Não consigo enxergar a dificuldade
Em se fazer desta maneira
De se entregar de forma verdadeira
Com o entusiasmo de como se fosse a primeira
Com a liberdade de uma brincadeira
Experimentar cada novo movimento
Que baila ao sabor do vento
Que se move pelo firmamento
Amanhecendo noite adentro
Olhar sorridente de contentamento
Aquele arrepiar gostoso
Brisa fina, toque saboroso
Carinho iniciado no pescoço
Descendo costa abaixo em contorno sinuoso
Sensação de prazer vultoso
Grandes são estas pequenas coisas
Escondidas em enormes detalhes
Essas fendas, estes entalhes
Ferro quente em que se malhe
Criando formas que por si valem
O esforço, o suor, o gosto
A lágrima do corpo
Todo o seu sacro exposto
Beleza infinda sem sequer um rosto
Apenas a vontade incrível de se fazer
Precisamos de calor
De contato, toque, tato: imediato
Trocar, receber, doar: compartilhar
Fazermos sós, mirando a nós
Simplesmente desesperar
No sentido de não querer troco
De não retribuição
De ser senhor de todos os atos
Ser sozinho em comunhão
Abrir a porta ao coração
Sem exibir ou emitir convites
Fazer com que passem por nós
Como se portais fossemos
Levando nossos viajantes
Ao mundo mais bonito
Desinteressa se perfeito
Melhor ou insubstituível
Necessário que estes emigrantes
Percebam sua natureza
Que se saibam portadores da riqueza
De sermos enfim eternos construtores
Fazedores de construções imensas
Tão atateis quanto densas
Não queira ser cobiçado
Almeje ser dividido
Prepare-se para o bem intraduzível
Que é ser querido, preferido
Ser mais um entre os tantos bons
Conter e ser contido
Saibamos não ser preteridos
Grite a si mesmo que precisamos de amor
Que ele se espalhe por todas as esferas
Demos carinho indiscriminadamente
Independente do bem que tenham nos feito
Pandóricos de coisas boas
Tenhamos em mente sempre que as ruins existem
Enfurnam-se em nosso ócio e persistem
Encontrando lugar em maus vícios
Na mistura de maldade e cobiça: malícia
Convivamos com ela então
Mas sejamos inteligentes
Informemo-nos sobre as atrocidades morais
O suficiente para reconhecê-las
Troquemos contato com elas o necessário para não exerce-las
Mergulhemos na lama pútrida e respiremos pureza
Acreditemos que mesmo sob escombros
Seguros como água em represa
Há força para romper barreiras
Dúvidas para se alcançar certezas
Existe amor, invasor de qualquer fortaleza
16.8.05
10.8.05
Anseio
A vida se encarregou de fazer a arte
Escreveu tudo com tinta muito colorida
Trouxe a brisa
Levou o sossego
Ficou a saudade
Toda vez que ela bate em minha porta
Pergunto-me se devo mesmo abrir
Se preciso desta rotina tão incerta
Que é não saber o momento depois do agora
De viver por derradeiro instante
Sou feito de vida
Que reside em meu corpo útil
Um sentimento vital
Que quer você sempre e mais
Amor que me faz único, imortal
Quero mais e sempre
Alucinado, descontrolado
Suplicante de sua especificidade
Louco por sua poesia única
Cego diante de sua aparição
Ofuscando as estrelas
Neste momento, tão pequenas
Fazendo da lua enorme
Detalhe quase despercebido
Frente sua grandiosidade
Vindoura e edificante
Pilar de uma vontade que transcende
Arrimo de verdade incontestável
Impossível aquilo que nos fará parar
Continuarei indefinidamente
Mas quero todas as definições
Preciso daqueles pontos finais, afinal
Não quero ser mais reticente
Desdesejo ser o último ponto de suas reticências
Serei a interrogação mais concreta de sua vida
Para que se pergunte sempre
O que somos definitivamente
E que se responda todas as vezes
Que somos perfeitos
Feitos um para o outro
Escreveu tudo com tinta muito colorida
Trouxe a brisa
Levou o sossego
Ficou a saudade
Toda vez que ela bate em minha porta
Pergunto-me se devo mesmo abrir
Se preciso desta rotina tão incerta
Que é não saber o momento depois do agora
De viver por derradeiro instante
Sou feito de vida
Que reside em meu corpo útil
Um sentimento vital
Que quer você sempre e mais
Amor que me faz único, imortal
Quero mais e sempre
Alucinado, descontrolado
Suplicante de sua especificidade
Louco por sua poesia única
Cego diante de sua aparição
Ofuscando as estrelas
Neste momento, tão pequenas
Fazendo da lua enorme
Detalhe quase despercebido
Frente sua grandiosidade
Vindoura e edificante
Pilar de uma vontade que transcende
Arrimo de verdade incontestável
Impossível aquilo que nos fará parar
Continuarei indefinidamente
Mas quero todas as definições
Preciso daqueles pontos finais, afinal
Não quero ser mais reticente
Desdesejo ser o último ponto de suas reticências
Serei a interrogação mais concreta de sua vida
Para que se pergunte sempre
O que somos definitivamente
E que se responda todas as vezes
Que somos perfeitos
Feitos um para o outro
4.8.05
Amplidão
Concede a graça do início dos tempos
Planta em minha natureza pura sua pureza
Infinita e simples como este que respiro
Ar denso, intenso e precioso
Indispensável como minha vontade
Ser despretensioso é no mínimo hipócrita
Não há aquele que nada pretende
Pois até tentar não querer
Já é uma enorme tentativa
Negar o tudo é infame e grandioso ato
Das variáveis que se apresentam
Algumas são importantes
O caminho em si
Transmutado e revestido por coragens e medos
Deriva de quesitos ainda maiores
Mire o ímpeto e repare
Tudo que te move lhe comove
Faz seu olhar queimar
Seu corpo arde e a paralisia incomoda
Inexplicavelmente pulamos abismo acima
Deixar o corpo cair simplesmente é fácil
Qualquer um tem descontrole sobre o corpo
Basta abrir mão das dificuldades
Embrenhando-se no marasmo do destino
Sempre calado, falso: cadafalso
Onde a humanidade se esvai
Buraco iluminado, atrativo
Convite quase irrecusável
Sedução constante, beirando o paraíso
Cheiro cru e instigante dos anjos
Abra a mente para a clareza dos fatos
Quanto mais alto o despenhadeiro
Mais fundo estaremos ao chegar lá em baixo
Gradação de solidão, tristeza, frio
Quanto menor seu espaço, maior o vazio
Almeje deparar-se com infinitas montanhas
Contemple sua magnitude
Quão indevassa é aquela estrutura
Postada a sua frente, realmente imóvel
Porém, completamente transponível
Desnecessário mover um músculo
Verter uma gota sequer de suor
Mudez completa, ausência de grunhidos
Inamovibilidade delirante
Basta querer
O mundo transforma-se no tabuleiro perfeito
O mestre do jogo imbuiu-se da arte de jogar
Admitiu a possível derrota
Conseguindo o que faltava para a fatídica vitória
Agora é preciso e precioso vencer
Não somos mais deuses
Tampouco vermes demoníacos incapazes
Apenas e completamente humanos
Que sentem na carne cada lança, cada lance
Geradores das atitudes mais lindas e perfeitas
Os seres celestiais mais belos e complexos
São reflexo de nossas atitudes
Enumere uma só exclusiva destes seres
E torne-se o único a conhecê-la
Pois ninguém é capaz dos atos que proferimos
Abra mão das tradições, dos costumes, dos ditames
Destrua todos os dogmas, leis e superstições
Corrompa o medo mais profundo de sua alma
Prostitua sua certeza mais decente
Adolesça a velhice de ser criança
Afie o instinto que lateja em suas entranhas vermelhas
Aguce o tino de seu faro que pulsa em músculos fortes
Contraia ao máximo cada pensamento de desistência
Decante a dor na leveza de suas lágrimas
Torne-se filtro daquilo que realmente merece
Suba cada vez mais alto e livre
Use toda força de suas pernas
Infle estes pulmões de energia
Pra poder berrar a todos os ventos ao chegar:
Consegui, pois quis estar neste lugar
Repare as mãos doídas e cortadas
Fixe-se nesta imagem absurda e completa
Lembre para o resto de sua vida
Que elas são apenas extremidades
De um ser capaz, pleno em vontade
Aprenda que seu momento do agora
Este mesmo, crível e verossímil
É somente a tangibilidade da imensidão que carregamos
Da vastidão chamada experiência
Que de tão grande, só se mostra em partes
Pedaços indissociáveis e indissolúveis
Do conjunto grandioso e harmônico que somos
Presente único e inigualável
Continente de amor e fé
Acredite-se, pois no mínimo, somos aquilo que é
Planta em minha natureza pura sua pureza
Infinita e simples como este que respiro
Ar denso, intenso e precioso
Indispensável como minha vontade
Ser despretensioso é no mínimo hipócrita
Não há aquele que nada pretende
Pois até tentar não querer
Já é uma enorme tentativa
Negar o tudo é infame e grandioso ato
Das variáveis que se apresentam
Algumas são importantes
O caminho em si
Transmutado e revestido por coragens e medos
Deriva de quesitos ainda maiores
Mire o ímpeto e repare
Tudo que te move lhe comove
Faz seu olhar queimar
Seu corpo arde e a paralisia incomoda
Inexplicavelmente pulamos abismo acima
Deixar o corpo cair simplesmente é fácil
Qualquer um tem descontrole sobre o corpo
Basta abrir mão das dificuldades
Embrenhando-se no marasmo do destino
Sempre calado, falso: cadafalso
Onde a humanidade se esvai
Buraco iluminado, atrativo
Convite quase irrecusável
Sedução constante, beirando o paraíso
Cheiro cru e instigante dos anjos
Abra a mente para a clareza dos fatos
Quanto mais alto o despenhadeiro
Mais fundo estaremos ao chegar lá em baixo
Gradação de solidão, tristeza, frio
Quanto menor seu espaço, maior o vazio
Almeje deparar-se com infinitas montanhas
Contemple sua magnitude
Quão indevassa é aquela estrutura
Postada a sua frente, realmente imóvel
Porém, completamente transponível
Desnecessário mover um músculo
Verter uma gota sequer de suor
Mudez completa, ausência de grunhidos
Inamovibilidade delirante
Basta querer
O mundo transforma-se no tabuleiro perfeito
O mestre do jogo imbuiu-se da arte de jogar
Admitiu a possível derrota
Conseguindo o que faltava para a fatídica vitória
Agora é preciso e precioso vencer
Não somos mais deuses
Tampouco vermes demoníacos incapazes
Apenas e completamente humanos
Que sentem na carne cada lança, cada lance
Geradores das atitudes mais lindas e perfeitas
Os seres celestiais mais belos e complexos
São reflexo de nossas atitudes
Enumere uma só exclusiva destes seres
E torne-se o único a conhecê-la
Pois ninguém é capaz dos atos que proferimos
Abra mão das tradições, dos costumes, dos ditames
Destrua todos os dogmas, leis e superstições
Corrompa o medo mais profundo de sua alma
Prostitua sua certeza mais decente
Adolesça a velhice de ser criança
Afie o instinto que lateja em suas entranhas vermelhas
Aguce o tino de seu faro que pulsa em músculos fortes
Contraia ao máximo cada pensamento de desistência
Decante a dor na leveza de suas lágrimas
Torne-se filtro daquilo que realmente merece
