria humilde ao acertar
Polindo o orgulho com a delicadeza dos restauradores
Trazendo cor e forma a arte de ser meu próprio dono
Ser obra de minha matéria
Insumo de meu básico
História de minha lembrança
Saudade do sentir amor
Ser palavra de sua rima
11.7.05
Refletindo
Duvido realmente se todos têm noção do que fazem
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram
Ignoro se tem certeza sobre o que querem
Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima
Continuam porém exercendo caridade
Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis
Filosofia própria que revolucionaria o mundo
Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego
Fazem mesmo por puro contentamento alheio?
Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém
Dou forma à argila da verdade em comunhão
Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha
Ser o diferente que você conhece
Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido
No exato tempo para ser querido
Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível
Deixe-me ser imprescindível
Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor
Esquecimento vivo de suas lembranças mortas
Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem
Que eu seja sua ferramenta
Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins
Ser caminho de suas pegadas
Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos
Mas a vida não seria a sua
Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza
Ainda assim, intrínseco e indisponível
Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita
Palpável e alcançável pela aproximação do tentar
Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:
Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos
Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio
Percebemos que continuamos
Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais
Pedindo ou aceitando ajuda
Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar
Não esqueçamos que viemos tentar
Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito
Preciso de ajuda, posso ajudar?
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram
Ignoro se tem certeza sobre o que querem
Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima
Continuam porém exercendo caridade
Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis
Filosofia própria que revolucionaria o mundo
Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego
Fazem mesmo por puro contentamento alheio?
Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém
Dou forma à argila da verdade em comunhão
Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha
Ser o diferente que você conhece
Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido
No exato tempo para ser querido
Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível
Deixe-me ser imprescindível
Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor
Esquecimento vivo de suas lembranças mortas
Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem
Que eu seja sua ferramenta
Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins
Ser caminho de suas pegadas
Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos
Mas a vida não seria a sua
Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza
Ainda assim, intrínseco e indisponível
Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita
Palpável e alcançável pela aproximação do tentar
Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:
Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos
Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio
Percebemos que continuamos
Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais
Pedindo ou aceitando ajuda
Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar
Não esqueçamos que viemos tentar
Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito
Preciso de ajuda, posso ajudar?
8.7.05
Viés
Perceba o detalhe:
Amar não é querer que você seja minha
É me permitir ser completamente seu
Me leva pra você!
Amar não é querer que você seja minha
É me permitir ser completamente seu
Me leva pra você!
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