Suba cada vez mais alto e livre
Use toda força de suas pernas
Infle estes pulmões de energia
Pra poder berrar a todos os ventos ao chegar:
Consegui, pois quis estar neste lugar
Repare as mãos doídas e cortadas
Fixe-se nesta imagem absurda e completa
Lembre para o resto de sua vida
Que elas são apenas extremidades
De um ser capaz, pleno em vontade
Aprenda que seu momento do agora
Este mesmo, crível e verossímil
É somente a tangibilidade da imensidão que carregamos
Da vastidão chamada experiência
Que de tão grande, só se mostra em partes
Pedaços indissociáveis e indissolúveis
Do conjunto grandioso e harmônico que somos
Presente único e inigualável
Continente de amor e fé
Acredite-se, pois no mínimo, somos aquilo que é
2.8.05
29.7.05
Ao Amigo
Há algum tempo
Resolvi que as letras fariam um bem
Arrancando das profundezas
Mágoas e tristezas enormes
Estava absolutamente errado
Fariam muito mais
Mostrariam realidade
Um ser que residiu sempre em mim
Que esperava a linguagem certa de pedir
A liberdade arrebatadora e simples
Encontrei a forma da minha matéria
Descobri que somos muitos
Que existem outros, ainda bem
Do mesmo teor e quilate
Sim, somos diferentes e melhores
Acredite na força que propagamos
Levamos sentimento em coisas mortas
Palavras não são nada sem nossas vidas
Deixam de ser simples através de nossos conteúdos
Signos de nosso significado
Afinidades são construídas neste nicho ao qual pertencemos
Atitudes de respeito, admiração, deslumbramento
Deparo-me por vezes com perfeições estruturais
Outras, derreto-me diante a desregrada entrega total
Transparente que são as palavras
Existe um lugar destes que mexeu comigo
O primeiro contato foi bem no início da minha jornada
Caminhava buscando silencio próprio
Para que não se assustassem comigo
Por muito fui mesmo solitário
Não tive coragem de expressar-me
A beleza do local arrebatou
As figuras, as letras, as idéias
Tomaram conta de minha calma
Condensaram meu querer em grandiosas nuvens
Constantemente retorno a este local
O fundo cinza chumbo remete a chuva que vem
As letras, em branco, gotas que nos molham
Nós, comentando, trovões, trovejando
As fotos, destino entre a imensidão das águas
Espero que tenha acertado outra vez
Pois gostaria de retribuir realmente
Por ser tempestade constante
De coisa tão sua
Fazer parte de seu Dias de Chuva
Resolvi que as letras fariam um bem
Arrancando das profundezas
Mágoas e tristezas enormes
Estava absolutamente errado
Fariam muito mais
Mostrariam realidade
Um ser que residiu sempre em mim
Que esperava a linguagem certa de pedir
A liberdade arrebatadora e simples
Encontrei a forma da minha matéria
Descobri que somos muitos
Que existem outros, ainda bem
Do mesmo teor e quilate
Sim, somos diferentes e melhores
Acredite na força que propagamos
Levamos sentimento em coisas mortas
Palavras não são nada sem nossas vidas
Deixam de ser simples através de nossos conteúdos
Signos de nosso significado
Afinidades são construídas neste nicho ao qual pertencemos
Atitudes de respeito, admiração, deslumbramento
Deparo-me por vezes com perfeições estruturais
Outras, derreto-me diante a desregrada entrega total
Transparente que são as palavras
Existe um lugar destes que mexeu comigo
O primeiro contato foi bem no início da minha jornada
Caminhava buscando silencio próprio
Para que não se assustassem comigo
Por muito fui mesmo solitário
Não tive coragem de expressar-me
A beleza do local arrebatou
As figuras, as letras, as idéias
Tomaram conta de minha calma
Condensaram meu querer em grandiosas nuvens
Constantemente retorno a este local
O fundo cinza chumbo remete a chuva que vem
As letras, em branco, gotas que nos molham
Nós, comentando, trovões, trovejando
As fotos, destino entre a imensidão das águas
Espero que tenha acertado outra vez
Pois gostaria de retribuir realmente
Por ser tempestade constante
De coisa tão sua
Fazer parte de seu Dias de Chuva
27.7.05
21.7.05
Convívio
Há horas em que a vontade é arrebentar tudo
Destruir todas as fragilidades próprias
Fazer sucumbirem as defesas mais imponentes
Subjugar a prepotência alheia esmagadoramente
Esmigalhar qualquer atitude de resistência
A facilidade de agir inconsequentemente é deliciosa
Devastar, humilhar, espezinhar é fácil e natural
Tornar a paz um bem inalcançável, distante; errante
Exercício de ignorância plena, intensa, bestial
Tempo onde nem o mais celestial dos anjos reza
Por não ter sossego
Preocupado com a manutenção de sua vida
Retira as asas que agora pesam
Levanta os joelhos da calmaria segura e firme do solo
Exercitando o equilíbrio sobre pés frágeis, finos: franzinos
Como é densa a carne que levamos
O prazer proporcionado equivale à dor que ela suporta
Cada golpe, cada bofetada, cada espinho
O sorriso, o carinho, nosso vinho
Sentimos na vida o que passamos
Exacerba a concretude imediata e física
Infernalmente, nascemos sabendo
Invertidamente, uma analogia errada
Pois nem sempre o que dói é ruim ou mau
Afastamo-nos do instinto primário e salvador
Deixamos de ser animais e nos animalizamos
Absorvemos a sutileza da vida em comum
Tornando-nos sarcásticos, cáusticos, ácidos
Enchemo-nos de preconceitos
Convertendo-nos em enormes vazios
Cheios de nada até as grimpas
Envaidecidos por sermos apenas diferentes
Quando deveríamos ter nojo do que nos tornamos
Meros repetidores, receptores
Temos a obrigação de ser condutores
Convertendo a inimizade em entendimento
Levando a diante desejo de vida
Contrariando ensejos de alheia morte
Espalhar pensamentos de puro querer
Mas isso é diferente, incomum: perigoso
Imperceptível este desapegado
O quase santo que ama e peca
Com nome comum e simples
Perambulando entre os normais mortais
Sejamos nós, este pilar exemplificante
Traga para o seio de suas responsabilidades
Ser autor de lindos atos
Tão importantes quanto vulgares
Intente sua repetição aleatória e constante
Ensine como reproduzi-lo em série
Continue querendo destruir tudo de podre
Nefasto, vil, obtuso, abjeto
Mesquinho, pequeno, incorreto
Prime pela perfeição da eterna tentativa
Podemos ser melhores a cada instante
Irá sangrar e doer certamente
Perderemos carne e ganharemos alma
Trocaremos a ansiedade pela inexorável calma
Porém, sentiremos menos pavor
Deflagraremos um antes perdido mistério
Destilando amor do ódio
No aprendizado pelo bem frente à dor
Pois existe o retalho do frio
Mesmo sob intenso calor
Levemos a felicidade mais a sério
Pois somos muito a fazer
Por nos próprios, por quem merecer
Pelas mãos estendidas pelo caminho
Através de punhos cerrados a combater
Pelo prazer da arte que é conviver
Destruir todas as fragilidades próprias
Fazer sucumbirem as defesas mais imponentes
Subjugar a prepotência alheia esmagadoramente
Esmigalhar qualquer atitude de resistência
A facilidade de agir inconsequentemente é deliciosa
Devastar, humilhar, espezinhar é fácil e natural
Tornar a paz um bem inalcançável, distante; errante
Exercício de ignorância plena, intensa, bestial
Tempo onde nem o mais celestial dos anjos reza
Por não ter sossego
Preocupado com a manutenção de sua vida
Retira as asas que agora pesam
Levanta os joelhos da calmaria segura e firme do solo
Exercitando o equilíbrio sobre pés frágeis, finos: franzinos
Como é densa a carne que levamos
O prazer proporcionado equivale à dor que ela suporta
Cada golpe, cada bofetada, cada espinho
O sorriso, o carinho, nosso vinho
Sentimos na vida o que passamos
Exacerba a concretude imediata e física
Infernalmente, nascemos sabendo
Invertidamente, uma analogia errada
Pois nem sempre o que dói é ruim ou mau
Afastamo-nos do instinto primário e salvador
Deixamos de ser animais e nos animalizamos
Absorvemos a sutileza da vida em comum
Tornando-nos sarcásticos, cáusticos, ácidos
Enchemo-nos de preconceitos
Convertendo-nos em enormes vazios
Cheios de nada até as grimpas
Envaidecidos por sermos apenas diferentes
Quando deveríamos ter nojo do que nos tornamos
Meros repetidores, receptores
Temos a obrigação de ser condutores
Convertendo a inimizade em entendimento
Levando a diante desejo de vida
Contrariando ensejos de alheia morte
Espalhar pensamentos de puro querer
Mas isso é diferente, incomum: perigoso
Imperceptível este desapegado
O quase santo que ama e peca
Com nome comum e simples
Perambulando entre os normais mortais
Sejamos nós, este pilar exemplificante
Traga para o seio de suas responsabilidades
Ser autor de lindos atos
Tão importantes quanto vulgares
Intente sua repetição aleatória e constante
Ensine como reproduzi-lo em série
Continue querendo destruir tudo de podre
Nefasto, vil, obtuso, abjeto
Mesquinho, pequeno, incorreto
Prime pela perfeição da eterna tentativa
Podemos ser melhores a cada instante
Irá sangrar e doer certamente
Perderemos carne e ganharemos alma
Trocaremos a ansiedade pela inexorável calma
Porém, sentiremos menos pavor
Deflagraremos um antes perdido mistério
Destilando amor do ódio
No aprendizado pelo bem frente à dor
Pois existe o retalho do frio
Mesmo sob intenso calor
Levemos a felicidade mais a sério
Pois somos muito a fazer
Por nos próprios, por quem merecer
Pelas mãos estendidas pelo caminho
Através de punhos cerrados a combater
Pelo prazer da arte que é conviver
15.7.05
Exposto
Espero alguém que finalmente chegue
Atravesso horas que gostaria que terminassem
Queria dias que em noite acabassem
Sem se arrastar pela madrugada replicante
Que nasce, floresce e renasce a cada dia
Gostaria de poder ligar para certo telefone
Escutar um alo despreocupado e sossegado
Com tempo livre e liberado
Sem espios ou olhares preocupados
Poder dizer: estou indo te buscar
Passear pela calçada de uma orla qualquer
De mãos dadas, dedos entrelaçados e calmos
Corpos que se mostram a quem quiser ver
Sem o tremular nervoso de quem não deve ser visto
Escancarar o que se sente livremente
Poder tomar um banho demorado
Para matar o tempo gostoso da espera
Manter-me sempre lindo e limpo
Por dentro, internamente; eternamente
Pois não sei quando irá chegar
Escolher aquela roupa que me deu
O perfume que seu olfato adora
Temperar a pele com o suor que sua língua aprecia
Esquentar o corpo para deixar a pele macia
Acariciar-te nua com o peso de meu corpo
Que não cansa de querer seu desejo
Cego à sua beleza
Justo por isso incansável
Em percorrer seus detalhes com meus dedos
Na proeza de saber cada seu detalhe
Configurando sua visão celestial e plena
Invasora sutil e permitida de minha esperança
Contraditória coma a derrota da vitória
Triste como a alegria fútil da volátil glória
De sermos juntos e sem constancia
Aspiro por sua permanência
Que não implica ser ininterrupta
Mas que carece em ser perene
Resistente ao mero até amanhã
Impávida aos domingos de lua que me atormentam a alma
Levando meu sossego num simples sopro
No brandir das folhas ao sabor do vento
Caindo ao menor esforço
Como se meus esforços fossem brotos
Tortos, rotos; incapazes perante seu outono
Que acinzenta minhas primaveras inférteis
Carente das águas neste verão seco
Desembocando num rio de inverno congelado
Atrofiado pelo gelo pirotécnico de meus alardes
Mudos, surdos, cegos, mas não covardes
Ainda ando por passos firmes
Joelhos justos e pernas fortes
Toco ao chão com aqueles por muitas vezes
A cabeça mira nuvens, condensando sorte
Esperando a bonança graciosa que me pertence
Corpo molhado, tempo ilhado
A terra faz-se lama e procura meus poros
Entra por fendas e feridas de pés descalços
Encontrando o calor na carne exposta das minhas frieiras
Portais sinalizadores do tempo de estrada
Tenho resistência para muito mais
Na mochila chamada paciência
Há uma carga indispensável
Aquilo que separa teimosia da perseverança
Toneladas essenciais de entendimento
Estive um dia do outro lado
Fui açoitado como escravo vadio
Minhas costas, largas e fortes
Devoradas pela sanha de um senhor impiedoso
O medo neutraliza a capacidade de sonhar
Escurece o brilho das pequenas e importantes coisas
Leva as asas que nos fazem voltar ao chão
E como balões vagamos sem destino, sem tino; desatino
Entregamos a vida ao reles contento do destino
Variável e desagradável em sua inutilidade
Fiz valer meu livre arbítrio
Decidi que suportaria errar
Compreendi que gostaria e seria humilde ao acertar
Polindo o orgulho com a delicadeza dos restauradores
Trazendo cor e forma a arte de ser meu próprio dono
Ser obra de minha matéria
Insumo de meu básico
História de minha lembrança
Saudade do sentir amor
Ser palavra de sua rima
Atravesso horas que gostaria que terminassem
Queria dias que em noite acabassem
Sem se arrastar pela madrugada replicante
Que nasce, floresce e renasce a cada dia
Gostaria de poder ligar para certo telefone
Escutar um alo despreocupado e sossegado
Com tempo livre e liberado
Sem espios ou olhares preocupados
Poder dizer: estou indo te buscar
Passear pela calçada de uma orla qualquer
De mãos dadas, dedos entrelaçados e calmos
Corpos que se mostram a quem quiser ver
Sem o tremular nervoso de quem não deve ser visto
Escancarar o que se sente livremente
Poder tomar um banho demorado
Para matar o tempo gostoso da espera
Manter-me sempre lindo e limpo
Por dentro, internamente; eternamente
Pois não sei quando irá chegar
Escolher aquela roupa que me deu
O perfume que seu olfato adora
Temperar a pele com o suor que sua língua aprecia
Esquentar o corpo para deixar a pele macia
Acariciar-te nua com o peso de meu corpo
Que não cansa de querer seu desejo
Cego à sua beleza
Justo por isso incansável
Em percorrer seus detalhes com meus dedos
Na proeza de saber cada seu detalhe
Configurando sua visão celestial e plena
Invasora sutil e permitida de minha esperança
Contraditória coma a derrota da vitória
Triste como a alegria fútil da volátil glória
De sermos juntos e sem constancia
Aspiro por sua permanência
Que não implica ser ininterrupta
Mas que carece em ser perene
Resistente ao mero até amanhã
Impávida aos domingos de lua que me atormentam a alma
Levando meu sossego num simples sopro
No brandir das folhas ao sabor do vento
Caindo ao menor esforço
Como se meus esforços fossem brotos
Tortos, rotos; incapazes perante seu outono
Que acinzenta minhas primaveras inférteis
Carente das águas neste verão seco
Desembocando num rio de inverno congelado
Atrofiado pelo gelo pirotécnico de meus alardes
Mudos, surdos, cegos, mas não covardes
Ainda ando por passos firmes
Joelhos justos e pernas fortes
Toco ao chão com aqueles por muitas vezes
A cabeça mira nuvens, condensando sorte
Esperando a bonança graciosa que me pertence
Corpo molhado, tempo ilhado
A terra faz-se lama e procura meus poros
Entra por fendas e feridas de pés descalços
Encontrando o calor na carne exposta das minhas frieiras
Portais sinalizadores do tempo de estrada
Tenho resistência para muito mais
Na mochila chamada paciência
Há uma carga indispensável
Aquilo que separa teimosia da perseverança
Toneladas essenciais de entendimento
Estive um dia do outro lado
Fui açoitado como escravo vadio
Minhas costas, largas e fortes
Devoradas pela sanha de um senhor impiedoso
O medo neutraliza a capacidade de sonhar
Escurece o brilho das pequenas e importantes coisas
Leva as asas que nos fazem voltar ao chão
E como balões vagamos sem destino, sem tino; desatino
Entregamos a vida ao reles contento do destino
Variável e desagradável em sua inutilidade
Fiz valer meu livre arbítrio
Decidi que suportaria errar
Compreendi que gostaria e seria humilde ao acertar
Polindo o orgulho com a delicadeza dos restauradores
Trazendo cor e forma a arte de ser meu próprio dono
Ser obra de minha matéria
Insumo de meu básico
História de minha lembrança
Saudade do sentir amor
Ser palavra de sua rima
11.7.05
Refletindo
Duvido realmente se todos têm noção do que fazem
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram
Ignoro se tem certeza sobre o que querem
Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima
Continuam porém exercendo caridade
Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis
Filosofia própria que revolucionaria o mundo
Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego
Fazem mesmo por puro contentamento alheio?
Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém
Dou forma à argila da verdade em comunhão
Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha
Ser o diferente que você conhece
Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido
No exato tempo para ser querido
Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível
Deixe-me ser imprescindível
Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor
Esquecimento vivo de suas lembranças mortas
Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem
Que eu seja sua ferramenta
Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins
Ser caminho de suas pegadas
Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos
Mas a vida não seria a sua
Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza
Ainda assim, intrínseco e indisponível
Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita
Palpável e alcançável pela aproximação do tentar
Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:
Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos
Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio
Percebemos que continuamos
Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais
Pedindo ou aceitando ajuda
Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar
Não esqueçamos que viemos tentar
Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito
Preciso de ajuda, posso ajudar?
Através das palavras, das atitudes
Dos conselhos que proferem e proliferam
Das virtudes cambetas que tanto veneram
Ignoro se tem certeza sobre o que querem
Tanta diferença pelo caminho
O movimento da boca é totalmente disforme
A compensação do corpo não combina
O equilíbrio ínfimo sequer rima
Continuam porém exercendo caridade
Como se estivesse tudo correto
Parecendo que o mundo ao redor errasse sempre
Como se precisasse do detalhe salvador
Do toque edificante contido em seus ideais inalcançáveis
Filosofia própria que revolucionaria o mundo
Continuo irritado quanto a sua necessidade
Desconheço o limite da bondade descomprometida
Onde ela esbarra na troca
Quando ela mostra-se um gesto de desapego
Fazem mesmo por puro contentamento alheio?
Cada vez que me pergunto
Respondo mais e sempre por mim
Egoísta e míope
Não miro ou almejo soluções para ninguém
Dou forma à argila da verdade em comunhão
Quero as impressões digitais das nossas ajudas
Simbiose dos impérios de entendimento
Aprender em conjunto
Tocando a pele do desconhecido para saber diferenciar da minha
Ser o diferente que você conhece
Preciso da permissão solene de seu desejo
Para simplesmente ficar perto
Ou longe o suficiente
Para ser percebido
No exato tempo para ser querido
Que eu seja rude o suficiente
Sutil o necessário
Eloqüente o quanto possível
Silencioso como sensível
Deixe-me ser imprescindível
Carinho de seu afago
Pele do seu toque
Calor da sua carne
Saudade do seu amor
Esquecimento vivo de suas lembranças mortas
Faz de mim extensão de seu querer
Use com toda vontade e necessidade
De utilidade a esta vida que deve ir além
Disponha da força que você não tem
Que eu seja sua ferramenta
Porém, venha de você a força
O ímpeto, o impulso: a confiança
Imagine o prazer imensurável
De ser meio dos seus fins
Ser caminho de suas pegadas
Seria até fácil colocar-te no colo
Pedir licença às dificuldades
Saltar pedras e descaminhos
Facilitar o encontro com seus sonhos
Mas a vida não seria a sua
Estaria invadindo um local santo
Altar impenetrável e inalienável
Indisponível pela própria natureza
Exposto a qualquer reles incerteza
Ainda assim, intrínseco e indisponível
Seu querer é impenetrável
União indissolúvel daquilo que se sabe com o que se sente
Aquela impressão de poder absoluto
Potencialidade de conquistas infinita
Palpável e alcançável pela aproximação do tentar
Que pode ser e,por vezes muitas, será
Dolorido, torturante e lacerante
Deixando marcas e certos sorrisos
E uma certeza aterradora:
Somos mais capazes, fortes e vorazes que imaginávamos
Desde o último golpe que levamos
Do lamento que deixamos escapar
Da última dor pensada impossível de aturar
Daquele derradeiro suspiro da desistência que não veio
Percebemos que continuamos
Transpondo os perigos e problemas do dia-a-dia
Buscando, até inconscientemente, desafios maiores
Alguns grandes demais para nossas forças
Justamente nestes ganhamos mais
Pedindo ou aceitando ajuda
Que se obtém e mantém baseada na confiança
Estendendo-se pela esperança
Assegurada por nada
Pois nada garante que ela irá funcionar
Não esqueçamos que viemos tentar
Cada um a seu modo
De seu único e exclusivo jeito
Sem pretensão de ser a verdade
Isento da empáfia de ser perfeito
Preciso de ajuda, posso ajudar?
8.7.05
Viés
Perceba o detalhe:
Amar não é querer que você seja minha
É me permitir ser completamente seu
Me leva pra você!
Amar não é querer que você seja minha
É me permitir ser completamente seu
Me leva pra você!
5.7.05
Expurgo
Quando o silêncio invadir sua essência
Expulsa-o como se faz com as coisas desnecessárias
As ruins, embora desta natureza, acontecem
E demônios, devemos tê-los
Sob domínio e eterna vigilância
Que fiquem os outros surdos
Frente às súplicas e pedidos de perdão
Quero prover o mundo com minhas bondades
Ser excessivamente mal com minhas maldades
Transformar todas as mentiras verdadeiras em falsa inverdade
Possua seu opressor pelo âmago
Invada seu estomago moral
Faça-o passar mal, marear, vomitar
Torne-se o mais repugnante possível
Para que ele odeie olhar na sua face linda
Sentindo pregos penetrando seus ouvidos
Urrando surdamente quando perceber
O sussurro de seu nome santo
Soletrado pela boca imaculada de uma criança
Alienada do valor e força que tem a palavra
Exume do seu manto chamado pele
O ranço vil e podre do tempo perdido
Deixe para trás o passado que já não se desfaz
Perfumado da carnificina que se realizou
Morremos sempre a cada presente que se desnuda
Quantos defuntos de nós próprios deixamos sem farol
Que lhes iluminasse o tortuoso caminho de regresso
Rumo a lugar algum, incerto, incesto
Enamorado com a intima filha
Do caso entre vida e Tempo nasce a morte
É nossa vivência que dispomos quando erramos
Tolos e incompreensíveis
Extirpamos a única coisa que temos
Querendo justificar uma crença infame
Achando que o amor nos salvará
Falácia escandalosa
As premissas se unem e nos levam a uma ação
Praticada por nós, sujeitos
Metendo os pés pelo coração
Prevalecentes do nada pela razão
Tudo é puro detrimento, ilusão, divertimento
Dor consome sorridente
Cresce como fogo em vento
Não há o menor contento
Mas existe a compensação inútil de um momento
Sabemos, temos certeza: queremos muito mais
Merecemos a eternidade que a volatilidade nos traz
Incapazes de enxergar o próximo passo
Aprazamo-nos com migalhas
Tornamo-nos magros, fracos, derrotados
O outro, diabo, parece rir de nossa cara
Ali, desesperados, despreparados, desalmados, ajoelhados
Regurgitamos farpas de sutileza
Tentando mostrar uma beleza sumida a muito
Endeusando coisa que já fomos
Deveríamos nesta hora abrupta
Parar, pensar e parar
Se aspiramos o forte, belo e potente
Não seremos objetos do amar
Quando refeitos no reverso de nosso buscar
Insistimos, vadios e doentes em transferir
Imputamos ao outro aquilo que sonhamos e somos
Por pura falta de coragem
Pela gigantesca e reprovável insistente covardia
Pela vergonha em ser simplesmente melhor
Sejamos aquele que suscita desejo
Responsáveis pela felicidade alheia
Epicentro vivo e mutante dos delírios externos
Confiantes, confiáveis e apaixonantes
Donos da própria vida, imbuídos de vontade
Auto-estima estratosférica
Confiança inabalável
Atitude incontestável
Sentimento imensurável
Leveza de um soprar de velas
Que escurece o ambiente quando se apagam
Igualando todos os presentes
Na escuridão da mesmice somos idênticos
Nem a diferença é diferente
Graças ao amor cego, verdadeiro, que apenas sente
Expulsa-o como se faz com as coisas desnecessárias
As ruins, embora desta natureza, acontecem
E demônios, devemos tê-los
Sob domínio e eterna vigilância
Que fiquem os outros surdos
Frente às súplicas e pedidos de perdão
Quero prover o mundo com minhas bondades
Ser excessivamente mal com minhas maldades
Transformar todas as mentiras verdadeiras em falsa inverdade
Possua seu opressor pelo âmago
Invada seu estomago moral
Faça-o passar mal, marear, vomitar
Torne-se o mais repugnante possível
Para que ele odeie olhar na sua face linda
Sentindo pregos penetrando seus ouvidos
Urrando surdamente quando perceber
O sussurro de seu nome santo
Soletrado pela boca imaculada de uma criança
Alienada do valor e força que tem a palavra
Exume do seu manto chamado pele
O ranço vil e podre do tempo perdido
Deixe para trás o passado que já não se desfaz
Perfumado da carnificina que se realizou
Morremos sempre a cada presente que se desnuda
Quantos defuntos de nós próprios deixamos sem farol
Que lhes iluminasse o tortuoso caminho de regresso
Rumo a lugar algum, incerto, incesto
Enamorado com a intima filha
Do caso entre vida e Tempo nasce a morte
É nossa vivência que dispomos quando erramos
Tolos e incompreensíveis
Extirpamos a única coisa que temos
Querendo justificar uma crença infame
Achando que o amor nos salvará
Falácia escandalosa
As premissas se unem e nos levam a uma ação
Praticada por nós, sujeitos
Metendo os pés pelo coração
Prevalecentes do nada pela razão
Tudo é puro detrimento, ilusão, divertimento
Dor consome sorridente
Cresce como fogo em vento
Não há o menor contento
Mas existe a compensação inútil de um momento
Sabemos, temos certeza: queremos muito mais
Merecemos a eternidade que a volatilidade nos traz
Incapazes de enxergar o próximo passo
Aprazamo-nos com migalhas
Tornamo-nos magros, fracos, derrotados
O outro, diabo, parece rir de nossa cara
Ali, desesperados, despreparados, desalmados, ajoelhados
Regurgitamos farpas de sutileza
Tentando mostrar uma beleza sumida a muito
Endeusando coisa que já fomos
Deveríamos nesta hora abrupta
Parar, pensar e parar
Se aspiramos o forte, belo e potente
Não seremos objetos do amar
Quando refeitos no reverso de nosso buscar
Insistimos, vadios e doentes em transferir
Imputamos ao outro aquilo que sonhamos e somos
Por pura falta de coragem
Pela gigantesca e reprovável insistente covardia
Pela vergonha em ser simplesmente melhor
Sejamos aquele que suscita desejo
Responsáveis pela felicidade alheia
Epicentro vivo e mutante dos delírios externos
Confiantes, confiáveis e apaixonantes
Donos da própria vida, imbuídos de vontade
Auto-estima estratosférica
Confiança inabalável
Atitude incontestável
Sentimento imensurável
Leveza de um soprar de velas
Que escurece o ambiente quando se apagam
Igualando todos os presentes
Na escuridão da mesmice somos idênticos
Nem a diferença é diferente
Graças ao amor cego, verdadeiro, que apenas sente
28.6.05
Pedinte
Por favor, não me escoltem ainda
Preciso e quero terminar muitas coisas
Devo e posso começar infinitas algumas
Necessito permanecer na imperfeição da minha vida
Para que eu viva tentando acertar sempre
Redesmontando velhas e novas indescobertas
Fazendo valer a pena cada segundo que se ganha
Quando não perdemos tempo planejando sonhos
Gastando momentos grandiosos construindo objetivos
Sendo aquilo que não temos e ainda assim dispormos dele
Absorver toda a intensidade perdida
Nas coisas que se pode conter
Conhecer a noção de limite
Residente em cada impossível que se apresenta
Parar o tudo e começar a fazer o nada
Este contrário vazio incontável e imensurável
Oposto do que o existente pode ser
Intrigantemente denotativo de ausência
Faz-se insuportável quando é tudo que se tem
Deixem que eu erre mais e incessantemente
Que seja desculpa pra minha permanência
Motivo da falta de ausência
Se olharmos com eficiência
Repararemos que difere e muito de presença
Relação estreita com o verbo querer
Estar tátil, concreto é muito simples, direto
Qualidade inerente também ao objeto
Inanimado e sem vontade
Escravo de anseio alheio
Entregue a todo tolo ato de quantidade
Desprezo ser mais um
Sou o querer ser eu
Único e indescritível
Simples e não simplório; indefinível
Manter-me o seu que meu eu lhe deu
Amar a incogitabilidade de estar distante
Gostar do que sinto quando lhe sinto a cada instante
Normal, comum e natural
Porém indispensável, insubstituível e importante
Personificar o seu daqui por diante
Mendigo da própria vida atemporal e aviltante
Peço esmolas em esquinas errantes, berrantes, inconstantes
Desprovidas do encontro de duas ruas
Que se cruzam feito almas nuas, cruas, ofegantes
Escandalosamente desavergonhadas e delirantes
Pois minha carne não agrada
Minhas roupas desmentem a intenção residente
O coração que apaixonado chama
É o mesmo que chora apavorado
Sobre o colchão de mágoas e um frio cortante de estrelas
Brilhantes, cintilantes, instigantes
Não passam disso
Espelhos falaciosos de uma luz velha e distante
Como sua imagem refletida no vácuo de minha saudade
Lembrança intrapessoal de universos inconquistáveis
Farrapo maltrapilho envolvido em trapos
Cabelo desgrenhado, sujo, ensebado
Pés no asfalto olhar no alto
Unhas grades por único motivo
Extensões de mim buscando você
Qualquer coisa que aproxime
Sombras doces que iluminem
Dois olhos perdulários e inquietos
Estaticamente ágeis a ver
Mais um milagre acontecer
Recebo mais um milagre
Retiro as mãos dos bolsos da esperança
Acordo outro dia em minha boca
Pego carona na carruagem mágica da verdade
O desperdício é vicio do excesso
Quero que tudo em minha vida exacerbe
Frutificando abundantemente
Para que eu saiba doar de bom grado
Toda vez que a vida desfavorecer
Lembrar do tempo em que estive sentado
Olhando para cima
Mãos espalmadas
Suplicando humilde a possibilidade da sua vontade
De mais um dia ao menos
Nem que fosse pra sentir saudade
Preciso e quero terminar muitas coisas
Devo e posso começar infinitas algumas
Necessito permanecer na imperfeição da minha vida
Para que eu viva tentando acertar sempre
Redesmontando velhas e novas indescobertas
Fazendo valer a pena cada segundo que se ganha
Quando não perdemos tempo planejando sonhos
Gastando momentos grandiosos construindo objetivos
Sendo aquilo que não temos e ainda assim dispormos dele
Absorver toda a intensidade perdida
Nas coisas que se pode conter
Conhecer a noção de limite
Residente em cada impossível que se apresenta
Parar o tudo e começar a fazer o nada
Este contrário vazio incontável e imensurável
Oposto do que o existente pode ser
Intrigantemente denotativo de ausência
Faz-se insuportável quando é tudo que se tem
Deixem que eu erre mais e incessantemente
Que seja desculpa pra minha permanência
Motivo da falta de ausência
Se olharmos com eficiência
Repararemos que difere e muito de presença
Relação estreita com o verbo querer
Estar tátil, concreto é muito simples, direto
Qualidade inerente também ao objeto
Inanimado e sem vontade
Escravo de anseio alheio
Entregue a todo tolo ato de quantidade
Desprezo ser mais um
Sou o querer ser eu
Único e indescritível
Simples e não simplório; indefinível
Manter-me o seu que meu eu lhe deu
Amar a incogitabilidade de estar distante
Gostar do que sinto quando lhe sinto a cada instante
Normal, comum e natural
Porém indispensável, insubstituível e importante
Personificar o seu daqui por diante
Mendigo da própria vida atemporal e aviltante
Peço esmolas em esquinas errantes, berrantes, inconstantes
Desprovidas do encontro de duas ruas
Que se cruzam feito almas nuas, cruas, ofegantes
Escandalosamente desavergonhadas e delirantes
Pois minha carne não agrada
Minhas roupas desmentem a intenção residente
O coração que apaixonado chama
É o mesmo que chora apavorado
Sobre o colchão de mágoas e um frio cortante de estrelas
Brilhantes, cintilantes, instigantes
Não passam disso
Espelhos falaciosos de uma luz velha e distante
Como sua imagem refletida no vácuo de minha saudade
Lembrança intrapessoal de universos inconquistáveis
Farrapo maltrapilho envolvido em trapos
Cabelo desgrenhado, sujo, ensebado
Pés no asfalto olhar no alto
Unhas grades por único motivo
Extensões de mim buscando você
Qualquer coisa que aproxime
Sombras doces que iluminem
Dois olhos perdulários e inquietos
Estaticamente ágeis a ver
Mais um milagre acontecer
Recebo mais um milagre
Retiro as mãos dos bolsos da esperança
Acordo outro dia em minha boca
Pego carona na carruagem mágica da verdade
O desperdício é vicio do excesso
Quero que tudo em minha vida exacerbe
Frutificando abundantemente
Para que eu saiba doar de bom grado
Toda vez que a vida desfavorecer
Lembrar do tempo em que estive sentado
Olhando para cima
Mãos espalmadas
Suplicando humilde a possibilidade da sua vontade
De mais um dia ao menos
Nem que fosse pra sentir saudade
23.6.05
Destinatário: Eu
Assusta a incapacidade de ser capaz
Teimosia de fazer de tudo para não fazer
Encostar a vida na vida alheia
Como se fosse permitido sorver a energia dos outros
Como vampiros de vontade
Sugando a seiva santa do querer
Residente em esforços que se esforçam
Em corpos que se cansam pelo cansaço justo
De terem feito tudo à exaustão
Por desejarem ir até o fim
Que não é e nem deveria ser
Um simples desfecho comum
Exacerba esta mera percepção física do ato
Fim é a certeza do novo recomeço
Aquele suspiro fundo, precioso; profundo
Como o mergulho delicioso que o sucede
Um vôo alucinante de asas abertas
Flertando com um céu de cor indescritível
Pois de olhos fechados não se teme a queda
Queremos apenas a sensação libertadora de cair
Se for num colo hábil e caridoso
Haverá conforto e aconchego
Um cheiro gostoso no pescoço
Cafuné demorado e um chamego
Despreze outra coisa
Querer as boas situações da vida não é proibido
Parece intocável, descabido
Quase um pecado oferecido
Quando felicidade é mais pertinente que a própria vida
Queira todas as coisas boas que o mundo oferecer
Sem ser promiscuo ou deliberado
Liberto sem libertinagem ; concentrado
Com cuidado, mas sem ter medo
Saber parar sem ficar paralisado
Buscando o equilíbrio satisfatório da satisfação
Extrair o máximo das pessoas e momentos
Sem, portanto ou contanto, usurpá-las
Certas vezes pedir um pouco mais, descaradamente
Em outras ser duro, sincero e com candura
Ser aquilo que todos sonham ser
Erramos quando elegemos um exemplo
Um ser divino que mora fora
Instante único que não demora
Alegria falsa que nunca chora
Achamos sempre que este outro não somos nós
Note a completa idiotice
Doar sua vontade a qualquer eleito
Que por mais bem intencionado que seja
Nunca alcançara o seu efeito
Inexiste alguém que melhor nos conheça
Sejamos domadores dos ímpetos que impulsionam
Responsáveis pelas verdades que construímos
Sujeitos das mentiras que contamos
Donos irrestritos da vida que cuidamos
Acordemos para a feroz e absurda realidade
Escondemo-nos tanto de nós mesmos
Fugimos o tempo todo deste desconhecido
Tememos incessantemente
Algo completa e absolutamente indolor
Feito palhaços vestidos de carrascos
Desperdiçando todo o preparo dispensado
Pintamos o rosto
Desenhamos sorriso
Calçamos esperança
Para depois vestirmos capuz e manto
Falsários por trás das ordens de um rei sujo
Que sequer macula suas mãos
Assépticas de suas tiranias sórdidas
Personificadas no açoite de nossas forças
Castigamos como se fossemos os próprios
Lavo meu rosto no espelho da minha vida
Enxergo um homem normal e feliz
Que tirou do carrasco o capuz
Do palhaço o nariz
Mantenho da maquiagem o sorriso que com minha alma condiz
Teimosia de fazer de tudo para não fazer
Encostar a vida na vida alheia
Como se fosse permitido sorver a energia dos outros
Como vampiros de vontade
Sugando a seiva santa do querer
Residente em esforços que se esforçam
Em corpos que se cansam pelo cansaço justo
De terem feito tudo à exaustão
Por desejarem ir até o fim
Que não é e nem deveria ser
Um simples desfecho comum
Exacerba esta mera percepção física do ato
Fim é a certeza do novo recomeço
Aquele suspiro fundo, precioso; profundo
Como o mergulho delicioso que o sucede
Um vôo alucinante de asas abertas
Flertando com um céu de cor indescritível
Pois de olhos fechados não se teme a queda
Queremos apenas a sensação libertadora de cair
Se for num colo hábil e caridoso
Haverá conforto e aconchego
Um cheiro gostoso no pescoço
Cafuné demorado e um chamego
Despreze outra coisa
Querer as boas situações da vida não é proibido
Parece intocável, descabido
Quase um pecado oferecido
Quando felicidade é mais pertinente que a própria vida
Queira todas as coisas boas que o mundo oferecer
Sem ser promiscuo ou deliberado
Liberto sem libertinagem ; concentrado
Com cuidado, mas sem ter medo
Saber parar sem ficar paralisado
Buscando o equilíbrio satisfatório da satisfação
Extrair o máximo das pessoas e momentos
Sem, portanto ou contanto, usurpá-las
Certas vezes pedir um pouco mais, descaradamente
Em outras ser duro, sincero e com candura
Ser aquilo que todos sonham ser
Erramos quando elegemos um exemplo
Um ser divino que mora fora
Instante único que não demora
Alegria falsa que nunca chora
Achamos sempre que este outro não somos nós
Note a completa idiotice
Doar sua vontade a qualquer eleito
Que por mais bem intencionado que seja
Nunca alcançara o seu efeito
Inexiste alguém que melhor nos conheça
Sejamos domadores dos ímpetos que impulsionam
Responsáveis pelas verdades que construímos
Sujeitos das mentiras que contamos
Donos irrestritos da vida que cuidamos
Acordemos para a feroz e absurda realidade
Escondemo-nos tanto de nós mesmos
Fugimos o tempo todo deste desconhecido
Tememos incessantemente
Algo completa e absolutamente indolor
Feito palhaços vestidos de carrascos
Desperdiçando todo o preparo dispensado
Pintamos o rosto
Desenhamos sorriso
Calçamos esperança
Para depois vestirmos capuz e manto
Falsários por trás das ordens de um rei sujo
Que sequer macula suas mãos
Assépticas de suas tiranias sórdidas
Personificadas no açoite de nossas forças
Castigamos como se fossemos os próprios
Lavo meu rosto no espelho da minha vida
Enxergo um homem normal e feliz
Que tirou do carrasco o capuz
Do palhaço o nariz
Mantenho da maquiagem o sorriso que com minha alma condiz
20.6.05
Olhando
O céu magnífico
Diante da minha capacidade de ser ínfimo
Contemplo a beleza do saber ser simples
Complexa maestria entre brancos, terras e tons de azul
Extasiado frente tanta perfeição
Perco tempo na maioria dele
Preocupado em estar mais
Perecer melhor
Mostrar-me sempre perceptível e sedutor
Quando deveria apenas ser
Tantos exemplos das boas atitudes
Inúmeras amostras de como não errar
Passeios completos de idas e voltas
Certeza certeira de não precisar voltar
Tudo ao alcance da sensibilidade
Realmente maravilhoso
Quando atentamos para o outro
Descoberta genial perceber
Que os outros nos ouvem atenciosamente
Se vamos além do nosso próprio universo
Tomando quem nos cerca como um complemento
Querendo dele o que nos falta
Por vezes o que, talvez, nunca teremos
Algo que não nos faz parte
Justo por esta natureza não invejaremos
Diga o quanto é admirável
Quanto bem aquilo lhe trás
Como a presença alheia satisfaz
Perfazendo o mundo que desejamos
Bem ali, ou aqui, logo após nossa ausência de ignorância
Peito exposto, amor aberto
Não queira longe; seja perto
Ente multiplicador de carinho
Colha sementes de fruto certo
Mostre-se dentro, porem liberto
Contemple o seu que te amanhece
Note a grandiosidade de cada detalhe
Particularidades de cada alma
Vontades de toda gente
Embutidas em corpos que se confundem
Propositalmente semelhantes
Para que se chegue bem mais perto
Pois só assim é possível distinguir
Os amigos, os amantes e os afetos
Desta distancia nada é como antes
A mesmice agora é diferente
Aquele que lhe é único: seu presente
Sentirá que tudo é mero nada
Quando este novo ser lhe for ausente
Anoitece nubladamente a cada despedida
Não há luas que reflitam resquícios daquele sol
Apenas o azul nigérrimo e absoluto
Cegueira inversa que penetra; um vulto
Quietude escandalosa que abafa qualquer tumulto
Alegria que na sua ausência veste luto
Sensação de morte corriqueira
Traz a vida de qualquer maneira
Próxima: coração forte
Longe; eterno corte
Ficando: gozo e sorte
Em merecer sua diferença
Dar minha presença
Negar sua ausência
Compartilhar nossa querência
Ser seu eu que te penetra
O diferente que você procura
Conhecido íntimo que não tem nome
Que junto lhe preenche
Distante lhe consome
Marca sutil que jamais some
Ao seu lado piso as terras
Venero o céu singular de brancos e tons de azul
Mas já não sou tão mínimo
Nem universo distante algum
Sou seu amor e mais nenhum
Diante da minha capacidade de ser ínfimo
Contemplo a beleza do saber ser simples
Complexa maestria entre brancos, terras e tons de azul
Extasiado frente tanta perfeição
Perco tempo na maioria dele
Preocupado em estar mais
Perecer melhor
Mostrar-me sempre perceptível e sedutor
Quando deveria apenas ser
Tantos exemplos das boas atitudes
Inúmeras amostras de como não errar
Passeios completos de idas e voltas
Certeza certeira de não precisar voltar
Tudo ao alcance da sensibilidade
Realmente maravilhoso
Quando atentamos para o outro
Descoberta genial perceber
Que os outros nos ouvem atenciosamente
Se vamos além do nosso próprio universo
Tomando quem nos cerca como um complemento
Querendo dele o que nos falta
Por vezes o que, talvez, nunca teremos
Algo que não nos faz parte
Justo por esta natureza não invejaremos
Diga o quanto é admirável
Quanto bem aquilo lhe trás
Como a presença alheia satisfaz
Perfazendo o mundo que desejamos
Bem ali, ou aqui, logo após nossa ausência de ignorância
Peito exposto, amor aberto
Não queira longe; seja perto
Ente multiplicador de carinho
Colha sementes de fruto certo
Mostre-se dentro, porem liberto
Contemple o seu que te amanhece
Note a grandiosidade de cada detalhe
Particularidades de cada alma
Vontades de toda gente
Embutidas em corpos que se confundem
Propositalmente semelhantes
Para que se chegue bem mais perto
Pois só assim é possível distinguir
Os amigos, os amantes e os afetos
Desta distancia nada é como antes
A mesmice agora é diferente
Aquele que lhe é único: seu presente
Sentirá que tudo é mero nada
Quando este novo ser lhe for ausente
Anoitece nubladamente a cada despedida
Não há luas que reflitam resquícios daquele sol
Apenas o azul nigérrimo e absoluto
Cegueira inversa que penetra; um vulto
Quietude escandalosa que abafa qualquer tumulto
Alegria que na sua ausência veste luto
Sensação de morte corriqueira
Traz a vida de qualquer maneira
Próxima: coração forte
Longe; eterno corte
Ficando: gozo e sorte
Em merecer sua diferença
Dar minha presença
Negar sua ausência
Compartilhar nossa querência
Ser seu eu que te penetra
O diferente que você procura
Conhecido íntimo que não tem nome
Que junto lhe preenche
Distante lhe consome
Marca sutil que jamais some
Ao seu lado piso as terras
Venero o céu singular de brancos e tons de azul
Mas já não sou tão mínimo
Nem universo distante algum
Sou seu amor e mais nenhum
14.6.05
Quimera
Vontade de vomitar tudo na sua cara escrota
Botar para fora a podridão que me faz carregar
Extirpar os dentes de sua boca fétida e inflamada
Escarrar toda minha doença na sua garganta
Fazer com que sinta seu amargo inútil
Pendurar de cabeça para baixo
Rodar, rodar, rodar e rodar
Esmurrar sua face idiota e babaca
Ver seu sangue escorrer pelos cabelos
Surrar até que peça arrego
Depois de disforme e dolorida
Chutar seu corpo vazio, imundo: vadio
Quebrar algumas de suas costelas magras e desprezíveis
Perfurar seu pulmão negro e moribundo
Pra que golfe napos de órgãos
Depois de reduzida a porra nenhuma
Partir suas pernas horrorosas, varizentas
Mostrar o quanto bisonha se apresenta
Levantar no colo só para ver cair de novo
Mais uma vez, e outra e uma seguida
Furar seus tímpanos asquerosos
Para impossibilitá-la de escutar
Urros de dor que estão por vir
Saiba que vai sofrer muito
Antes de morrer sangrando feito um porco
Dedos esfacelados um a um
Nunca mais tocará minha carne pura
Pisões únicos, singulares; particulares
Dor em mínimos detalhes
Sofra bastante filha da puta
Não terá chance para porra nenhuma
Sua língua desfigurada em aftas
Jaz pulsante em minha boca
Encapsulada nas frestas dos meus dentes
Afiados e fortes pra caralho
Grita agora figura purulenta
Saltite feito bobo da corte em minha frente
Flerta com a minha alegria ausente
Deixa mais um sonho meu dormindo
Meu novo nome: pesadelo
Sinta como é duro este chão
Quando sua cabeça é arremessada contra ele
Perceba o estilhaçar dos ossos de seu crânio
Mas não desmaie ainda
Não quero que sinta qualquer alívio
Fica maravilhosa assim
Com o semblante de coisa morta
Este nariz rompido, afogado em seu catarro
Que escorre em tons fascinantes de vermelho
Dizendo a todo instante: não pare
Pra que rastejar feito um verme que não é
Eles não merecem tal comparação
São infinitos melhores que você
Sossegarei seus braços suplicantes
Fraturas expostas são divinamente realizadoras
Sequer cogite pedir perdão
Não pode nem escutá-lo
Mesmo que eu quisesse dá-lo
Entende agora a sensação de beco sem saída?
Quero que você se foda
Participarei porém
Não gozará este momento sozinha
Nunca lhe quis tanto
Contemple a aptidão física de meu desejo
Apenas olhe, pois é a única coisa que pode fazer
Rasgo cada trapo de suas vestes de gala
Embevecidas num suor que cheira a ferrugem
Abro seus arremedos de pernas
Para penetrar-lhe carinhosamente
Quero introduzir minha vida em seu ser
Deitado sobre seus restos que padecem
Aproveito cada instante deste prazer inigualável
Suspeitava que seria grandioso
Mas superou todas as expectativas
Estupro seu corpo e mente
Bom poder morder e arrancar aquele pedaço
Indescritível enfiar as unhas
Sentir sua fibra lacerar
Apertar até romper os capilares
Deixar hematomas em todo lugar
Pensei que fosse querer participar
Escolher uma posição que gosta mais
Nem gemer consegue
Sem possibilidades de ficar de joelhos
Agora deixará de ver
Empurro seu olhos pra dentro com fúria
Transo seu corpo em total luxuria
Bicho incontrolável e surdo
Alheio a qualquer lamúria
Jorro vida em sua eminente morte
Você sorri este aborto
Encontra beleza neste coito infernal
Alegria onde só deveria doer
Felicidade quando devia morrer
Tudo é apenas banal
Foi surrada, mal tratada, torturada
Mas gargalha da sorte; namora a morte
Infeliz, miserável e desgraçada
Falece indigente, um mero borrão
Sei que renasce, pois é solidão
Botar para fora a podridão que me faz carregar
Extirpar os dentes de sua boca fétida e inflamada
Escarrar toda minha doença na sua garganta
Fazer com que sinta seu amargo inútil
Pendurar de cabeça para baixo
Rodar, rodar, rodar e rodar
Esmurrar sua face idiota e babaca
Ver seu sangue escorrer pelos cabelos
Surrar até que peça arrego
Depois de disforme e dolorida
Chutar seu corpo vazio, imundo: vadio
Quebrar algumas de suas costelas magras e desprezíveis
Perfurar seu pulmão negro e moribundo
Pra que golfe napos de órgãos
Depois de reduzida a porra nenhuma
Partir suas pernas horrorosas, varizentas
Mostrar o quanto bisonha se apresenta
Levantar no colo só para ver cair de novo
Mais uma vez, e outra e uma seguida
Furar seus tímpanos asquerosos
Para impossibilitá-la de escutar
Urros de dor que estão por vir
Saiba que vai sofrer muito
Antes de morrer sangrando feito um porco
Dedos esfacelados um a um
Nunca mais tocará minha carne pura
Pisões únicos, singulares; particulares
Dor em mínimos detalhes
Sofra bastante filha da puta
Não terá chance para porra nenhuma
Sua língua desfigurada em aftas
Jaz pulsante em minha boca
Encapsulada nas frestas dos meus dentes
Afiados e fortes pra caralho
Grita agora figura purulenta
Saltite feito bobo da corte em minha frente
Flerta com a minha alegria ausente
Deixa mais um sonho meu dormindo
Meu novo nome: pesadelo
Sinta como é duro este chão
Quando sua cabeça é arremessada contra ele
Perceba o estilhaçar dos ossos de seu crânio
Mas não desmaie ainda
Não quero que sinta qualquer alívio
Fica maravilhosa assim
Com o semblante de coisa morta
Este nariz rompido, afogado em seu catarro
Que escorre em tons fascinantes de vermelho
Dizendo a todo instante: não pare
Pra que rastejar feito um verme que não é
Eles não merecem tal comparação
São infinitos melhores que você
Sossegarei seus braços suplicantes
Fraturas expostas são divinamente realizadoras
Sequer cogite pedir perdão
Não pode nem escutá-lo
Mesmo que eu quisesse dá-lo
Entende agora a sensação de beco sem saída?
Quero que você se foda
Participarei porém
Não gozará este momento sozinha
Nunca lhe quis tanto
Contemple a aptidão física de meu desejo
Apenas olhe, pois é a única coisa que pode fazer
Rasgo cada trapo de suas vestes de gala
Embevecidas num suor que cheira a ferrugem
Abro seus arremedos de pernas
Para penetrar-lhe carinhosamente
Quero introduzir minha vida em seu ser
Deitado sobre seus restos que padecem
Aproveito cada instante deste prazer inigualável
Suspeitava que seria grandioso
Mas superou todas as expectativas
Estupro seu corpo e mente
Bom poder morder e arrancar aquele pedaço
Indescritível enfiar as unhas
Sentir sua fibra lacerar
Apertar até romper os capilares
Deixar hematomas em todo lugar
Pensei que fosse querer participar
Escolher uma posição que gosta mais
Nem gemer consegue
Sem possibilidades de ficar de joelhos
Agora deixará de ver
Empurro seu olhos pra dentro com fúria
Transo seu corpo em total luxuria
Bicho incontrolável e surdo
Alheio a qualquer lamúria
Jorro vida em sua eminente morte
Você sorri este aborto
Encontra beleza neste coito infernal
Alegria onde só deveria doer
Felicidade quando devia morrer
Tudo é apenas banal
Foi surrada, mal tratada, torturada
Mas gargalha da sorte; namora a morte
Infeliz, miserável e desgraçada
Falece indigente, um mero borrão
Sei que renasce, pois é solidão
10.6.05
Saindo
Dispa-se
Deixe esta pano escorregar por sua presença
Tire esta roupa íntima
Revele toda sua intimidade
Vista-se desta água quente que expõe seu corpo
O vapor faz seu olhar rutilar
Adoro a leveza sublime de sua silhueta única
Perfeição de curvas retas
Sempre o menor caminho
Entre meu desejo e toda sua carne
Seus poros abertos, sensíveis, visíveis
Cabelo e rosto molhados, ilhados
Sensualidade arrebatadora e calma
Meus olhos vidrados
Seu ser cercado do meu por todos os lados
Mão percorre próprio corpo
Seguindo um rito perfeito
Espalhando seu colorido pleno
Por seios, coxas e umbigo
Tanto carinho denota o perigo
A alvura do algodão acolhedor
Enxugará a pureza do banho
Mas não levará nada de sua beleza
Esfoliará sua pele apenas
Impregnando o ar com todo seu perfume
Que se espalha por minha cabeça
Toma conta de meus pensamentos
Transformando a realidade simples do ato
Numa implicância incessante
Quase um mal-trato
A nudez é seu melhor traje
Por saber disso instiga, fustiga
Antes de cair, a toalha sortuda se agarra
Livre de qualquer amarra
Nua em pelo de novo
Um dos pés sobre a cama
O dorso elevado
Janela ao fundo aberta
E a lua cheia é nada
Comparada a sua capacidade de ser bela
Desimporta a roupa que porá
Mas sabe que fica linda de preto
Realça seus olhos marcados
A vida em festa que vive em você
Intensifica o brilho da sua pele lisa
Os adornos são realmente bonitos
Tentam em vão executar missão ingrata
Vai ser impossível
Desviar a atenção do conjunto majestoso
Fica irresistível somente de sandálias e brincos
Usa uma sombra leve
Lápis para avisar
Que é melhor não se descuidar muito
Há fogo neste lugar
Ofego por me queimar
Como se não bastasse
Quase como uma louca
Tira o brilho da bolsa
Espalha por toda a boca
Amanheça meus lábios noturnos com esta luz
Sabe que já não agüento mais esperar
Em frente ao espelho
Um dedo indica
Que devo me aproximar
Mestra na arte de desconcertar
O toque conhecido é sempre surpreendente
O cheiro, quase infame, contundente
O pescoço forte, firme, aparente
Vontade imensa de fincar meus dentes
Quando sou invadido por um olhar
Tudo o que sente é meu
Nada do que vê é seu lugar
Aquilo que ninguém pode possuir
É justo o que quero lha dar
Vestindo para se desnudar
Um abraço por trás carinhoso
Momento tranqüilo, gostoso
Suspiramos felizes, leves no ar
Já não falta nada, está tudo pronto
Daqui não podemos voltar
Fecho todas as portas
Apago as luzes do quarto
Deixo o silencio entrar
Pego as chaves do carro
Aonde vamos jantar?
Deixe esta pano escorregar por sua presença
Tire esta roupa íntima
Revele toda sua intimidade
Vista-se desta água quente que expõe seu corpo
O vapor faz seu olhar rutilar
Adoro a leveza sublime de sua silhueta única
Perfeição de curvas retas
Sempre o menor caminho
Entre meu desejo e toda sua carne
Seus poros abertos, sensíveis, visíveis
Cabelo e rosto molhados, ilhados
Sensualidade arrebatadora e calma
Meus olhos vidrados
Seu ser cercado do meu por todos os lados
Mão percorre próprio corpo
Seguindo um rito perfeito
Espalhando seu colorido pleno
Por seios, coxas e umbigo
Tanto carinho denota o perigo
A alvura do algodão acolhedor
Enxugará a pureza do banho
Mas não levará nada de sua beleza
Esfoliará sua pele apenas
Impregnando o ar com todo seu perfume
Que se espalha por minha cabeça
Toma conta de meus pensamentos
Transformando a realidade simples do ato
Numa implicância incessante
Quase um mal-trato
A nudez é seu melhor traje
Por saber disso instiga, fustiga
Antes de cair, a toalha sortuda se agarra
Livre de qualquer amarra
Nua em pelo de novo
Um dos pés sobre a cama
O dorso elevado
Janela ao fundo aberta
E a lua cheia é nada
Comparada a sua capacidade de ser bela
Desimporta a roupa que porá
Mas sabe que fica linda de preto
Realça seus olhos marcados
A vida em festa que vive em você
Intensifica o brilho da sua pele lisa
Os adornos são realmente bonitos
Tentam em vão executar missão ingrata
Vai ser impossível
Desviar a atenção do conjunto majestoso
Fica irresistível somente de sandálias e brincos
Usa uma sombra leve
Lápis para avisar
Que é melhor não se descuidar muito
Há fogo neste lugar
Ofego por me queimar
Como se não bastasse
Quase como uma louca
Tira o brilho da bolsa
Espalha por toda a boca
Amanheça meus lábios noturnos com esta luz
Sabe que já não agüento mais esperar
Em frente ao espelho
Um dedo indica
Que devo me aproximar
Mestra na arte de desconcertar
O toque conhecido é sempre surpreendente
O cheiro, quase infame, contundente
O pescoço forte, firme, aparente
Vontade imensa de fincar meus dentes
Quando sou invadido por um olhar
Tudo o que sente é meu
Nada do que vê é seu lugar
Aquilo que ninguém pode possuir
É justo o que quero lha dar
Vestindo para se desnudar
Um abraço por trás carinhoso
Momento tranqüilo, gostoso
Suspiramos felizes, leves no ar
Já não falta nada, está tudo pronto
Daqui não podemos voltar
Fecho todas as portas
Apago as luzes do quarto
Deixo o silencio entrar
Pego as chaves do carro
Aonde vamos jantar?
8.6.05
Uivantes
Fala brincando como se fosse possível
Tarefa que se dá a crianças para executar
Coisa que se resolve num piscar de olhos
Num balançar de folhas com o vento
O que nos une é maior, exige cuidado
Muitos querem ter e não conseguem
Fazem força, simulam, intitulam: inferem
Mas estão longe de sentir
Fazem apenas iludir e mentir
Sinto você como se fosse perto
Desconheço as linhas que nos dividem
As peças que nos desmontam
Histórias que não nos contam
Limites que não me limito ter
Nada faz existir o distante
Quero sempre mais
Por desejar querer, tentar
Um tom vermelho sangue
Que nos faz viver, chamar: pulsar
Sequer cogite esquecimentos
Faço palavras para sua capacidade de ler
Juntando em frases pro seu tino de entender
Construo imagens no seu apreender
Para que me prenda junto a você
Nas entrelinhas, que me carregue, me enxergue: descubra
Inunde, veleje, navegue
Com seu desejo, nos dentes cerrados; me pegue
Sendo bom, convide e me leve
Serei querido, contido e entregue
Sua vontade não há quem negue
Além do que eu possa representar
Dos sentimentos que venha a despertar
Prende-me seu apego, seu pacífico desassossego
Suas palavras braços destronando medos
Seu jeito completamente conquistador
Segurança no que acredita
Crença no que faz
Uma força que extrapola meios
Destes cantos digitais
Esta vontade enorme de concertar o mundo
Acabou me acertando
Foi entrando e me levando
Se entregando e me roubando
Brincando eu fui amando
Sem pedir eu fui ficando
Fui acolhido, observado: escolhido
Felicidade lhe falar e ser ouvido
Por isso não chore saudade
Pense em mim e esteja comigo
Impossível ter te esquecido
Muitas vezes quero estar a seu lado
Vontade de um abraço
Sentir de verdade estar perto
Unido como um laço
Distancia concreta e real
Compenso escolhendo minhas melhores falas
Para encontrá-la, poder dá-las
Como se através delas você me sentisse
Fazendo com que eu existisse
Sua aparição revela o acerto
Desejo um dia ficar bem perto
Sob a mesma chuva
Debaixo do mesmo teto
Ao alcance instantâneo
Do enorme e verdadeiro afeto
Tarefa que se dá a crianças para executar
Coisa que se resolve num piscar de olhos
Num balançar de folhas com o vento
O que nos une é maior, exige cuidado
Muitos querem ter e não conseguem
Fazem força, simulam, intitulam: inferem
Mas estão longe de sentir
Fazem apenas iludir e mentir
Sinto você como se fosse perto
Desconheço as linhas que nos dividem
As peças que nos desmontam
Histórias que não nos contam
Limites que não me limito ter
Nada faz existir o distante
Quero sempre mais
Por desejar querer, tentar
Um tom vermelho sangue
Que nos faz viver, chamar: pulsar
Sequer cogite esquecimentos
Faço palavras para sua capacidade de ler
Juntando em frases pro seu tino de entender
Construo imagens no seu apreender
Para que me prenda junto a você
Nas entrelinhas, que me carregue, me enxergue: descubra
Inunde, veleje, navegue
Com seu desejo, nos dentes cerrados; me pegue
Sendo bom, convide e me leve
Serei querido, contido e entregue
Sua vontade não há quem negue
Além do que eu possa representar
Dos sentimentos que venha a despertar
Prende-me seu apego, seu pacífico desassossego
Suas palavras braços destronando medos
Seu jeito completamente conquistador
Segurança no que acredita
Crença no que faz
Uma força que extrapola meios
Destes cantos digitais
Esta vontade enorme de concertar o mundo
Acabou me acertando
Foi entrando e me levando
Se entregando e me roubando
Brincando eu fui amando
Sem pedir eu fui ficando
Fui acolhido, observado: escolhido
Felicidade lhe falar e ser ouvido
Por isso não chore saudade
Pense em mim e esteja comigo
Impossível ter te esquecido
Muitas vezes quero estar a seu lado
Vontade de um abraço
Sentir de verdade estar perto
Unido como um laço
Distancia concreta e real
Compenso escolhendo minhas melhores falas
Para encontrá-la, poder dá-las
Como se através delas você me sentisse
Fazendo com que eu existisse
Sua aparição revela o acerto
Desejo um dia ficar bem perto
Sob a mesma chuva
Debaixo do mesmo teto
Ao alcance instantâneo
Do enorme e verdadeiro afeto
6.6.05
Menos Fácil
Se fizéssemos pelo que dizem
Pararíamos antes de começar
É tudo tão aterrador
Quando não sabem o que queremos
Farei sempre, por toda minha vida
Independente de adivinhar se melhora ou piora
Se rápido ou se demora
Faça com intuito de conseguir
Junta a força a vá embora
Saiba quando chegar a hora
Escutaremos várias verdades pelo trajeto
Muitos estarão errados, outros serão certos
Haverá dias duros e noites sem nenhum teto
Mantenhamos a esperança e todo resto
Pessoas nunca são objetos
Difícil descoisificar alguns que nos cercam
Complicado não retribuir a altura
Opte pela simplicidade complexa
De sabermos ser melhores ao lidar com piores
Não adianta doutrinar bestas feras com violência
Este é o linguajar delas
Devemos demonstrar segurança e poder
Mas é preciso ser gentil
Agir com extrema inteligência
Queremos que elas aprendam
Contrário de mostrar que sabemos ser menores
Que conseguimos maltratar
É fácil fazer errado, diminuir
O resultado é imediato
Crescer é lento, demorado, e só se percebe com o tempo
Tomaremos mordidas certamente
Será doloroso
Quereremos parar com tudo e desacreditar
Que não fomos capazes de domar aquele bicho revolto
Sem atenção miraremos errado mais uma vez
Ele é mesmo difícil, relutante, replicante
Chega a ser bruto, pontiagudo e ignorante
Capaz de destruir no intervalo de um instante
Ignorância parece nunca ser bastante
Aspiremos o bem-querer
Por sua vida, quando discordar de alguém
Ou do próprio mundo
Seja inteligente, delicado e sutil
Lembre como a beleza aproxima o desconhecido
Sorria ao estranho com sinceridade e paixão
Com amor pela vida, pelo outro
Que ser motivo de reconhecimento e aconchego
Seja um fato corriqueiro
Atitude de uma alma em desapego
Consigamos ser amáveis até para discordar
Que acordemos para o significado das palavras
Sem brigas, sem turras, sem pedras
Sem picardias, ardis e emboscadas
Façamos o possível para sermos supremos
Porém, que não subjuguemos
Que não sejamos retrógrados
Não aprisionando para libertar
Sem guerras para pacificar
Sem cruzes para exemplificar
Sem ódio para justificar o amar
Pararíamos antes de começar
É tudo tão aterrador
Quando não sabem o que queremos
Farei sempre, por toda minha vida
Independente de adivinhar se melhora ou piora
Se rápido ou se demora
Faça com intuito de conseguir
Junta a força a vá embora
Saiba quando chegar a hora
Escutaremos várias verdades pelo trajeto
Muitos estarão errados, outros serão certos
Haverá dias duros e noites sem nenhum teto
Mantenhamos a esperança e todo resto
Pessoas nunca são objetos
Difícil descoisificar alguns que nos cercam
Complicado não retribuir a altura
Opte pela simplicidade complexa
De sabermos ser melhores ao lidar com piores
Não adianta doutrinar bestas feras com violência
Este é o linguajar delas
Devemos demonstrar segurança e poder
Mas é preciso ser gentil
Agir com extrema inteligência
Queremos que elas aprendam
Contrário de mostrar que sabemos ser menores
Que conseguimos maltratar
É fácil fazer errado, diminuir
O resultado é imediato
Crescer é lento, demorado, e só se percebe com o tempo
Tomaremos mordidas certamente
Será doloroso
Quereremos parar com tudo e desacreditar
Que não fomos capazes de domar aquele bicho revolto
Sem atenção miraremos errado mais uma vez
Ele é mesmo difícil, relutante, replicante
Chega a ser bruto, pontiagudo e ignorante
Capaz de destruir no intervalo de um instante
Ignorância parece nunca ser bastante
Aspiremos o bem-querer
Por sua vida, quando discordar de alguém
Ou do próprio mundo
Seja inteligente, delicado e sutil
Lembre como a beleza aproxima o desconhecido
Sorria ao estranho com sinceridade e paixão
Com amor pela vida, pelo outro
Que ser motivo de reconhecimento e aconchego
Seja um fato corriqueiro
Atitude de uma alma em desapego
Consigamos ser amáveis até para discordar
Que acordemos para o significado das palavras
Sem brigas, sem turras, sem pedras
Sem picardias, ardis e emboscadas
Façamos o possível para sermos supremos
Porém, que não subjuguemos
Que não sejamos retrógrados
Não aprisionando para libertar
Sem guerras para pacificar
Sem cruzes para exemplificar
Sem ódio para justificar o amar
3.6.05
Sinestesia
Nem sei se eu mesmo entendo
Sei que sinto as coisas do mundo
Batendo em minhas palavras
Que saem com firmeza aterradora
Sei exatamente do que não estou falando
Os arrepios quentes descem pelo couro
Fazendo ouro das minhas extremidades em decimal
Estes dedos frágeis que tentam captar
Idéias ágeis que confundem minhas clarezas
Arrumo tudo em grupos de cinco linhas
A ordem dos acontecimentos
Deriva daquilo que absorvo ao meu redor
Por vezes me falta um langanho de escrita qualquer
Na maioria das vezes sobra a escassez do grafite
As rimas que fogem parecem mais belas que as ficantes
Quase prepotente invento palavras
Verbifico substantivos
Dou alma a coisas mortas
Enxergo vida na tristeza infinita de rompimentos errantes
Sensibilizo um pós no que era apenas antes
Este próprio, do que fala, não sei dizer
Fruto de um comentário carinhoso que pude ler
Não tenho a resposta que deveria
Dou-me a todos por minhas letras
Sou aqui descrito ao escrever
Se toco a muitos é porque fui tocado
Retribuo cada afeto, cada gesto, cada teto
Esforço-me para olhar no silêncio dos que apenas passam
O que faltou para que eles parassem
Comentando o que sentiram
Mas faço de forma igual
Por muitas leio com pleno respeito
Admiro, paro, reflito e respiro
Tomado por emoção contida sequer sugiro
Apenas adoro pois nelas creio
A invisibilidade das tormentas criadas
Esquentam minha cara calma
Rebatem em minhas dúvidas claras
Sacudindo uma estrutura maleável
Recebo cada idéia como um presente
Sou feliz por perceber
Que duvido de minha própria escrita
Achando que poderia ser refeito
Algo que para alguém foi perfeito
Acreditar que há outro jeito
Porem, em todas as minhas linhas
Há um desejo que sei de cor
Espero que todos queiram
Fazendo de si, seu mundo
Lugar feliz de tempo habitável e a cada dia um lugar melhor
Sei que sinto as coisas do mundo
Batendo em minhas palavras
Que saem com firmeza aterradora
Sei exatamente do que não estou falando
Os arrepios quentes descem pelo couro
Fazendo ouro das minhas extremidades em decimal
Estes dedos frágeis que tentam captar
Idéias ágeis que confundem minhas clarezas
Arrumo tudo em grupos de cinco linhas
A ordem dos acontecimentos
Deriva daquilo que absorvo ao meu redor
Por vezes me falta um langanho de escrita qualquer
Na maioria das vezes sobra a escassez do grafite
As rimas que fogem parecem mais belas que as ficantes
Quase prepotente invento palavras
Verbifico substantivos
Dou alma a coisas mortas
Enxergo vida na tristeza infinita de rompimentos errantes
Sensibilizo um pós no que era apenas antes
Este próprio, do que fala, não sei dizer
Fruto de um comentário carinhoso que pude ler
Não tenho a resposta que deveria
Dou-me a todos por minhas letras
Sou aqui descrito ao escrever
Se toco a muitos é porque fui tocado
Retribuo cada afeto, cada gesto, cada teto
Esforço-me para olhar no silêncio dos que apenas passam
O que faltou para que eles parassem
Comentando o que sentiram
Mas faço de forma igual
Por muitas leio com pleno respeito
Admiro, paro, reflito e respiro
Tomado por emoção contida sequer sugiro
Apenas adoro pois nelas creio
A invisibilidade das tormentas criadas
Esquentam minha cara calma
Rebatem em minhas dúvidas claras
Sacudindo uma estrutura maleável
Recebo cada idéia como um presente
Sou feliz por perceber
Que duvido de minha própria escrita
Achando que poderia ser refeito
Algo que para alguém foi perfeito
Acreditar que há outro jeito
Porem, em todas as minhas linhas
Há um desejo que sei de cor
Espero que todos queiram
Fazendo de si, seu mundo
Lugar feliz de tempo habitável e a cada dia um lugar melhor
1.6.05
Cego de Visão
A magreza consumia-lhe, faminta
Como se quisesse roubar seus ossos
Pois já não havia carne alguma
Só o esboço, um croqui, bisonho, em pelancas
Não havia traço do que poderia ter sido
Desconhecido o motivo da derrocada
Incerto também se existe crise
Naquela visão triste
Vida esvaindo e morte em riste
Expondo a todos aquele espetáculo
Sem saúde, sem beleza, sem virtude
Entregou-se a pista perigosa
Procurou paz num carro apressado qualquer
Queria privar os expectadores da aterradora visão
Mas há cegos pelo caminho
Que têm o sentir como profissão
Enxergam além dos puros olhares
Mergulham na feiúra volátil das estampas
Respirando a beleza esquecida em farrapos de vida
Aspiram o bem de quem já não o tem
Seria mais uma vítima do excesso de azar
Mais uma culpada pela fraqueza da sorte
Há existências dignas de pena
Reais merecedoras da morte
Trabalham os cegos
Repletos de autoridade imobilizam a via mortal
Chegam reforços na viatura flamejante
Munidos da parafernália necessária
Que cessará o tumulto causado
O silêncio toma conta do lugar
Saem os cegos com seus escudos de espelho
Abrem um clarão em volta daquele arremedo de vida
Que desanimado se entrega ao conforto áspero do chão
Suplicante por um fim indolor, eficaz e voraz
O circulo de reflexos mostra opções
Variadas, boas e perturbadoras
Umas infinitamente piores que o agora
Algumas melhores que os mais lindos sonhos
Um único espaço vazio e a via vazia ao longe
Nossa amiga abatida resolve levantar
Descobriu que ainda havia força para mais alguns passos
Que se quisesse conseguiria andar
Desdenhou dos infortúnios e glórias das imagens
Resolveu caminhar
Descobriu que sabia enxergar
Cambaleante e feliz dava passos fracos
Imponentes, comoventes: decentes
Sustentava sua fraqueza com a devida austeridade
Pedia ajuda como quem reconhece o valor
De querer ser ajudado
Daquele instante em diante
Uma vida nova desestagnava
O corpo esvaziado do ontem
Deu lugar as chances do presente difícil
O futuro continua incerto e inseguro
Porém existe
O póstumo se posta de pé e caminha
Ali jaz um defunto que vive
Promessa absoluta da vontade de ser feliz
Nem todos acordam vivos quando abrem os olhos
Somos mortos se não fazemos por nós
Egoístas, mesquinhos e pobres se sós
Infelizes aqueles que não entendem
A verdade absurda do sorriso intacto das crianças
Que amam na mais completa cegueira
Escolhem pelo instinto
Pelo cheiro, carinho e confiança
Mirabolantes, entregam-se ao colo santo
Que lhes reconforta e traz esperança
Desconcertantemente são
Que seu destino refletido em nós
Seja tão maravilhoso quanto seu passado inteiro
Pois elas sabem amar a todos
Com sentimento simples, verdadeiro
Sem espaços para reflexão
Mire-se nos olhos do dito sadio
Como se este fosse fisicamente incapaz
Encontre nele a opacidade branca pacificadora
Que não lhe reflete jamais
Sem sua imagem pronta é você quem se faz
P.S: Gostaria de explicar o motivo e o porquê deste texto. Hoje, ao sair para trabalhar, normalmente, o transito ruim de costume estava pior. Uma viatura do corpo de bombeiros estava resgatando uma cadela. Magra, mal tratada, talvez vadia e sem dono, mas uma vida. Assustada, tinha os quantos baixos, rabo entre as pernas e aquele olhar de: me ajude por favor. Foi o que ocorreu. Os bombeiros pararam o transito, liberaram o caminho e puseram-na em segurança, sem puxá-la ou forçá-la em momento algum.
Já vi bicho gente em situação igual ou pior e felizmente existem bombeiros de vida por aí, esperando por um chamado. É bom perceber que certas pessoas entram no fogo literalmente por semelhantes que sequer conhecem e em certas situações que estes mesmos são capazes de arriscar a própria vida para salvar a daqueles que talvez nem as tenham mais.
Que tenhamos a decência de sabermos quando pedir ajuda. E mais importante, que quando formos ajudar, que façamos de coração, sem esperar gratidão, sem estarmos motivados pela aparência ou conhecimento sobre aquele que receberá nossa ajuda. Que antes de começarmos a fazer qualquer coisa em nossas vidas, saibamos que estamos fazendo por simplesmente querermos fazer. Obrigado e desculpem qualquer maluquice. Beijos
Como se quisesse roubar seus ossos
Pois já não havia carne alguma
Só o esboço, um croqui, bisonho, em pelancas
Não havia traço do que poderia ter sido
Desconhecido o motivo da derrocada
Incerto também se existe crise
Naquela visão triste
Vida esvaindo e morte em riste
Expondo a todos aquele espetáculo
Sem saúde, sem beleza, sem virtude
Entregou-se a pista perigosa
Procurou paz num carro apressado qualquer
Queria privar os expectadores da aterradora visão
Mas há cegos pelo caminho
Que têm o sentir como profissão
Enxergam além dos puros olhares
Mergulham na feiúra volátil das estampas
Respirando a beleza esquecida em farrapos de vida
Aspiram o bem de quem já não o tem
Seria mais uma vítima do excesso de azar
Mais uma culpada pela fraqueza da sorte
Há existências dignas de pena
Reais merecedoras da morte
Trabalham os cegos
Repletos de autoridade imobilizam a via mortal
Chegam reforços na viatura flamejante
Munidos da parafernália necessária
Que cessará o tumulto causado
O silêncio toma conta do lugar
Saem os cegos com seus escudos de espelho
Abrem um clarão em volta daquele arremedo de vida
Que desanimado se entrega ao conforto áspero do chão
Suplicante por um fim indolor, eficaz e voraz
O circulo de reflexos mostra opções
Variadas, boas e perturbadoras
Umas infinitamente piores que o agora
Algumas melhores que os mais lindos sonhos
Um único espaço vazio e a via vazia ao longe
Nossa amiga abatida resolve levantar
Descobriu que ainda havia força para mais alguns passos
Que se quisesse conseguiria andar
Desdenhou dos infortúnios e glórias das imagens
Resolveu caminhar
Descobriu que sabia enxergar
Cambaleante e feliz dava passos fracos
Imponentes, comoventes: decentes
Sustentava sua fraqueza com a devida austeridade
Pedia ajuda como quem reconhece o valor
De querer ser ajudado
Daquele instante em diante
Uma vida nova desestagnava
O corpo esvaziado do ontem
Deu lugar as chances do presente difícil
O futuro continua incerto e inseguro
Porém existe
O póstumo se posta de pé e caminha
Ali jaz um defunto que vive
Promessa absoluta da vontade de ser feliz
Nem todos acordam vivos quando abrem os olhos
Somos mortos se não fazemos por nós
Egoístas, mesquinhos e pobres se sós
Infelizes aqueles que não entendem
A verdade absurda do sorriso intacto das crianças
Que amam na mais completa cegueira
Escolhem pelo instinto
Pelo cheiro, carinho e confiança
Mirabolantes, entregam-se ao colo santo
Que lhes reconforta e traz esperança
Desconcertantemente são
Que seu destino refletido em nós
Seja tão maravilhoso quanto seu passado inteiro
Pois elas sabem amar a todos
Com sentimento simples, verdadeiro
Sem espaços para reflexão
Mire-se nos olhos do dito sadio
Como se este fosse fisicamente incapaz
Encontre nele a opacidade branca pacificadora
Que não lhe reflete jamais
Sem sua imagem pronta é você quem se faz
P.S: Gostaria de explicar o motivo e o porquê deste texto. Hoje, ao sair para trabalhar, normalmente, o transito ruim de costume estava pior. Uma viatura do corpo de bombeiros estava resgatando uma cadela. Magra, mal tratada, talvez vadia e sem dono, mas uma vida. Assustada, tinha os quantos baixos, rabo entre as pernas e aquele olhar de: me ajude por favor. Foi o que ocorreu. Os bombeiros pararam o transito, liberaram o caminho e puseram-na em segurança, sem puxá-la ou forçá-la em momento algum.
Já vi bicho gente em situação igual ou pior e felizmente existem bombeiros de vida por aí, esperando por um chamado. É bom perceber que certas pessoas entram no fogo literalmente por semelhantes que sequer conhecem e em certas situações que estes mesmos são capazes de arriscar a própria vida para salvar a daqueles que talvez nem as tenham mais.
Que tenhamos a decência de sabermos quando pedir ajuda. E mais importante, que quando formos ajudar, que façamos de coração, sem esperar gratidão, sem estarmos motivados pela aparência ou conhecimento sobre aquele que receberá nossa ajuda. Que antes de começarmos a fazer qualquer coisa em nossas vidas, saibamos que estamos fazendo por simplesmente querermos fazer. Obrigado e desculpem qualquer maluquice. Beijos
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